domingo, 19 de fevereiro de 2017

Elvis News - Lisa Marie Presley perde a custódia das filhas / A morte de Marty Lacker / Novos CDs

Lisa Marie Presley perde a custódia das filhas - E o escandaloso divórcio de Lisa Marie Presley ganha mais um novo capítulo. Ela agora perdeu a custódia sobre suas duas filhas. Atendendo a um pedido do Departamento de proteção às crianças de Los Angeles, a justiça americana determinou que Lisa Marie não mais tivesse a custódia das duas meninas de oito anos. Tudo foi embasado em um material impróprio que foi encontrado dentro dos computadores pessoais de seu ex-marido. Embora nada tenha se revelado publicamente supõe-se que o material tenha conteúdo impróprio, colocando as netas de Elvis em situações inadequadas e imorais para elas.

O recente problema de Lisa Marie com drogas também levou a justiça a tirar as crianças de sua proteção. Para as autoridades americanas Lisa Marie tem um sério problema com drogas (cocaína e bebidas alcoólicas, etc) o que a tornaria uma pessoa perigosa em potencial para as duas filhas. Lisa e o marido estão brigando na justiça em um feroz processo de divórcio envolvendo muito dinheiro. O advogado de Lisa informou que a cantora e herdeira de Elvis Presley está falida, quebrada, e que jamais poderia pagar o que o ex-marido pede na justiça. O marido contesta as informações dizendo que Lisa leva uma vida de luxos exagerados. Lisa nega e chegou ao ponto de informar no processo que não teria nem dinheiro para pagar o próprio advogado nesse divórcio. O assunto tem sido explorado em detalhes pela imprensa americana nos últimos dias.

Morre Marty Lacker - Um dos grandes amigos de Elvis morreu nessa semana aos oitenta anos de idade.  Lacker era um dos homens da Máfia de Memphis mais próximos de Elvis, a tal ponto que o cantor o escolheu para ser um dos seus padrinhos de casamento. Ele faleceu na segunda-feira de uma doença renal crônica, um sério problema de saúde que o tinha feito sofrer por muitos anos. Elvis considerava Marty Lacker um dos seus amigos mais leais, porém após sua morte em 1977, ele foi criticado por alguns por explorar comercialmente sua amizade com Elvis Presley. Marty Lacker escreveu o livro "Elvis: Portrait of a Friend". Também colaborou em outra obra, "Elvis and the Memphis Mafia" da escritora Alanna Nash.

Novos CDs do selo FTD - Contrariando alguns boatos de que o selo FTD estaria finalmente chegando ao fim de seus lançamentos, tivemos o anúncio de novos CDs trazendo material inédito para os fãs. "A Date With Elvis", álbum originalmente lançado no final dos anos 1950, quando Elvis estava servindo o exército americano na Alemanha, ganhará uma nova edição. O CD trará não apenas as versões alternativas das músicas que fizeram parte do disco original, mas também outras faixas, gravadas na mesma época. Em edição dupla o CD contará ainda com gravações privadas e amadoras feitas por Elvis enquanto estava na Alemanha. A trilha sonora do filme "Speedway" (no Brasil, "O Bacana do Volante") também ganhará em breve uma nova edição especial com muito material inédito, ou seja, novidades para os fãs de Elvis não faltarão nos próximos meses. Agora é esperar pelo melhor.

Pablo Aluísio.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Lisa Marie Presley pode perder a guarda de suas filhas

O inferno astral da vida de Lisa Marie Presley parece não ter mais fim. Agora a filha de Elvis corre o risco de perder a guarda de suas próprias filhas. Envolvida em um processo de reabilitação de vício em drogas e lutando na justiça contra o ex-marido, Lisa agora tem novos problemas. Segundo alguns sites americanos, entre eles o TMZ, autoridades americanas encontraram "fotos perturbadoras" envolvendo suas duas filhas no computador do ex-marido de Lisa, Michael Lockwood.

Segundo informações essas fotos traziam as filhas gêmeas de Lisa Marie em situações incomuns e não adequadas para elas, o que fez com que o Departamento de proteção à crianças e adolescentes de Los Angeles entrasse com uma ação na justiça pedindo a custódia protetora das duas filhas de Lisa Marie. As autoridades querem tirar as duas crianças de 8 anos da guarda de ambos os pais. Não se sabe até o momento o que realmente havia nesses vídeos e fotos, porém tudo leva a crer que foi algo grave tendo em vista as diligências promovidas por esse órgão público do condado de Los Angeles.

Lisa afirmou que não tem ideia do que pode haver nesses vídeos e imagens. Já outras fontes afirmam que foi a própria Lisa Marie quem denunciou as fotos para as autoridades que confirmaram sua existência ao cumprir um mandado de busca e apreensão dos computadores pessoais de Michael Lockwood. A situação de Lisa Marie anda complicada e ela pode perder em definitivo o pátrio poder sobre suas filhas. Pior do que isso, seu advogado alegou recentemente na corte onde está se desenvolvendo o processo de divórcio que Lisa está financeiramente quebrada, sem condições de cumprir as exigências do ex-marido. Pelo visto os problemas legais e familiares de Lisa Marie estão apenas começando.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Elvis Presley - The Wonder of You - Parte 3

A nova versão de "Just Pretend" seguiu basicamente as linhas básicas da gravação original. A diferença principal é que um fundo incidental, muito discreto e elegante, foi adicionado. Um violão muito sensível, em dedilhado quase inaudível, também foi um belo acréscimo. De maneira em geral considerei essa uma das melhores versões desse novo CD, basicamente por ter sido bem respeitosa em relação ao que ouvimos no álbum "That´s The Way It Is". Isso prova que Felton Jarvis fez realmente um grande trabalho em 1970, sem necessidade de muitas mudanças agora.

"Love Letters" que vem logo a seguir, por outro lado, já sofreu maiores modificações. Curiosamente já li muitos textos afirmando que os arranjos desse álbum de Elvis ficaram terrivelmente datados com os anos - será mesmo? Os produtores desse CD certamente trocaram a orquestra original pela Filarmônica britânica - saem os antigos instrumentos e entram os novos. Porém se formos pensar bem a linha base de melodia segue sendo a mesma, apenas com um arranjo mais bem elaborado, mais sutil e elegante. Curiosamente os produtores também resolveram adicionar um novo grupo feminino em destaque, eliminando a participação original das vocalistas de Elvis. Ficou bom, tenho que admitir.

O tradicional gospel "Amazing Grace" sempre foi um dos preferidos de Elvis. Ele tinha grande reverência por essa música. Aqui eu notei que foi escrito um belo arranjo de introdução, mas penso que a transição para a versão original de Elvis se fez de forma muito abrupta, quase um susto! Os produtores deveriam seguir por uma transição menos impactante, afinal essa é uma canção reflexiva, de teor religioso, quase uma oração! De qualquer maneira a decisão de manter o grupo vocal que gravou ao lado de Elvis foi acertada - ao que parece se tornou impossível separar os vocais de Elvis dos de seus grupos de apoio. Melhor para o ouvinte, que assim toma maior contato, mesmo que indiretamente, com a gravação do álbum "He Touched Me". Certas gravações são mesmo para sempre!

"Something for Everybody" de 1961 é um dos mais belos trabalhos da discografia de Elvis Presley. Sempre achei um disco que foi muito subestimado, nunca ganhando o devido reconhecimento. Por essa época Elvis havia adotado um estilo vocal muito suave e terno que deu uma beleza incomum a todas as canções desse disco. Aqui os produtores resolveram resgatar a bela balada "Starting Today". Eu sempre vou preferir a versão original, em todos os aspectos, porém não deixarei de elogiar essa nova versão. Conseguiram o ideal: manter a beleza original acrescentando um arranjo que serve basicamente para realçar a beleza da melodia. Um ponto positivo desse CD, sem dúvida.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Elvis News - A BMW de Elvis Presley / Tom Jones e Priscilla Presley estão namorando? / Elvis está vivo?

BMW de Elvis passa por restauração - Enquanto estava servindo o exército americano numa base militar na Alemanha, Elvis resolveu comprar um carro novo, um BMW modelo 507 conversível. Um automóvel que ele usaria todos os dias para ir e vir do quartel onde estava servindo. Depois que seu serviço militar chegou ao fim Elvis resolveu vender o carro, pois não tinha intenção de levá-lo para os Estados Unidos. Por muitos anos esse BMW ficou passando de proprietário em proprietário, até que um colecionador de carros históricos conseguiu localizá-lo. Por causa dos anos o automóvel realmente não estava mais em boas condições. Porém como havia pertencido a Elvis Presley seu valor era considerável. Uma ampla reforma foi realizada e recentemente o carro, praticamente novo, foi apresentado em um salão de exposição de automóveis raros em Berlim. O sucesso foi tanto que a própria fábrica BMW se mostrou interessada em adquirir o modelo para exposição permanente em seu museu de carros raros e históricos da marca no norte da Alemanha. A proposta da empresa já feita, resta saber se o carro será realmente vendido.

Priscilla Presley e Tom Jones juntos? - A imprensa de fofocas divulgou há poucos dias que a viúva de Elvis Presley estaria namorando o cantor Tom Jones. Um fato muito curioso já que Jones era um amigo próximo de Elvis, principalmente em sua fase Las Vegas. O casal foi visto diversas vezes em restaurantes da moda em Los Angeles e Londres. O tabloide The Sun afirmou que sim, Jones e Priscilla estariam mesmo juntos, namorando! Em abril do ano passado, após 59 anos de casamento, a mulher de Tom Jones faleceu. Ele ficou devastado por longos meses, até ser convidado por Priscilla para sair um pouco de casa, aliviar um pouco a mente e conversar com ela, que se considera acima de tudo uma velha amiga. De fato atualmente Tom Jones e Priscilla Presley tem sido vistos constantemente juntos, mas Priscilla nega os boatos de um romance. "Eu sou sua amiga e estou lhe dando todo o apoio para ele superar a morte de sua esposa. Isso é tudo!" - explicou Presley.

Elvis está vivo? - Como acontece com regularidade nos últimos anos, de tempos em tempos surgem boatos e estórias de que Elvis Presley estaria vivo, escondido em algum lugar dos Estados Unidos. Na celebração de seu aniversário de 82 anos em Graceland, no último mês de janeiro, os boatos voltaram a ganha força. Isso aconteceu porque um misterioso homem, com longa barba branca e muito parecido fisicamente com Elvis, foi visto circulando pela mansão do cantor! Seria ele o próprio Elvis que resolveu matar as saudades, aparecendo de surpresa em seu próprio aniversário? A nova teoria da conspiração, como era de se esperar, se espalhou rapidamente pela internet. Seria muito legal se fosse verdade e não apenas mais uma grande bobagem em torno do velho slogan "Elvis não Morreu!"

Pablo Aluísio.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Elvis Presley - Bridge Over Troubled Water

Bridge Over Troubled Water (Paul Simon) - Essa é uma das maiores canções populares já escritas. Gravada originalmente no final dos anos 60 e lançada em janeiro de 1970 no disco de mesmo nome da dupla Simon e Garfunkel a música logo virou símbolo de uma era e colecionou prêmios em sua vitoriosa trajetória: "Gravação do ano", "Álbum do ano", "Melhor canção escrita do ano" e outros. Além da aclamação da crítica o público também não deixou por menos colocando a música por seis semanas seguidas no topo da parada norte americana. Tanto sucesso não poderia passar despercebido por Elvis Presley. Ele amou a música desde a primeira vez que a ouviu e foi um dos primeiros intérpretes a gravar uma versão, apenas seis meses depois que ela foi lançada originalmente pela famosa dupla dos anos 70. Elvis não perderia a chance de fazer sua versão pessoal de uma canção tão significativa. Logo ele, que estava empenhado em renovar seu repertório e produzir material relevante e de importância, bem longe de seu passado recente de trilhas sonoras medíocres. Antenado no que estava acontecendo musicalmente ao seu redor, Elvis logo providenciou seu próprio registro da canção. Quando foi informado da data das sessões de gravação em junho daquele mesmo ano ele logo entrou em contato com seu produtor Felton Jarvis e pediu que ele providenciasse logo a liberação da música pois ele já tinha inclusive feito alguns ensaios com sua banda na estrada e estava procurando achar o tom certo para sua versão. Elvis sabia que seu estilo vocal em pouco se aproximava da linha folk universitária de seus autores originais.

Ele procurou adaptar a canção ao seu próprio estilo, deixando a simplicidade da versão original de lado e investindo em algo mais grandioso com presença marcante de orquestra (arranjo inexistente dentro da versão original da dupla Simon e Garfunkel). Isso também se justificava porque Elvis pretendia utilizá-la durante seus concertos e não havia como ele, sendo um barítono, fazer uma versão que se aproximasse da ideia simplória de Paul Simon e seu companheiro de dupla. Alguns ajustes teriam que ser feitos e isso traria todas as características que fariam essa canção única dentro da vasta discografia de Elvis. Esse tipo de material era o que ele iria procurar cada vez mais durante os anos 70. Canções que representassem de alguma forma um novo desafio, um novo pico a alcançar. Certamente os rocks que tanto caracterizaram sua carreira, ao ponto de receber o título de Rei do Rock, não mais significavam um grande desafio a ser superado em 1970. Elvis procurava algo mais, algo que demonstrassem a todos seu grande talento vocal, que deixasse claro para quem ouvisse seus discos ou assistisse seus shows que ele era, acima de qualquer coisa, um grande cantor, nada mais do que isso. Elvis procurava antes de qualquer coisa ser reconhecido por seus colegas profissionais, pela crítica especializada e principalmente por seu público que manteve-se fiel a ele, mesmo na pior fase de sua carreira nos anos 60. O saldo final é conhecido de todos: a canção é considerada uma das maiores interpretações de toda a carreira de Elvis Presley! A versão do Rei para o sucesso imortal da dupla "Simon e Garfunkel" emociona até hoje. Como toque final foram acrescentadas palmas para se dar a impressão que ela foi gravada ao vivo, porém esta é a versão de estúdio e não a versão que aparece no filme (e que também é ótima). Só foi lançada da forma como foi gravada muitos anos depois na caixa de CDs "Walk a mile in my Shoes" com nova mixagem e mostrando toda a extensão de sua beleza. "Bridge Over Troubled Water", sem a menor sombra de dúvida, é um dos maiores marcos da carreira de Elvis Presley.

Bridge Over Troubled Water em outros lançamentos:

FTD Elvis One night in Vegas - Nesse CD Bridge Over Troubled Water aparece em duas versões diferentes. A versão do ensaio não acrescenta muito. Muita brincadeira e conversação ao fundo prejudicam Elvis, atrapalhando sua interpretação e sua concentração. A qualidade sonora não é tão boa, aliás é bem fraca, também não poderia ser diferente pois muitos desses arquivos ficaram encostados por um longo tempo e só depois foram resgatados. Novamente o grupo e Elvis não se empenham muito, até porque tudo não passa de um ensaio rápido. A versão dura poucos minutos e o corte final está muito mal feito pois deveria ter sido deixado a parte final da canção para sabermos como Elvis a termina. Aqui Ernst faz um corte final equivocado como podemos notar se o compararmos com outros títulos. Já a versão ao vivo é mais do que preciosa, é um achado maravilhoso. Elvis está insuperável aqui. Aliás pode-se afirmar que, com raríssimas exceções, todas as versões de Bridge Over Troubled Water dessas temporadas iniciais são de excelente nível. No disco com a trilha sonora original temos outras das picaretagens de Tom Parker. Ao invés dele determinar que Felton Jarvis escolhesse uma boa versão ao vivo ele preferiu maquiar a versão de estúdio acrescentando "falsas" palmas! Outro problema que sempre chamou atenção foi a elevação gradual do volume da faixa oficial, que começava bem introspectiva, quase sussurrada e ia aumentando gradualmente seu volume até um final apoteótico. Para alguns a montagem até que era interessante mas outros se incomodavam com isso. No Brasil tentaram modificar isso e lançaram um disco em que eles fizeram uma tentativa mal sucedida de mudar artificialmente seu formato original. O problema é que como não tiveram acesso ao master original fizeram tudo sem respeitar o procedimento adequado e necessário para esse tipo de mudança. Resultado: a nova equalização "Made in Brazil" ficou horrível, mal feita e virou motivo de piadas lá fora! Para ser bem sincero, poderiam ter passado sem esse papelão!

FTD Spring Tours 77 - A versão de Bridge Over Troubled Water desse CD, gravada em Duluth no dia 29 de abril de 1977, apresenta problemas. Parece que esqueceram de avisar ao pianista que está é uma canção suave e intimista. Mal começa a canção e ele dispara alucinadamente, fazendo com que Elvis literalmente corra atrás! A canção está totalmente fora de seu ritmo normal, parece que Elvis fica todo o tempo da música tentando se acertar com o resto da banda, tudo ficando muito confuso. A orquestra e a banda de Elvis também não conseguem chegar num denominador comum! Certamente canções ao vivo são mais rápidas que as de estúdio, isso é natural e todo músico sabe disso, mas essa versão de Bridge Over Trouble Water mais parece uma maratona, onde a pressa e o desentrosamento imperam! Em vista de tudo isso não se poderia de jeito nenhum alcançar um resultado satisfatório. Pior faixa do CD.

FTD The Nashville Marathon - Bridge Over Troubled Water (take 1): Só existe uma música que consegue seguir The Sound of Your Cry sem parecer ridícula. Paul Simon não sabia, mas escreveu Bridge para Elvis. Com certeza uma das músicas mais queridas dos fãs e do próprio Elvis, que nunca a abandonou de seu repertório, cantando-a inclusive em seu último concerto. No início da década de 70, mais precisamente em 1970 a dupla Simon and Garfunkel lançou um dos maiores clássicos da música de todos os tempos. Uma música tecnicamente perfeita e de uma melodia complexa e assustadoramente divina. Resultado: primeiro lugar por várias semanas e uma entrada triunfal na galeria das maiores músicas já gravadas. Pergunto a vocês, quem se arriscaria a fazer uma versão dessa canção sem parecer medíocre?? Bom, Elvis em junho de 1970 se atreveu e conseguiu o impossível: sua versão é melhor do que a original. Calma, antes que os fãs de Paul Simon me apedrejem, vou me explicar. Claro que ele teve o mérito de escrever a música inteira e sua gravação é excelente, porém Elvis era muito mais cantor que Paul Simon e tinha uma rara habilidade de dar vida a música de uma forma a transformar "atirei o pau no gato" em hino hippie. Pois bem, imagine o que ele fazia com uma canção do porte de Bridge? O resultado saiu no álbum That´s The Way It is e foi fruto de um trabalho de Elvis de por , por uma das únicas vezes em sua carreira, um vocal duplo em uma música, ou seja sua voz era posta por cima dela mesma!! Como se tivessem dois Elvis cantando. O resultado foi unânime. Incluída a a partir da temporada de Vegas de agosto de 70 foi paixão a primeira vista. Os fãs adoraram! O próprio Simon, ao ver o show de Elvis em Nova York em 72 tirou o chapéu para a versão dele. Se o próprio autor admitiu quem somos nós para negar? Esse primeiro take mostra a banda um pouco insegura, porém isso não diminui sua beleza . Para variar, Bridge, novamente, roubando o show! (Victor Alves)

FTD Southern Nights - Depois de explorar bem os shows realizados em Atlanta, Macon e principalmente Huntsville (que formam o esqueleto básico desse CD), Ernst Jorgensen resolveu completar o CD pincelando pequenos momentos de outras apresentações. De seu show em Mobile, por exemplo, Ernst resgatou uma versão de Bridge Over Troubled Water. Embora muito distante das versões da segunda temporada de 1970, consideradas as melhores de toda sua carreira, essa faixa é certamente razoavelmente bem executada e traz um Elvis inspirado em certos momentos. A velocidade da canção está bem fora de seu ritmo normal e apresenta oscilações rítmicas que soam, às vezes, desconfortáveis. Além disso ela não é tão bem gravada como tantas outras que conhecemos. Por outro lado Elvis parece estar envolvido, apesar de se segurar em alguns momentos para não forçar a voz. Apesar de todos esses pequenos problemas a versão ainda consegue se manter em um nível um pouco acima da média.

Bridge Over Troubled Water (Paul Simon) - When you're weary, feeling small / When tears are in your eyes I will dry them all / I'm on your site, oh, When times get rough / And friends just can't be found / Oh, like a bridge over troubled water, / I will lay me down, / Oh, like a bridge over troubled water / I will lay me down / When you're down and out, when you're on the streets / When evening falls so hard, I will comfort you / I'll take your part when the darkness falls and pain is all around / Yeah, like a bridge over troubled water / I will lay me down / Oh, like a bridge over troubled water / I will lay me down / Sail on, silver girl, sail on by / Your time has come to shine / All your dreams are on their way / See how they shine / Oh, if you need a friend, / I'm sailing right behind / Yeah, like a bridge over troubled water / I, I will ease your mind / Like a bridge over troubled water / I will easy your mind / (BMI) 4:29 - Data de gravação: 05 de junho de 1970 - Local: RCA Studio B, Nashville.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Elvis Presley - Os Primeiros Anos - Parte 2

Elvis Presley sempre foi um cara muito tímido. Em seus anos de colegial ele nunca se destacou muito no círculo social dos estudantes de sua classe. As únicas coisas que chamavam a atenção nos corredores da escola eram seus cabelos e suas roupas, que fugiam do padrão. Ele porém nunca se comportou como um rebelde sem causa ao estilo James Dean. No fundo era um estudante calado, educado e completamente na dele.

Assim quando Elvis se viu diante de um microfone nos estúdios da Sun Records ele ficou um pouco intimidado. A velha timidez apareceu mais uma vez. Elvis e seu violão foram gravados. Ele interpretou "My Happiness" de um jeito muito acanhado, com uma vozinha tímida, quase desaparecendo. A secretária da Sun que atendeu Elvis naquela tarde chegou a comentar anos depois: "Elvis foi provavelmente a pessoa mais tímida que já havia entrado na Sun até aquele momento!".

O produtor e dono da Sun Records Sam Phillips não estava no estúdio naquela tarde. Por isso a secretária Marion Keisker resolveu anotar em um pequeno bloco de notas a frase: "Elvis Presley, bom cantor de baladas, entrar em contato. Fone...". Elvis ficou surpreso ao ouvir Marion dizendo que iria passar seu nome para Sam, para quem sabe algum dia ele for chamado para um teste. Tudo era possível. Então Elvis pagou quatro dólares pela gravação e saiu com o primeiro disco de Elvis Presley da história. Um pequeno acetato com um selo tosco, batido a máquina de escrever, trazendo  apenas o nome da música e do cantor. Tudo meio mal feito, amador.

Elvis jogou o acetato no banco de seu caminhão e voltou para casa pois o expediente na companhia de energia de Memphis havia chegado ao fim. No começo Elvis pensou que Marion estava apenas sendo gentil, dizendo que iria indicar seu nome para Sam Phillips. Ela era uma dessas senhorinhas simpáticas, sempre pronta a dizer algo agradável. Elvis porém estava errado, Marion havia falado sério. Quando Sam chegou ao estúdio ela lhe disse que um rapaz muito interessante tinha aparecido na Sun naquela tarde para gravar um disquinho. Era um garoto apenas, sem banda, tocando apenas com seu violão. Um lobo solitário. Sam disse de pronto: "Ligue para ele então! Vamos fazer uma audição!". Sam vivia dizendo: "O dia que encontrar um branco que cante como um negro eu vou ficar rico!". Será que Elvis Presley era essa pessoa?

Pablo Aluísio.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Elvis Presley - Os Primeiros Anos - Parte 1

Em 1953 Elvis Presley era apenas um jovem que havia terminado o colegial. Fazia pouco tempo que ele havia começado a trabalhar em seu primeiro emprego como motorista de caminhão da companhia de eletricidade da cidade de Memphis. De vez em quando Elvis levava seu violão, o colocando no banco ao lado da cabine de seu caminhão. Enquanto a equipe consertava os fios elétricos, Elvis ficava dedilhando seu instrumento, cantando algum sucesso que ouvira nas estações de rádio.

Como era pobre, Elvis não via possibilidades de ir para uma universidade. Nos Estados Unidos as universidades eram privadas e caras e ele simplesmente não tinha dinheiro para bancar algo assim. Além disso tinha que trabalhar para ajudar no orçamento muito apertado de sua família. Elvis morava ao lado de seu pai e sua mãe em um conjunto habitacional construído pelo governo Roosevelt que tinha como objetivo justamente dar moradia para famílias de baixa renda de todo o Sul do país. Era parte do New Deal, o programa do governo que procurava levantar o país depois da grande depressão. O objetivo era ajudar as famílias mais pobres do país, um programa social de habitação popular.

Assim cursar uma universidade estava fora dos planos e das possibilidades de Elvis. Ao contrário disso e seguindo os conselhos de seu pai ele se matriculou em um curso técnico para se tornar eletricista. Seu pai Vernon, um homem que havia trabalhado nos campos de algodão, sabia como era importante aprender uma profissão, além disso como ele uma vez disse ao filho: "Esses eletricistas ganham muito bem Elvis! Entre um conserto e outro eles enchem os bolsos!". Embora gostasse de cantar e tocar violão, não passava pela cabeça de Elvis se tornar um músico profissional. A classe artística era mal vista naqueles tempos, coisa de vagabundos da Beale Street, a rua onde se concentrava os bares de Memphis.

Embora não tivesse planos de ser um dia alguém que viesse a viver de sua música, Elvis tinha curiosidade em saber como soaria sua voz em um disco! Sua curiosidade acabaria o levando a tentar a sorte ao ver um anúncio da Sun Records, pequeno selo musical de Memphis, que fazia discos caseiros para quem pagasse o valor cobrado. Ao passar pelo estúdio viu o anúncio e decidiu gravar uma versão de uma velha canção chamada "My Happiness" de 1933. Durante muitos anos se espalhou a lenda de que Elvis teria gravado esse disquinho para dar de presente para sua mãe, mas isso não foi verdade. A família Presley não tinha vitrola e nem sua mãe estava fazendo aniversário naquela época. A verdade pura e simples é que Elvis tinha curiosidade e queria ouvir sua voz gravada em um acetato! Será que sua voz ficaria bem numa gravação?

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Elvis Presley - Divórcio e Depressão - Parte 2

A nova namorada de Elvis, Linda, conseguiu se adaptar muito bem ao estilo de vida do cantor. Ela entrou na vida de Elvis em um período muito nebuloso de sua vida, logo após o fim de seu casamento com Priscilla, mas conseguiu seu espaço no coração de Elvis sendo leal, divertida e amorosa. A própria Priscilla viu a aproximação de Elvis com Linda como algo positivo pois ela tinha uma personalidade extrovertida, que ajudaria Elvis a sair da depressão. Linda não deixava o cantor afundar completamente na tristeza e na melancolia. Quando percebia que ele ia ficando mal propunha viagens de turismo a ele, procurando tirar Elvis de sua reclusão social.

"Vamos viajar Elvis!" - Estava sempre propondo Linda ao cantor. De vez em quando ele realmente aceitava as sugestões, juntava a turma e ia passear um pouco, afinal a vida não poderia se resumir apenas a trabalho e problemas. Um pouco de diversão vinha muito bem a calhar. Linda também se mostrou muito compreensiva com as escapadas de Elvis durante seu namoro. O cantor já havia dito várias vezes que não conseguia se adequar ao casamento porque não havia sido feito para ele. "Eu não gosto, eu não fui feito para o casamento" - costumava repetir Elvis. Indiretamente ele deixava claro também que nunca fora um homem de uma mulher só. Depois da separação de Priscilla, Elvis começou a ter vários casos amorosos com outras mulheres e Linda topou o desafio de aceitar isso para manter seu relacionamento em pé.

Anos depois Joe Esposito reconheceria esse mérito em Linda ao dizer: "Poucas mulheres aguentariam o que Linda aguentou e ela só ficou firme ao lado de Elvis porque realmente o amava. Havia muitas coisas erradas acontecendo na época e Linda não precisava passar por muitas delas, mas ela resolveu apostar em Elvis e pagou um preço bem alto por isso!". Linda, bem ao contrário de Priscilla, também aceitou naturalmente que Elvis estivesse rodeado o tempo todo pelos membros da Máfia de Memphis. Priscilla sempre achou que ter um monte de homens ao redor não fazia bem a um relacionamento, mas Linda também topou esse jeito de ser do namorado.

Por fim havia ainda o problema das drogas. Elvis estava começando a exagerar no uso de medicamentos, algo que colocava sua vida em risco na época. Linda procurou ajudar da melhor forma possível, muitas vezes sendo não apenas sua namorada, mas também sua enfermeira. Priscilla comentaria anos depois: "Linda era uma presença importante ao lado de Elvis porque conseguia dormir ao seu lado, mas sempre com um olho aberto, pronta para qualquer problema! Ela salvou a vida de Elvis algumas vezes, disso tenho certeza". Manter o olho aberto significava ficar atenta. Um simples problema na respiração de Elvis na cama poderia se tornar algo bem mais sério. De fato Linda salvaria a vida de Elvis depois do Aloha From Hawaii, quando ele teve um desmaio, um surto que quase custou sua vida. Esse porém é um assunto para o nosso próximo texto. Até lá!

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Elvis Presley - A Little Less Conversation / Charro

Dando continuidade à análise do disco "Almost In Love" de Elvis Presley aqui vão mais alguns comentários sobre algumas faixas que fizeram parte desse álbum. Pois é, uma surpresa para muitos é saber que a primeira vez que "A Little Less Conversation" pintou em um álbum de Elvis foi justamente nesse "Almost in Love". Como explicar que uma das músicas mais populares de Elvis tenha sido lançada em um disco sem maior importância, uma coletânea promocional de um selo secundário da RCA?

Bom, antes de qualquer coisa é importante saber que durante sua carreira a música "A Little Less Conversation" nunca foi um sucesso. Ela só se tornou extremamente popular com o Remix que foi lançado muitos anos após a morte de Elvis. Antes disso ela passou completamente despercebida, sem sucesso ou repercussão. Para o cantor e para seus fãs da época ela era apenas mais uma música de trilha sonora da fase final de Elvis em Hollywood. Nada mais do que isso. Diante disso já estava de bom tamanho e mais do que isso, ela estava encaixada mesmo no disco certo, apesar de tudo o que aconteceria depois.

Já "Charro" entrou no disco por causa da proximidade de lançamento do filme nos cinemas. Naquele final de década os filmes do chamado western spaghetti estavam em alta. Até mesmo o Western Made in USA encontrava dificuldades de competir com os filmes italianos de faroeste que eram mais violentos, mais realistas e mais sangrentos. O western tradicional, cheio de mocinhos cheios de virtudes, estava em baixa perante o público. Eles queriam ver os filmes feitos na Cinecittà em Roma. Assim Elvis, procurando pelo sucesso perdido nas telas de cinema, embarcou na onda, na modinha.

E assim foi feito "Charro", o spaghetti americano estrelado por Elvis Presley. Já pararam para pensar como tudo soava estranho? O Spaghetti era uma imitação do cinema americano e agora a própria indústria americana de cinema estava copiando aqueles que o tinham copiado! O original copiando a cópia! Faz sentido para você? Não muito, é verdade. De qualquer forma se o filme não é tão bom (na verdade ele é ruim mesmo), a trilha sonora teve seus encantos. O estúdio contratou um especialista em temas de faroestes italianos e o que ouvimos aqui é uma boa canção, bem arranjada. Elvis de barba, montando seu cavalo, até que não foi um desperdício total. A trilha sonora pelo menos foi boa, bem razoável. Para quem comprou o LP "Almost in Love" na época isso já era o bastante.

Pablo Aluísio.

Elvis e Mary Tyler Moore

Elvis Presley e Mary Tyler Moore
Foi com tristeza que os fãs de Elvis receberam a notícia da morte da atriz Mary Tyler Moore no último dia 25 de janeiro, aos 80 anos de idade. Mary foi diagnosticada com diabetes há muitos anos e acabou sofrendo uma grave pneumonia que causou sua morte.

Ela atuou ao lado de Elvis em 1969 no filme "Ele e as Três Noviças" (Change Of Habit). Elvis interpretava um médico de Nova Iorque chamado Dr John Carpenter que se aliava a uma freira, a irmã Michelle (Mary Tyler Moore), para ajudar em uma comunidade de periferia da cidade. Esse foi o último filme de Elvis ao velho estilo, com roteiro, elenco, etc.

Depois dele, Elvis se concentrou na sua volta aos palcos, só retornando aos cinemas através de seus documentários musicais que mostravam seus concertos ao vivo. Ao longo dos anos 70 Elvis e Mary Tyler Moore mantiveram contato e ela inclusive o convidou para participar de novos projetos, onde poderiam voltar a trabalhar juntos, mas infelizmente por causa da agenda lotada de apresentações ao vivo, Elvis precisou declinar desses gentis convites. De qualquer forma fica aqui nossa homenagem a essa grande atriz que também fez parte da carreira de Elvis no cinema. Descanse em paz.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Divórcio revela vida de luxos de Lisa Marie Presley

Enquanto tenta se livrar de seu vício em drogas como cocaína, a filha de Elvis, Lisa Marie Presley, passa também por uma batalha nos tribunais por causa de seu complicado dívórcio. Seu agora ex-marido Michael Lockwood alega que está passando por dificuldades financeiras, morando de favor na casa de um amigo, dormindo no sofá de sua sala, enquanto Lisa Marie segue com sua vida de luxos e extravagâncias.

Para provar seus argumentos Lockwood informou ao tribunal como vive Lisa Marie Presley. Ele a definiu como um pródiga (referência ao texto bíblico na passagem em que se fala de um filho pródigo, ou seja, aquele que gastou toda a sua fortuna de forma irresponsável). O ex-marido diz que Lisa mantém várias propriedades de alto luxo ao redor do mundo, que é capaz de gastar enormes somas de dinheiro numa única tarde em visita aos mais ricos e luxuosos estabelecimentos comerciais de Beverly Hills e que praticamente gasta tudo o que ganha mensalmente, fruto das vendas de direitos e produtos com a imagem de seu pai falecido. Lisa seria uma perdulária que gasta fortunas para bancar sua vida de excessos e ostentação.

Michael citou o fato de Lisa Marie manter uma luxuosa e extravagante mansão no Havaí com praia particular, aquários e piscinas e só ir por lá de vez em quando, por um ou dois meses por ano. Ele falou também nas ricas propriedades de Lisa em Essex, na Inglaterra, uma mansão de sonhos na Califórnia e outra em Nashville, cidade próxima a Memphis onde seu pai morou. O ex-marido afirma que Lisa ofereceu a ele uma pensão de 1000 dólares mensais, só que esse dinheiro seria absolutamente insuficiente pois Michael alega que Lisa é capaz de gastar milhões com luxos e coisas supérfluas todos os meses. No total o ex-marido pede na justiça o valor de 300 milhões de dólares que ele entende ser um valor justo e aceitável, uma vez que parte dessa fortuna foi ganha por Lisa enquanto estavam casados.

Michael diz que Lisa gasta fortunas todos os meses com roupas de luxo, joias e viagens, se hospedando nos melhores e mais luxuosos hotéis do planeta. Segundo ele Lisa não aceita ficar em quartos que não sejam os melhores, sempre se hospedando em suítes presidenciais ou imperiais cujas diárias são verdadeiras fortunas. Em Hidden Hills Lisa manteria um verdadeiro castelo, uma mansão tão ampla a ponto de se perder dentro dela. Diante de tanta riqueza o ex-marido se diz disposto a ir até as últimas instâncias para receber aquilo que ele entende ser o justo.

Pablo Aluísio.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Elvis Presley - You've Lost That Lovin' Feelin'

Elvis Presley - You've Lost That Lovin' Feelin'
You've Lost That Lovin' Feelin' (Mann / Well) - Essa criação do casal Barry Mann e Cynthia Weil é sem dúvida uma das músicas mais populares e bem sucedidas comercialmente da história. O curioso é que sua criação demonstrava de certa forma como funcionava a indústria fonográfica da época. O produtor Phil Spector conheceu por acaso a dupla vocal branca The Righteous Brothers durante um festival de música. Spector estava em busca de novos talentos para seu selo musical recém fundado chamado Philles Records. Até aquele momento Spector tinha gravado uma série de bons compactos (singles) de artistas negros em seu selo, porém nenhum deles tinha realmente estourado nas paradas. Assim o produtor foi atrás de artistas brancos e encontrou o que queria ao ver o Righteous Brothers. Assim ele os contratou, depois ligou para a dupla de compositores Mann e Well para que eles escrevessem um novo tema para seus novos contratados. Assim nasceu "You've Lost That Lovin' Feelin'", uma canção feita para fazer sucesso. Lançada inicialmente em outubro de 1965 o plano de Spector deu mais do que certo. A música se tornou um hit absoluto, chegando ao primeiro lugar entre os mais vendidos em todas as paradas musicais, tanto dos Estados Unidos como na Europa. Para muitos críticos o produtor havia chegado na perfeição da técnica que ele próprio havia criado, conhecida como "Wall of Sound".

O interessante é que anos depois o próprio Phil Spector declarou que adoraria ouvir Elvis cantando a música que havia produzido. O problema é que em 1965 Elvis estava preso a contratos com companhias cinematográficas que muito certamente não autorizariam ele a gravar uma canção que não fosse das suas próprias editoras musicais. Assim, ao invés de gravar obras primas como "You've Lost That Lovin' Feelin'" Elvis passou aquele ano gravando trilhas sonoras bem fracas como "Harum Scarum" e "Girl Happy". A oportunidade porém pintou novamente em 1970 quando Elvis foi a Las Vegas para gravar um novo filme. O conteúdo era simples: mostrar Elvis ao vivo nos palcos da cidade. Para isso Elvis precisava de um repertório cheio de grandes canções e assim "You've Lost That Lovin' Feelin'" entrou na trilha do documentário "That´s The Way It Is". Uma ótima decisão. A versão de Elvis, mesmo gravada ao vivo, tem um sentimento e uma alma fora do comum. Elvis sabia que estava sendo imortalizado em película naquele momento e resolveu caprichar. O resultado ficou ótimo, excepcional. A canção retornaria à discografia de Elvis alguns anos depois no álbum "Elvis as Recorded at Madison Square Garden", mas devemos ser sinceros, a primeira versão é bem melhor. No Madison Elvis e banda aceleram muito o ritmo da música, a prejudicando um pouco.

You've Lost That Lovin' Feelin' em outras versões:

FTD One Night in Vegas - O primeiro grande momento do CD vem logo a seguir, a inigualável "You Lost That Lovin' Feeling", uma autêntica pedigree da segunda temporada de 70 com Elvis em Vegas. Assim como aconteceu com "I Just Can't Help Believen" e "The Next Step is Love", essa versão também marca a estreia da música em concertos de Elvis Presley. Só esse fato já justificaria a importância desse CD, pois não é sempre que podemos ouvir, com uma qualidade sonora tão boa, as primeiríssimas versões de canções tão importantes para a carreira de Elvis como aqui, em um só CD! Isso certamente nunca mais iria se repetir depois como já escrevi antes. De qualquer forma, apesar de sua perfeição técnica, a RCA resolver escolher como oficial a que Elvis apresentou dois dias depois, no dia 12 e a lançou no disco oficial da trilha sonora. Essa master pode rivalizar cabeça a cabeça com essa versão de estreia que ouvimos aqui nesse CD. A oficial pode até ser executada com mais leveza, pois Elvis está nitidamente bem mais relaxado nela, mas a primeira versão da canção também tem suas virtudes, entre elas a preocupação de Elvis em ser tecnicamente perfeito do primeiro ao último acorde, objetivo alcançado majestosamente por ele aqui nesse momento ímpar.

FTD The Impossible Dream - A versão completa seguinte é excelente e me faz esquecer um pouco de "Love Me Tender", em versão totalmente fraca e apática. É a vez então de "You´ve Lost That Loving Feeling", um musicão da década de 60 que desde a temporada passada havia entrado com força total nos shows de Elvis. A versão aqui apresentada é parecida com a do Madison Square garden, com as mesmas entonações, só que mais lenta. Porém, dando continuidade a um show medíocre Elvis corta a música em mais de um minuto. Aqui não está presente a parte: “Baby, baby, I´d get down on my knees for you.....” Uma lástima mesmo! (Victor Alves)

You've Lost That Lovin' Feelin' (Mann - Weil) - You never close your eyes / Anymore when I kiss your lips / There's no tenderness / Like before in you fingertips / You're trying hard not to show it, / But baby, baby I know it / You've lost that lovin' feelin', oh that lovin' feelin' / You've lost that lovin' feelin', now it's gone, gone, gone / There's no tenderness in your eyes / When I reach out for you / Girl, you're starting to criticize / Every little thing I do / It makes me just feel like crying / 'Cause baby, something beautiful's dying / You've lost that lovin' feelin', oh that lovin' feelin' / You've lost that lovin' feelin', now it's gone, gone, gone / Baby, baby, I get down on my knees for you / If you would only love me like you used to do / We had a love, love, love, love affair every day / Oh don't, don't, don't, don't take it away / Listen to me, talkin' to you / Bring back that lovin' feelin, oh, that lovin' feelin' / Bring back that lovin' feelin, now it's gone, gone, gone / And I can't go on / (BMI) 4:20 - Data de gravação: 12 de agosto de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Galeria de Fotos: Elvis Presley nos anos 50





Foto 1: Elvis confere o motor de seu novo automóvel. Motorista de caminhão antes da fama o cantor nunca deixou de gostar de carros e motos. Foi um colecionador por toda a sua vida.
Foto 2: Elvis distribui autógrafos a um grupo de fãs em uma High School de Los Angeles. 
Foto 3: Rara foto do set de filmagens do filme "Jailhouse Rock" (O Prisioneiro do Rock, 1957). Sob direção de Richard Thorpe Elvis contracena com a jovem atriz Judy Tyler que infelizmente faleceria naquele mesmo ano, com apenas 24 anos de idade, após sofrer um acidente automobilístico.
Foto 4: Elvis confere um botton escrito "I Like Elvis". Essa era uma expressão bem popular entre os fãs do cantor nos anos 50, inspirado no slogan "I Like Ike" usado na campanha do presidente Dwight D. Eisenhower.

Pablo Aluísio.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Elvis Presley - Sweet Caroline / Release Me (Outras Versões)

Release Me:
FTD Elvis On Tour The Rehearsals - Aqui temos uma versão de estúdio bem pouco conhecida de "Release Me". Não que a faixa ao vivo, oficial, do disco "On Stage", não seja boa, nada disso. Ela é excelente. O que acontece é que como essa é gravada em estúdio tem muito mais qualidade sonora e de arranjo. Ouçam como ela é muito mais suave, tem muito mais ritmo, enfim como ela é agradável. Nas gravações ao vivo existe toda aquela produção inerente aos concertos para causar impacto no público. Todos aqueles arranjos de metais, muitas vezes super exagerados! Mas ouça essa versão. Nada disso está presente. Elvis, a banda TCB e os vocalistas de apoio estão totalmente entrosados, estão ótimos. Repare como até mesmo o grupo vocal de Elvis está bem mais discreto e oportuno. A melodia se perdeu um pouco no palco. Isso é decorrência do fato de que todo cantor que está se apresentando sente a necessidade de mexer com o público. Nesse processo muitas belas melodias perdem parte de seu charme. No estúdio tudo é mais calmo, mais ponderado, sem pressa e sem necessidade de levantar as pessoas que estão lhe assistindo. Essa "Release Me" de estúdio ficou bem bonita, impossível não notar.

FTD The Impossible Dream - "Release Me" faz parte do repertório desse CD, o que não deixa de ser uma surpresa já que a canção entrava e saia dos concertos, sendo bem inconstante. Na época em que o concerto desse CD foi realizado Elvis não costumava cantá-la com muitas frequência. Não havia razão aparente para que Elvis a descartasse de tempos em tempos. Essa falta de regularidade muitas vezes fazia com que o cantor esquecesse da letra, a mudando ao seu bel prazer. Nessa versão que ouvimos aqui Elvis muda a letra novamente, mas nada muito prejudicial. Para os especialistas as melhores versões da música são de 1972. Eu discordo em parte pois sou particularmente fã da versão oficial do "On Stage". De qualquer forma a música foi seguindo Presley até o fim. Ela fez parte do último show da carreira de Elvis em Indianapolis.

FTD Southern Nights - Aqui temos "Release Me" gravada na tarde do dia 1º de junho de 1975 em Huntsville. Embora não fosse nenhuma novidade, ainda era uma estranha no ninho no repertório de Elvis nesse ano de 1975. Aqui Elvis desacelera a velocidade normal da canção, o que a prejudica, pois seu ritmo correto, que foi utilizado na versão master do disco "On Stage", é muito mais satisfatório. A sensação que Elvis passa aqui é de estar com pouca vontade de levar em frente e terminar a música. Vale como registro, mas certamente não é a melhor versão presente na vasta discografia do artista.

Release Me (Stevenson - Miller) - Oh Yeah, You Like, Please play hard now / Oh please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / I have found a new love dear / And I will always want her near / Her lips are warm while yours are cold / Oh, oh, oh, Release me, my darling let me go / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Let me go, oh release me, my darling / Let me go / (BMI) 3:48 - Data de gravação: 18 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Sweet Caroline:
FTD One Night in Vegas - A versão de "Sweet Caroline" desse CD é bem mais interessante. Originalmente apresentada por Neil Diamond, a música se encaixou muito bem na lista de músicas que Elvis apresentava naquele momento. Ela tinha aparecido na vida musical de Elvis na temporada anterior, de fevereiro de 1970. Tanto que foi lançada oficialmente no disco "On Stage, February 1970" que trazia dez canções gravadas ao vivo (oito delas sendo registradas nessa segunda temporada da carreira de Elvis). Divertida e suave na medida correta acabou sendo uma das mais queridas do público brasileiro. Seu estilo único, aliado ao fato de que a versão original de Neil Diamond nunca chegou a ser muito conhecida em nosso país, fez com que ela se tornasse bem mais popular entre os fãs brasileiros de Elvis Presley. Uma melodia de bom gosto, acima de tudo.

FTD The Impossible Dream - Outra surpresa desse CD é a presença de uma versão ao vivo de "Sweet Caroline", sempre uma música de alegre adição ao repertório (para desespero de Jerry Sheef, que já declarou em entrevistas que odiava essa música!). Cantada desde janeiro de 70, a música começa, porém Elvis pede para parar logo no início e ainda diz: “É assim que nós fazemos as coisas aqui!”. Muito antiprofissional! (Victor Alves)

Sweet Caroline (Neil Diamond) - Where it began, I can't begin to know when / But then I know it's growing strong / Oh, wasn't the spring, whooo / And spring became the summer / Who'd believe you'd come along / Hands, touching hands, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / I made him climb to believe it never would / And now I, I look at the night, whooo / And it don't seem so lonely / We fill it up with only two, oh / And when I hurt / Hurting runs off my shoulder / How can I hurt when holding you / Oh, one, touching one, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / Oh I made him climb to believe it never would / Ohhh, sweet Caroline, good times never seem so good / (ASCAP) 2:55 - Data de gravação: 16 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Pablo Aluísio.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Elvis Presley - Divórcio e Depressão

O fim do casamento com Priscilla significou também o começo de uma forte depressão para Elvis. Embora publicamente ele procurasse demonstrar que tudo estava bem, na realidade ele mal conseguia encontrar forças para se levantar da cama para mais um dia de agenda puxada. De certo modo o trabalho ajudou em termos ao cantor superar o pior período de sua vida sentimental, com o fim de se casamento. Porém passados os grandes concertos como o realizado no Madison Square Garden ou o show transmitido via satélite no Havaí, tudo o que sobrava para Elvis era um quarto escuro e frio de hotel, onde ele enfrentava seu maior desafio, a depressão.

O quadro depressivo de Elvis era bastante óbvio para os que viviam seu lado. Ele deixou de procurar pelas coisas que lhe davam prazer. Ao invés de socializar ao lado dos caras da máfia de Memphis, Elvis parecia cada vez mais isolado, sem vontade de ver ninguém e nem fazer nada. Um sintoma claro de um quadro depressivo. Ele também parou de se importar com seus discos, suas gravações, tudo se resumia a trabalhar para garantir sua sobrevivência, nada mais. Elvis não opinava mais sobre o repertório de seus álbuns, a capa de seus LPs, as canções que iam ou não fazer parte de seus singles. Tudo lhe era indiferente. Ele apenas procurava cumprir seus contratos com sua gravadora RCA, fazer as sessões e isso lhe bastava, era tudo.

Foi em 1973, durante sua primeira turnê no ano em Las Vegas, que o público finalmente começou a perceber que havia algo de errado com o psicológico de Elvis. Ele fez shows bem ruins nessa temporada, onde subiu ao palco com claros problemas sendo percebidos pela plateia. Os críticos também não gostaram nada do que viram e ouviram. Acusaram Elvis de estar desinteressado, disperso, sem vontade de cantar. Ele, para alguns, apenas se arrastava em Las Vegas. Sem desafios concretos ele se deixou abater e isso foi percebido por quem o viu ao vivo naquela temporada.

O único sinal de felicidade parecia vir de uma nova companheira que Elvis havia encontrado. Ela se chamava Linda Thompson. Ela era a Miss Tennessee 1972. Obviamente que esse foi o principal motivo que levou Elvis a conhecê-la. Ele tinha uma preferência por jovens premiadas em concursos de beleza. Porém a beleza logo ficou em segundo plano pois Elvis foi cativado pela personalidade de Linda pois ela era engraçada, espirituosa e disposta a encarar todos os desafios que surgiam pela frente, principalmente nessa fase mais depressiva da vida de Elvis. Por causa dessa adaptabilidade ela logo se tornou presença constante ao lado do cantor, dando início a um longo relacionamento com o magoado e ferido Elvis.

Pablo Aluísio.