quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Elvis, Alemanha, 1959

Elvis Presley: Hoje na História
Data: 28 de setembro de 1959 / Fonte: Elvis, documento histórico / Texto: L. Gomes / Photo: American Photo Library / Local: Frankfurt, Alemanha Ocidental. Elvis dá baixa no exército e volta para os Estados Unidos - Nem bem Vernon encontrou sua mulher, Elvis também achou a sua. Foi em agosto de 1959, que ele conheceu Priscilla Ann Beaulieu. Sentado na sala num fim de semana à noite, ele viu entrar a mais bela adolescente do mundo. Priscilla parecia um anjo de 14 anos. Ela veio com Currie Grant, um colega de Elvis, e ficou até às onze horas. Quando Priscilla voltou para sua casa (na cidade de Weisbaden) seus pais estavam à sua espera. Não haveria mais visitas a esse tal de Elvis Presley. Priscilla nem se incomodou, pois não pensava que Elvis quisesse vê-la de novo. Imagine sua surpresa quando soube por intermédio de Grant que Elvis estava querendo um novo encontro no fim de semana. Junto com Grant, ela acabou persuadindo os pais. Currie Grant fez um bom serviço, explicando que Elvis era um jovem exemplar, que vivia com o pai e a avó de forma respeitosa, e que as festas de fim de semana eram inocentes reuniões onde moças e rapazes tocavam piano e cantavam, comendo pizzas e tomando refrigerantes. Quando ao problema de Priscilla chegar tarde em casa, Elvis colocaria um carro à disposição, para trazê-la e levá-la. Naquele fim de semana, Priscilla voltou a Bad Nauheim. Gradualmente o ritmo de suas visitas mudou para duas ou três vezes por semana e, eventualmente, quatro vezes por semana. Lamar ia buscá-la em Wiesbaden, logo no começo da noite, e dirigia uma hora até chegarem em Bad Nauheim. Depois, no fim da noite, outra longa viagem de volta. Assim que a frequência dessas visitas aumentou, seu objetivo mudou. Agora, em vez de festinhas em volta do piano, o famoso herói sexual, e sua "teen angel" passavam a noite no quarto sozinhos, conversando sobre carros, cinema e maquiagem. Mas o que pensavam os Beaulieu, ao ver sua filhinha ir passar a noite com um notório símbolo sexual? Bem, quando Priscilla contou a Elvis que as mentiras que era forçada a inventar para explicar porque chegava em casa tão tarde da noite, não estavam mais colando, e que isso poderia por um fim às visitas, Elvis decidiu ir direto ao coração do problema.

Ele e Vernon telefonaram aos Beaulieu e marcaram uma visita. O que disseram aos pais de Priscilla não se sabe exatamente, mas é bastante provável que tenham explicado que, um dia, quando Elvis deixasse o exército e restabelecesse sua carreira artística, ele iria querer se casar e cuidar da família. Embora nenhuma promessa de casamento tenha sido feita nesse primeiro encontro, essa ideia estava implícita na mente de todos. A Sra Beaulieu chegou a dizer a filha que sua relação com Elvis representava a "oportunidade de sua vida". Por volta de setembro de 1959, Elvis viu os primeiros sinais de que sua carreira estava revivendo. Hal Wallis veio de Hollywood para supervisionar o trabalho de uma 2ª unidade de produção, que iria filmar algumas cenas de fundo para o primeiro filme de Elvis depois do exército. Logicamente, o filme iria explorar dramaticamente suas aventuras na Alemanha, como recruta do Tio Sam. Elvis não gostou nada da ideia, mas guardou seu descontentamento só para si. Ele queria papéis que não apenas explorassem versões fantasiosas de sua vida, mas nunca disse nada ao produtor Wallis. Elvis passaria toda a sua longa carreira em Hollywood lamentando-se do fato de não ganhar bons papéis. O que ele nunca aprendeu é que atores não ganham bons papéis – eles exigem. Os últimos meses na Alemanha passaram rapidamente. Três semanas antes de dar baixa, Elvis mandou sua família de volta para Memphis. No dia final ele embarcou em um DC 7 no aeroporto de Frankfurt, de volta aos Estados Unidos. 

Single nas lojas: - A Fool Such As (B.Trader) - Lançada originalmente em 1952 por Hank Snow pela RCA. Balada romântica excepcional que marcou toda uma época! A vocalização dos Jordanaires se faz presente de forma maravilhosa pois ecoa em harmonia com a voz do Rei. Elvis chegou a concorrer a um Grammy de "Melhor canção do ano" por esta música. Ela foi gravada no dia 10 de junho de 1958 contando com as preciosas colaborações de Chet Atkins na guitarra (que iria se tornar o produtor de Elvis nos anos sessenta), Floyd Cramer no piano e Buddy Harmon nos bongôs. "A Fool Such As I" se tornou um dos maiores sucessos da carreira de Elvis. Mesmo ausente, servindo o exército na Alemanha, Elvis alcançou o primeiro lugar nas paradas inglesas e o segundo nas paradas americanas. Confirmando que sua popularidade continuava em alta no mundo todo. I Need Your Love Tonight (Wayne/Reichner) - Aqui esta uma ótima canção pop que possui um ritmo gostoso e fluente. Elvis a gravou em Nashville, a capital da música country and western, no dia 10 de junho de 1958 naquela que foi sua última sessão de gravação antes de servir o exército americano. Foi lançada como Lado B do single "A Fool Such As I" em março de 1959 atingindo o quarto lugar nas paradas.

Livro: Elvis Presley - História, Discografia, Fotos e Documentos

Escrito por Gillian G. Gaar, esse novo livro intitulado "Elvis Presley - História, Discografia, Fotos e Documentos" não me pareceu grande coisa. É um daqueles lançamentos que primam mais pelo capricho na edição (em termos de fotos, qualidade de papel, etc) do que propriamente por seu conteúdo.

São apenas 120 páginas a um preço um pouco salgado (R$ 140,00 em média). Um dos chamarizes promocionais do livro afirma que ele traz uma série de reprodução de documentos raros, etc Bom, esse é o tipo de coisa que só interessa mais a quem é colecionador de memorabilia. Quem estiver em busca de informações e detalhes sobre a biografia de Elvis ou sua carreira ficará um tanto decepcionado.

Claro que há as inúmeras listas que já estamos acostumados a encontrar em lançamentos como esse como lista de álbuns, singles, filmes, etc. A questão é que esse tipo de coisa é facilmente encontrado na internet nos dias de hoje, assim como as várias fotos que recheiam o livro. Não há nenhuma deles especialmente rara ou de complicada localização na web. Assim, colocando os prós e contras na balança, o lançamento só vai lhe interessar mais se você estiver em busca de um livro de encadernação luxuosa em sua coleção, para colocar na sua biblioteca, ou então para mostrar para as visitas. Como conteúdo de fundo, para pesquisa e estudo, o livro é destituído mesmo de maior importância.

Pablo Aluísio.

sábado, 24 de setembro de 2016

Lisa Marie Presley segue internada e decide vender mansão na Inglaterra


Los Angeles - A cantora e compositora Lisa Marie Presley segue internada em Los Angeles. Sua reabilitação do vício em drogas e bebidas alcoólicas é bem restritiva. Lisa Marie não pode sair dos recintos da clínica e nem ficar por muito tempo desacompanhada, justamente para se evitar que tenha uma recaída. Mesmo em momento de recuperação, Lisa resolveu tomar algumas medidas durante essa semana. Uma delas foi a decisão de vender sua mansão de onze quartos em Rotherfield, na Inglaterra. A propriedade foi colocada à venda nessa semana pelo preço de 4 milhões e meio de dólares. Foi nessa residência luxuosa que Lisa viveu seus últimos anos, antes de resolver se separar do seu atual marido. Segundo pessoas próximas a Lisa ela não pretende mais morar no Reino Unido após seu rehab. Lisa pretende se mudar para Los Angeles, inclusive já teria tomado medidas para matricular suas duas filhas em escolas da região. Nas fotos: a mansão de Lisa Marie Presley na Inglaterra que está à venda (click nas fotos para ampliar).





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Elvis Presley - Long Legged Girl

Esse disco "Almost In Love" foi lançado pelo selo azul da RCA denominado RCA Camden. Os álbuns desse selo eram lançados com preços promocionais, geralmente custando a metade do preço de um disco (LP) da RCA Victor. Como era um lançamento especial, não havia a necessidade e nem a preocupação por parte dos executivos em lançar canções inéditas entre suas faixas. Muitas vezes esses discos da Camden, embora fossem oficiais, traziam apenas uma salada de faixas de filmes, material que não havia sido muito bem aproveitado ou então gravações que há muito estavam arquivadas, sem aproveitamento pela gravadora.

Um exemplo desse tipo de coisa vem dessa canção "Long Legged Girl (With the Short Dress On)" da trilha sonora do filme "Double Trouble" de 1967. Qual era a razão da canção estar presente nesse álbum em especial? Provavelmente nenhuma. Era apenas uma forma de preencher o tempo de um disco como esse. A canção que nunca fora nada de muito interessante ou especial chegava assim em seu terceiro lançamento dentro da discografia de Elvis pois antes já tinha feito parte da trilha sonora do filme (que não vendeu muito bem) e do single (que também decepcionou nas paradas de sucesso!). É curioso porque sempre achei a sonoridade dessa trilha diferente. O estéreo é esquisito, os instrumentos estão mais separados do que o habitual e o próprio Elvis não primou por uma boa performance em suas gravações. Provavelmente ele sabia que esse tipo de material não valeria muito a pena. Era pura perda de tempo e dinheiro. De qualquer maneira o álbum "Almost In Love" estava nas lojas e o fã, querendo ou não, levou a música pela terceira vez para casa. Tudo fruto do velho pensamento mercenário de Tom Parker que dizia: "O Segredo do lucro é vender a mesma coisa duas, três vezes!". Esse disco seguramente provou o ponto de vista do veterano empresário.

Long Legged Girl (With the Short Dress On) em outros lançamentos - Além de fazer parte do disco original da trilha sonora de "Double Trouble" essa canção foi relançada no CD do selo FTD, trazendo parte do material inédito ainda existente das sessões de gravação desse filme. Essa edição especial, devo dizer, foi uma das mais fracas do catálogo da FTD. São poucos takes alternativos, alguns com modificações mínimas. Provavelmente grande parte das sessões se perderam dos arquivos da RCA Victor em Nova Iorque. O que sobrou não foi tão relevante. Em relação a "Long Legged Girl (With the Short Dress On)" não há maiores novidades. Apenas uma versão diferenciada, denominada "versão 2011". Nada que vá valer muito a pena. Melhor esquecer.

Pablo Aluísio. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Elvis Presley - Patch It Up

Patch It Up (Rabbit / Bourke) - Essa faixa só se justificava mesmo no palco. Em termos gerais é uma canção bem fraca, principalmente se formos levar em conta que Elvis gravou alguns dos maiores rocks da história. Claro, não estou dizendo com isso que a canção seja um rock genuíno, nada disso. Na verdade era um pop pegajoso ao estilo Las Vegas que soava desconfortável na discografia de Elvis. Esses autores praticamente nunca tinham sido gravados por Elvis antes. A sugestão partiu de Felton Jarvis que convenceu Elvis que a música tinha potencial, principalmente durante os concertos ao vivo. Elvis não se mostrou em um primeiro momento muito convencido, mas depois resolveu gravar a canção - mais do que isso decidiu que iria interpretá-la para as câmeras da MGM que estavam prestes a filmar suas performances em Las Vegas para um filme documentário que seria lançado em breve nos cinemas. Para o fã da época deve ter sido chato perceber que a RCA Victor chegou a acreditar que a gravação seria mesmo um sucesso, a ponto inclusive de lançar duas versões diferentes da música (algo que raramente acontecia na discografia oficial), uma gravada ao vivo e outra em estúdio. A primeiro fez parte da trilha sonora, do álbum "That´s The Way It Is". É a versão que todos conhecemos muito bem.

A outro chegou no mercado em compacto, como lado B da canção "You Don't Have To Say You Love Me". Nenhuma das versões se tornou sucesso. Também pudera, não tinha qualidade para tanto. A letra, que se repetia em demasia, rodando e rodando sem ir para lugar nenhum, se resumia a usar a expressão "Patch It Up" (algo como "vamos consertar" no caso o relacionamento amoroso) para grudar na mente do ouvinte e de lá não sair nunca mais. Não deu certo. O curioso é que pelo menos a faixa serviu para proporcionar uma boa cena coreografada para o filme. O próprio Elvis porém não levava muita fé, tanto que a descartou para nunca mais usar. Um fato curioso é que em países de língua alemã (Alemanha e Áustria) o single saiu com as versões trocadas, com "Patch It Up" no lado A. A capa também foi modificada - para melhor, com uma ótima foto de Elvis no palco. Esse mesmo compacto foi lançado na Holanda e Suécia dois meses depois e também conseguiu ótimas vendas. Pelo visto os germânicos estavam mais afinados com o marketing certo de vendas. Coisas de mercado.

FTD One Night in Vegas - A versão desse CD ao vivo não acrescenta muito ao que já conhecíamos da versão oficial. "Patch It Up" sempre foi excessivamente badalada ou melhor dizendo, superestimada, supervalorizada além da conta. Existem aqueles que acham essa canção maravilhosa, à prova de falhas, impecável, que é uma super música cheia de energia, etc e tal. Mas convenhamos, para quem gravou tantos clássicos roqueiros nos anos 50, Patch It Up é uma paródia apenas, uma sombra do que Elvis produziu em seu passado. Na verdade é uma música que supervaloriza aspectos secundários como vocalização feminina e uso de naipe de metais para criar uma falsa áurea de energia. É realmente uma canção muito fraca, tanto em termos de melodia como em termos de letra, essa aliás inexistente de tão tola! Essa versão até que é boa, Elvis tenta mesmo balançar o público com ela, mas parece que realmente não deu muito certo, pois mesmo que Elvis tenha comprado a ideia durante seus primeiros shows dessa temporada, ela logo foi colocada de lado e descartada totalmente. Embalar pode até embalar, mas convencer mesmo, jamais.

Patch It Up (Eddie Rabbit - Rory Bourke) - We've got to patch it up baby / Before we fall apart at the seams / We've got to patch it up baby / In the time we travel in our dreams / Let's go back and test it again / One more ride is all I ask / Get that feelin', that old feelin', it is here / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / Sweep out all the trouble of our heart / We've got to patch it up baby, / Before our difference pulls us apart / Let's go where the good luck lies / Let us give it one more try / Do you feel it? That old feelin'? / Do you feel it? / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / We can patch it up baby, / Patch it up with all our dreams / (BMI) 3:51 - Data de gravação: 12 de agosto de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Elvis Presley - Polk Salad Annie (Outras versões)

Abaixo uma lista de versões de "Polk Salad Annie" que merecem ser conhecidas pelos fãs de Elvis Presley. Obviamente há centenas de outras, uma vez que Elvis realmente cantou bastante essa canção em seus concertos dos anos 1970. De qualquer forma é um levantamento inicial (e interessante) para quem gosta dessa singular faixa da carreira de Elvis.

FTD Spring Tours 77 - Polk Salad Annie dá seus primeiros sinais e logo nos primeiros momentos descobrimos que estamos na presença de uma versão especial. Muito mais movimentada e bem arranjada, a Polk Salad Annie de 1977 nada fica a dever a suas predecessoras do começo da década. Primeira constatação importante: Elvis está a mil! O grupo fecha com ele e capricha no apoio que não lhe falta em nenhum momento da execução de seu grande hit! Até mesmo o naipe de metais se mostra altamente feliz nessa noite. Aliás esse show de Milwaukee é muito interessante, muito recomendado para quem quiser ouvi-lo na íntegra. Infelizmente para esse CD só utilizaram essa versão, o que deixará todos com água na boca certamente. Elvis vai no comando da animação e segura muito bem a vibração ao lado de seus músicos, lá pelo meio ele desliza levemente e perde um pouco de fôlego, para logo se recuperar e encerrar a música com tudo! O final dessa versão é a melhor que já ouvi dessa música! Elvis e a TCB Band colocando pra quebrar mesmo e botando abaixo o ginásio. Apoteose pouca é bobagem! Nota 10! Data da gravação: 27 de abril de 1977.

FTD Elvis On Tour The Rehearsals - A versão de estúdio de Polk Salad Annie desse CD é um ensaio e já traz Elvis um pouco desligado e desinteressado de tudo à sua volta. Sutilmente Elvis vai levando ela meio que no controle remoto. Nas partes em que seu tédio é mais visível Elvis vai murmurando a letra. Nem no final eletrizante Elvis se empolga e termina a canção com um indisfarçável ar de preguiça ao bocejar "blablablablablabla...." Difícil segurar o riso ao perceber como Elvis estava de saco cheio nessa ocasião! Data da gravação: 31 de março de 1972.

FTD One Night in Vegas - A Polk Salad Annie desse CD empolga! Apesar de ter sido um dos símbolos máximos da temporada anterior, de fevereiro de 1970, Elvis resolveu repetir a dose, principalmente pela vibração que ela proporcionava entre seu público. Nessa época Elvis ainda declamava a introdução da canção explicando a letra para quem não era natural da Louisiana, mas depois ele dispensou esse preciosismo e nas versões que viriam ele entrava logo na parte principal da canção e mandava ver em seu ritmo! Com o uso excessivo da canção ao longo dos anos ela foi se modificando um pouco, com altos e baixos. Aliás ela serviria também como um termômetro nos anos que viriam. Como, pela sua própria natureza, ela demandava muita energia, logo os fãs sabiam de antemão se Elvis estava bem ou não em um show apenas ouvindo essa canção. Uma versão meia boca significava que Elvis não estava muito bem, já uma versão a mil significava justamente o contrário, que Elvis faria um concerto daqueles! Depois do show ao vivo o CD nos traz cinco canções retiradas de um ensaio feito por Elvis seis dias antes do show. Qualidade sonora de sofrível para ruim, se bem que para falar a verdade no final das contas isso não importa. Data da gravação: 10 de agosto de 1970.

FTD The Impossible Dream - A seguir chega a hora de uma das melhores músicas da carreira de Elvis e um símbolo seus nos palcos nos anos 70, a super funk rock frenética Polk Salad Annie. Umas das mais dinâmicas músicas dos shows de Elvis, Polk era usada para Elvis mostrar seu novo estilo de dança, uma mescla de caratê com os rebolados das décadas passadas. A versão aqui apresentada é razoável. Elvis já havia abandonado a parte falada e introduzido no meio um solo de baixo de Jerry Sheff, porém aqui novamente Elvis encurta a música, cortando o solo de Jerry pela metade. Data da gravação: 28 de janeiro de 1971. (Victor Alves)

FTD Southern Nights - Antes de iniciar Polk Salad Annie Elvis começa a canção Burning Love, porém a interrompe logo nos primeiros versos. A situação fica um pouco embaraçosa, principalmente depois que ele tenta se lembrar da letra e não consegue. Então sua vocalista começa a lhe passar a letra do primeiro verso, Elvis se enche um pouco daquela coisa toda e parte logo para Polk Salad Annie. Aqui podemos perceber que Elvis, depois de cinco shows seguidos, já estava um pouco de saco cheio. Ele nem insiste em tentar terminar (ou melhor dizendo começar) Burning Love, ele simplesmente a descarta! Aliás verdade seja dita, Burning Love nunca foi parte de sua lista de músicas preferidas, tanto que ele foi praticamente levado a gravá-la em estúdio e depois que ela se tornou um grande hit ele se viu na obrigação de apresentá-la nos concertos, mas quase sempre sem muito envolvimento e emoção. A versão de Polk Salad Annie desse último concerto em Huntsville é muito boa e interessante. Percebe-se claramente que Elvis se empenha em cantar direito, até mesmo para acabar com a má impressão deixada pelo fiasco de "Burning Love". Como as versões dessa época Elvis não apresentam a introdução falada e parte logo para a segunda parte da canção. Enfim, mais uma versão de "Polk Salad Annie" para a sua coleção das milhares de outras. O destaque maior fica mesmo com a participação da banda TCB e principalmente pelos solos do baixista Jerry Scheff (que chegou a tocar com os Doors em seu último disco, "L.A. Woman"). Pura paulada! Data da gravação: 1 de junho de 1975.


Polk salad Annie (Tony Joe White) - Some of you all never been down South too much... / I' gonna tell you a little story, so you'll understand where I'm talking about / Down there we have a plant that grows out in the woods and the fields, / and it looks something like a turnip green. / Everybody calls it Polk salad. Now that's Polk salad. / Used to know a girl that lived down there and she'd go out in the evenings to pick a mess of it... / Carry it home and cook it for supper, 'cause that's about all they had to eat, But they did all right. / Down in Louisiana / Where the alligators grow so mean / Lived a girl that I swear to the world / Made the alligators look tame / Polk salad Annie / 'Gators got your granny / Everybody said it was a shame / For the mama was working on the chain-gang / What a mean, vicious woman / Everyday before suppertime / She'd go down by the truck patch / And pick her a mess of Polk salad / And carry it home in a tote sack / Polk salad Annie / 'Gators got you granny / Everybody said it was a shame / 'Cause the mama was working on the chain-gang / Whoo, how wretched, dispiteful, straight-razor totin' woman, / Lord have mercy. / Sock a little Polk salad to him / Yeah, you know what, yeah, yeah / But daddy was a lazy and a no-count / Claimed he had a bad back / All her brothers were fit for / Was stealing watermelons out of my truck / For once Polk salad Annie / 'Gators got your granny / Everybody said it was a shame / For the mama was working on the chain-gang / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / You sock a little / Hey, hey, hey, yeah, yeah / Chic a bon, chic a bon, chic a bon bon bon bon / Chic a bon, chic a bon, chic a bon bon bon bon / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / (BMI) 4:40 - Data de gravação: 19 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Pablo Aluísio.

sábado, 10 de setembro de 2016

Elvis Presley - Twenty Days and Twenty Nights

Elvis Presley - Twenty Days and Twenty Nights
Mais uma bela balada romântica gravada por Elvis. Curiosamente essa canção nunca teve um espaço maior dentro da discografia oficial de Elvis. Ao que me consta ela nunca foi devidamente trabalhada ao vivo por Elvis e banda e nem tampouco ganhou maior cuidado por parte da RCA Victor. Em 2010 um CD foi lançado com o mesmo título da canção, trazendo uma rara versão ao vivo cantada por Elvis em agosto de 1970. Era um bootleg do selo Audionics com excelente qualidade sonora. Mesmo assim continuou sendo uma música coadjuvante dentro da vasta obra musical do cantor. De qualquer forma, como foi dito, embora Elvis tenha cantado a canção em raras ocasiões em Las Vegas a RCA Victor no álbum original "That´s The Way It Is" resolveu usar a versão de estúdio, bem mais conhecida entre os fãs. Sua linha melódica mais triste (e diria até mesmo melancólica) realmente combinava melhor com o cuidado e o clima mais intimista de um estúdio de gravação do que um palco, onde ela muitas vezes a canção caia em um clima de tédio e falta de empolgação por parte do público, afinal de contas em concertos ao vivo nem sempre a música funcionava muito bem (e talvez por isso tenha sido deixada de lado por Elvis muito rapidamente). 

Uma das coisas mais interessantes sobre essa música, que fala sobre solidão e arrependimento, é o salto de qualidade do compositor Ben Weisman. Autor de algumas das mais bobas, maçantes e infantis canções da fase de Elvis em Hollywood, Ben se superou de forma surpreendente nessa composição, escrevendo finalmente um tema de relevância, adulto, falando de dramas reais, de pessoas reais, tudo com muita sobriedade e maturidade. Nada mais longe das bobagens que ele costumava escrever para Elvis em suas piores trilhas sonoras. Talvez a má qualidade desse material nem tenha sido sua culpa, talvez os próprios argumentos ridículos de alguns filmes de Elvis o tenha levado a escrever tantas bobagens, mas o que é importante destacar mesmo é que dessa vez ele finalmente apresentou um material digno e à altura de um astro como Elvis gravar. Em resumo: ótima canção, belíssimo arranjo e o mais importante de tudo, uma letra relevante com uma mensagem realmente importante a se passar adiante.

"Twenty Days and Twenty Nights" em outros lançamentos: 

Twenty Days & Nights - Nesse CD do selo Audionics temos uma versão ao vivo da música "Twenty Days and Twenty Nights" gravada em agosto de 1970. A primeira coisa que chama a atenção é que a velocidade normal da canção foi acelerada no palco. Isso tirou grande parte de seu charme melancólico e triste, que no estúdio funcionava brilhantemente bem. Ao que parece Elvis e a TCB Band modificaram um pouco sem ritmo de forma até mesmo inconsciente. O fato é que esse tipo de música, mais intimista, reflexiva, não era bem o tipo ideal de gravação que funcionava muito bem em concertos ao vivo. Elvis só a cantou para promover seu novo álbum, já que ele tinha decidido levar algumas canções gravadas em Nashville para os palcos de Las Vegas. Embora seja uma das mais bonitas baladas de Elvis nessa época ele próprio percebeu que ela não funcionava muito bem ao vivo. Com isso a canção acabou sendo deixada de lado em seu repertório.

FTD One Night in Vegas - Esse CD traz uma versão da música em estúdio. É um ensaio de Elvis e banda antes da gravação master. "Twenty Days and Twenty Nights" é nossa velha conhecida. Sua versão oficial é lindíssima e um dos pontos altos da trilha sonora do filme. Aqui Elvis vai ensaiando, procurando encontrar o tom certo. O que é muito interessante nesse momento é ouvir, mesmo que por um curto período de tempo, o processo de trabalho promovido pelo artista Elvis Presley. O talento dele era nato, não acadêmico. Isso significa que ele era não era um virtuoso musical, que dominasse vários instrumentos por exemplo, um grande instrumentista, nada disso. O talento de Elvis era instintivo, natural, e por essa razão ele tinha que ir sentindo a canção, com sua intuição à flor da pele. Ao ouvir essa faixa percebemos bem isso: Elvis vai tateando, pesquisando a sonoridade até chegar naquela que lhe agrada, num processo totalmente natural. Ele provavelmente não iria discutir as qualidades harmônicas da faixa, isso já estava superado desde o momento em que ele a escolheu, mas certamente saberia o que queria. Enfim, uma aula ministrada por alguém que nasceu com um dom, uma dádiva que não precisava de carimbos acadêmicos.

FTD The Nashville Marathon - Nesse CD, também de gravações em estúdio, temos o take 3 de "Twenty Days and Twenty Nights". A sessão de gravação começou justamente com essa belíssima balada. Se você gosta do master vai adorar essa aqui ainda mais. O take aqui apresentado é a terceira tentativa de Elvis acertar, e podemos notar que o cantor ainda estava um pouco inseguro com a música. A banda também procurava um caminho, como comprova o início meio esquisito de James Burton na guitarra. Mesmo assim a versão aqui apresentada é simplesmente belíssima. A voz de Elvis está na suavidade ideal, combinado com a letra madura aqui apresentada. Não mais aquelas canções de “garoto se apaixona por garota” da década passada. Essa balada é orientada obviamente para um público mais velho, na faixa de uns trinta anos como o próprio Elvis, que na ocasião de sua gravação estava com 35. Engraçado é notar a diferença de uma música como essa que possuía teor parecido com algumas gravadas em 76, por exemplo. Em 1970 a vida de Elvis estava particularmente muito boa, com Priscilla ainda morando em Graceland cuidando da pequena Lisa Marie. Tudo transcorria muito bem em sua vida pessoal. Se tivesse sido gravada em 1976 com certeza teríamos alguma coisa parecida com "Bitter They are Harder they Fall", ou seja, algo bem mais dramático, até mesmo mais desesperado. Em 1970 como tudo andava mais calmo em sua vida a versão acabou saindo assim, mais intimista, equilibrada. Importante salientar que a canção ganhou duas versões ao vivo em agosto de 1970 e foi bastante ensaiada para a temporada, porém abandonada dos palcos, onde aparentemente não funcionou muito bem.

Twenty days and Twenty Nights (Weisman - Westlake) - I left my home up in the hill far behind me / I left my wife with unpaid bills, she can't find me / I'm trying out the world for size, find that it's not paradise, it's lonely / Now for twenty days and twenty nights I've been alone / And that ain't right without her / City ways are strange to me, I can't make it / For it's not like it ought to be, I can't take it / Gotta face the truth one day, man can't always run away from trouble / No, now for twenty days and twenty nights I've been a fool / And that ain't right, without her / One day soon I'm going back, where she still minds me / And then out of line and off the track, but that's behind me / I fooled around and did it well, but I just couldn't ring the bell , without her, no / It's taken twenty days and twenty nights to prove me wrong and make her right / Twenty days and twenty nights I was wrong and she was right, all along / Oh, I miss her / Oh, how I miss her, oh how I miss her, oh how I miss her / (ASCAP) 3:15 - Data de gravação: 04 de junho de 1970 - Local: RCA Studio B, Nashville.

Pablo Aluísio e Victor Alves.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Elvis Presley - On Stage, February 1970 (Letras)

See See Rider (Elvis Presley) - I said see, see, see rider / Oh, see what you have done / I said see, see, see rider / Oh, see what you have done / Oh girl, you made me love you / Now, now, now your lovin' man has gone / hear what I say / Well, I'm going away, baby / And I won't be back to fall / Well, I'm going away baby / And I won't be back to fall / And if I find me a good girl / I won't, I won't be back at all / Hear what I say, / I said see, see see rider, / Oh see what you have done / Yeah, yeah, yeah / I Said See, see see rider, / Oh see what you have done / Yeah, yeah, yeah / Oh girl, you made me love you / Now, now, now your lovin' man has gone / I said see, see, see rider / Oh, see what you have done / I said see, see, see rider / Oh, see what you have done / Oh girl, you made me love you / Now, now, now your lovin' man has gone / hear what I say / I said see, see, see rider / I said see, see, see rider / I said see, see, see rider / I said see, see, see rider / I said see, see, see rider / I said see... / (BMI) 2:28 - Data de gravação: 18 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Release Me (Stevenson - Miller) - Oh Yeah, You Like, Please play hard now / Oh please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / I have found a new love dear / And I will always want her near / Her lips are warm while yours are cold / Oh, oh, oh, Release me, my darling let me go / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Let me go, oh release me, my darling / Let me go / (BMI) 3:48 - Data de gravação: 18 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Sweet Caroline (Neil Diamond) - Where it began, I can't begin to know when / But then I know it's growing strong / Oh, wasn't the spring, whooo / And spring became the summer / Who'd believe you'd come along / Hands, touching hands, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / I made him climb to believe it never would / And now I, I look at the night, whooo / And it don't seem so lonely / We fill it up with only two, oh / And when I hurt / Hurting runs off my shoulder / How can I hurt when holding you / Oh, one, touching one, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / Oh I made him climb to believe it never would / Ohhh, sweet Caroline, good times never seem so good / (ASCAP) 2:55 - Data de gravação: 16 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Runaway (Del Shannon) - As I walk along I wonder / What went wrong with our love / Love that was so strong / And as I still walk by / I think off the times we had together / While our hearts were young / I'm a-walking in the rain / Hear it falling, / And I feel the pain / Wishing you were here by me / To end this misery / And I wonder / Why / You went away / Yes, I wonder, where you will stay / My little runaway, / Run, run, run, run, runaway / I'm a-walking in the rain / Hear it falling, / And I feel the pain / Wishing you were here by me / To end this misery / And I wonder / Why / You went away / Yes, I wonder, where you will stay / My little runaway, / Run, run, run, run, runaway / (BMI) 3:05 - Data de gravação: agosto de 1969 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

The Wonder of You (Baker Knight) - When no-one else can understand me / When everything I do is wrong / You give me hope and consolation / You give me strength to carry on / And you're always there to lend a hand / In everything I do / That's the wonder / The wonder of you / And when you smile the world is brighter / You touch my hand and I'm a king / Your kiss to me is worth a fortune / Your love for me is everything / I'll guess I'll never know the reason why / You love me like you do / That's the wonder / The wonder of you / I'll guess I'll never know the reason why / You love me like you do / That's the wonder / The wonder of you / (BMI) 3:11 - Data de gravação: 18 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Polk Salad Annie (Tony Joe White) - Some of you all never been down South too much... / I' gonna tell you a little story, so you'll understand where I'm talking about / Down there we have a plant that grows out in the woods and the fields, / and it looks something like a turnip green. / Everybody calls it Polk salad. Now that's Polk salad. / Used to know a girl that lived down there and she'd go out in the evenings to pick a mess of it... / Carry it home and cook it for supper, 'cause that's about all they had to eat, But they did all right. / Down in Louisiana / Where the alligators grow so mean / Lived a girl that I swear to the world / Made the alligators look tame / Polk salad Annie / 'Gators got your granny / Everybody said it was a shame / For the mama was working on the chain-gang / What a mean, vicious woman / Everyday before suppertime / She'd go down by the truck patch / And pick her a mess of Polk salad / And carry it home in a tote sack / Polk salad Annie / 'Gators got you granny / Everybody said it was a shame / 'Cause the mama was working on the chain-gang / Whoo, how wretched, dispiteful, straight-razor totin' woman, / Lord have mercy. / Sock a little Polk salad to him / Yeah, you know what, yeah, yeah / But daddy was a lazy and a no-count / Claimed he had a bad back / All her brothers were fit for / Was stealing watermelons out of my truck / For once Polk salad Annie / 'Gators got your granny / Everybody said it was a shame / For the mama was working on the chain-gang / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / You sock a little / Hey, hey, hey, yeah, yeah / Chic a bon, chic a bon, chic a bon bon bon bon / Chic a bon, chic a bon, chic a bon bon bon bon / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / Sock a little Polk salad to him / You know what meets a meal mention / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / Chinc, chinc, chinc, chin, ling, ling ling / (BMI) 4:40 - Data de gravação: 19 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Yesterday (John Lennon - Paul McCartney) - Yesterday, / All my troubles seemed so far away / Now it looks as though they're here to stay / Oh I believe in yesterday / Suddenly / I don't have the laugh / I used to weep / There's a shadow hanging over me / Oh, yesterday, came suddenly / Why'd she have to go / I don't know, she wouldn't say / I said something wrong / Now I long for yesterday / Yesterday / Love was such an easy game to play / Now I need a place to hide away / Oh, I believe in yesterday / Why'd she have to go / I don't know, she wouldn't say / I said something wrong / Now I long for yesterday / Yesterday / Love was such an easy game to play / Now I need a place to hide away / Oh, I believe in yesterday / (BMI) 3:15 - Data de gravação: agosto de 1969 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Proud Mary (John Fogerty) - Left a good job in the city / Workin' for the man every night and day / Haven't ever lost one minute of sleeping / Worried about the way things might have been / A big wheel keeps on turnin' / Proud Mary keeps on burnin', rollin', rollin' / Rollin' on a river / Rollin, rollin, rollin on a river / If you come down to the river / I betcha you're gonna find some people who live / You don't have to worry / 'Cause you have no money / People along the river are happy to give / I said a big wheel keeps on turnin' / Proud Mary keeps on burnin', rollin', rollin' / Rollin' on a river / Rollin', rollin', rollin' on a river / If you come down to the river / I betcha you're gonna find some people who live / You don't have to worry / 'Cause you have no money / People along the river are happy to give / I said a big wheel keeps on turnin' / Proud Mary keeps on burnin', rollin', rollin' / Rollin' on a river / Rollin', rollin', rollin' on a river / (BMI) 3:10 - Data de gravação: 16 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Walk a Mile in My Shoes (Joe South) - If I could be you, if you could be me / For just one hour, if we could find a way / To get inside each other's mind / If you could see you through my eyes / Instead your own ego I believe you'd be / I believe you'd be surprised to see / That you've been blind / Walk a mile in my shoes / walk a mile in my shoes / Before you abuse, criticize and accuse / Then walk a mile in my shoes / Now if we spend the day / Throwin' stones at one another / 'Cause I will think, 'cause I will think / To wear my hat the same way you do / Well, I may be common people / But I'm your brother / And when you strike out / You're tryin' to hurt me / It's hurtin' you, Lord how mercy / Walk a mile in my shoes / walk a mile in my shoes / Before you abuse, criticize and accuse / Then walk a mile in my shoes / Now there are people on reservations / And out in the ghetto / And whether they're for the grace of God / Or you and I, / If I only had wings of a little angel / Don't you know, I'd fly / To the top of a mountain / And then I'd cry, cry, cry / Walk a mile in my shoes / walk a mile in my shoes / Before you abuse, criticize and accuse / Then walk a mile in my shoes / Walk a mile in my shoes / walk a mile in my shoes / Before you abuse, criticize and accuse / Then walk a mile in my shoes / (BMI) 3:16 - Data de gravação: 19 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Let It Be Me (Curtis - Delanoe - Becaud) - God bless the day I found you / I want to stay around you / And so I beg you / Let it be me / Don't take this heaven from one / If you must cling to someone / Now and forever / Let it be me / Each time we meet love, / I find complete love / Without your sweet love / Tell me, what would life be? / So never leave me lonely / Tell me you love me only / And that you'll always / Let it be me / Each time we meet love, / I find complete love / Without your sweet love / Tell me, what would life be? / So never leave me lonely / Tell me you love me only / And that you'll always / Let it be me / And that you'll always / Let it be me / (ASCAP) 4:29 - Data de gravação: 17 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Compilação: Pablo Aluísio.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Elvis Presley - I Just Can't Help Believing

E assim chegamos no álbum "That's the Way It Is", um dos mais queridos dos fãs de Elvis em sua fase anos 70. O disco original era basicamente a trilha sonora do novo filme de Elvis pelo estúdio MGM. Ao contrário das inúmeras trilhas do passado essa aqui não era a de uma comédia romântica musical, mas sim a de um documentário musical que trazia para as telas de cinema parte das apresentações de Elvis em Las Vegas durante o ano de 1970 (em sua terceira temporada na cidade). A canção que abriu o LP foi essa bela balada "I Just Can't Help Believing", sucesso na voz do cantor B.J. Thomas na época. É interessante notarmos que Elvis começava a flertar com uma outra geração de interpretes americanos. Cantores como B.J. Thomas e Neil Diamond nunca foram roqueiros em suas carreiras. Eram vocalistas que apostavam tudo em repertórios bem românticos - para alguns tangenciando até mesmo para o sentimentalismo mais meloso. Elvis porém não parecia se importar muito com isso. Ele estava certo nesse ponto de vista. O importante era interpretar boas músicas e sempre que encontrava uma bela composição no repertório dos colegas cantores não demorava muito para fazer a sua versão.

Pois bem, quando "That's the Way It Is" foi anunciado pela RCA Victor muitos pensaram na época que o álbum seria mais um no estilo "Ao Vivo" em Las Vegas. O produtor Felton Jarvis porém não queria saturar o mercado com três discos consecutivos de Elvis gravados ao vivo em Vegas. Assim o cantor foi até Nashville para participar de uma verdadeira maratona de gravações, gravando dezenas de novas canções em estúdio. A intenção era gravar bastante material para ser lançado aos poucos, nos meses e anos seguintes. A primeira leva de canções dessa maratona surgiu justamente nesse álbum. Curiosamente a RCA acabou utilizando quase nenhuma gravação ao vivo da temporada que aparecia no filme. Uma exceção acabou sendo exatamente essa versão "Live" de "I Just Can't Help Believing". A letra é um dos pontos altos da música, retratando o sentimento de ternura e paixão que existe nos pequenos detalhes de um relacionamento amoroso, como as mãos dadas, os sorrisos e os aromas da amada. Praticamente apenas três estrofes, mas tudo muito bem escrito. A melodia também é excelente, calma, ponderada, completamente adequada para a mensagem de sua letra. Enfim, uma grande performance de Elvis que esteve bem à altura desse verdadeiro clássico da discografia do cantor. Simplesmente essencial.

FTD One Night in Vegas - A versão de I Just Can Help Believen' que está nesse CD é maravilhosa! A versão original seria gravada no dia 11 e seria usada como tema de abertura do disco com a trilha sonora oficial. A versão que está presente nesse CD, gravada no dia 10, não é melhor do que a que foi apresentada no dia seguinte, nesse ponto a escolha da versão do dia 11 foi acertada, mas isso não significa que essa não seja também fantástica em todos os aspectos. Nada mal para seu debut no repertório de Elvis nessa temporada. Infelizmente Elvis não a levou adiante e ela praticamente sumiu das apresentações após essa temporada. Muito provavelmente, como bem podemos notar ao assistir o filme That's The Way It Is, Elvis tenha ficado com algum tipo de desconforto na memorização de sua letra. De qualquer maneira ela logo seria descartada, o que é uma pena!



I Just Can't Help Believin' (Barry Mann / Cynthia Weil)
I just can't help believin' / When she smiles up soft and gentle / With a trace of misty morning / And the promise of tomorrow in her eyes / I just can't help believin' / When she's lying close beside me / And my heart beats with the rhythm of her size / This time the girl is gonna stay / This time the girl is gonna stay / For more than just a day / Oh, I just can't help believin' / When she slips her hand in my hand / And it feels so small and helpless / As my fingers fold around it like a glove / I just can't help believin' / When she's whispering her magic / And her tears are shining honey sweet with love / This time the girl is gonna stay / This time the girl is gonna stay / For more than just a day / For more than just a day / I just can't help believin' / I just can't help believin' / I just can't help believin' / I just can't help believin' / For more than just a day / Oh, I just can't help believin' / When she slips her hand in my hand / And it feels so small and helpless / As my fingers fold around it like a glove / I just can't help believin' / When she's whispering her magic / And her tears are shining honey sweet with love / This time the girl is gonna stay / This time the girl is gonna stay / For more than just a day / I just can't help believin' / I just can't help believin' / I just can't help believin' / I just can't help believin' / (BMI) 4:25 - Data de gravação: 11 de agosto de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Elvis Presley - I Just Can't Help Believin' (Barry Mann / Cynthia Weil) - Local de gravação: RCA Studio B, Nashville / Músicos: Elvis Presley (vocal) / James Burton (guitarra) / Jerry Scheff (baixo) / Ronnie Tutt (bateria) / Chip Young (guitarra) / Bob Lanning (bateria) / Charlie Hodge (violão e voz) / Glen Hardin(piano) / The Imperials (vocais) / The Sweet Inspirations (vocais) / Millie Kirkham (vocais) / John Wilkinson (guitarra) / Norbert Putnam (baixo) / Jerry Carrigan (bateria) / David Briggs (piano) / Charlie McCoy (orgão e Harmônica) / Bobby Thompson (Banjo) / Harold Bradley (guitarra) / The Jordanaires (vocais) / Farrel Morris (percussão) / Bobby Morris e sua Orquestra / Produzido por Felton Jarvis / Arranjado por Felton Jarvis, Elvis Presley, Glen D. Hardin, Cam Mullins, David Briggs, Bergen White, Norbert Putnam / Ficha Técnica / International Hotel Showroom, Las Vegas: Elvis Presley (vocal e violão) / James Burton (guitarra) / Jerry Scheff (baixo) / Ronnie Tutt (bateria) / Charlie Hodge (violão e voz) / Glen Hardin(piano) / John Wilkinson (guitarra) / The Imperials (vocais) / The Sweet Inspirations (vocais) / Joe Guercio e sua Orquestra. That's The Way It Is: Gravado no RCA's Studios B, Nashville e Showroom do International Hotel, Las Vegas / Data de Gravação: 4 a 8 de junho e 11 a 13 de agosto de 1970 / Data de Lançamento: novembro de 1970 / Melhor posição nas charts:#21 (EUA) e #12 (UK).

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Elvis Presley - The Beat Is Back

Esse é um novo bootleg que está chegando ao mercado europeu, americano e australiano. Há uma boa e uma má notícia para os fãs de Elvis. A boa é que o CD trará o show de Elvis em Kansas City no dia 21 de abril de 1976 (um concerto bem raro de encontrar). A má notícia vem do fato de que se trata de um título Audience (ou seja, com pobre qualidade sonora, gravado diretamente da plateia). Por essa época a vida de Elvis estava uma correria incrível. Além das temporadas em Las Vegas, Elvis cruzava os Estados Unidos de ponta a ponta, se apresentando em inúmeras cidades, de norte a sul, em ambas as costas do país. Trabalho duro, sem descanso. Além disso também tinha que cumprir novas temporadas em hotéis de Lake Tahoe (uma espécie de sub-Las Vegas, muito popular entre astros de cinema e endinheirados em geral que torravam suas fortunas nos hotéis cassinos do lugar).

Nesse mesmo mês Elvis cumpriu uma agenda extremamente corrida, chegando ao ponto de realizar oito shows em apenas sete dias. Assim o fã percebe que Elvis já estava ficando sem fôlego, cantando às duras penas. Mesmo assim pequenos espasmos de talento também surgiam esporadicamente. Desse concerto seguem sendo bem elogiadas as performances de Elvis em canções como 'Steamroller Blues', 'My Way', 'Hurt' e 'Burning Love'. (que ele havia decidido ressuscitar nos palcos). De quebra o concerto ainda trazia uma bela versão do gospel 'How Great Thou Art'. Esse CD, por trazer um show inédito da carreira de Elvis, segue então sendo bem indicado. Não deixe de ouvir.

Elvis Presley - The Beat Is Back (2016)
CD-1: 01. Also Sprach Zarathustra (2001 Theme) - 02. C. C. Rider - 03. medley: I Got A Woman / Amen - 04. Love Me - 05. If You Love Me (Let Me Know) - 06. You Gave Me A Mountain (with false start) - 07. Steamroller Blues - 08. All Shook Up - 09. medley: Teddy Bear / Don't Be Cruel - 10. Heartbreak Hotel - 11. My Way - 12. Polk Salad Annie. CD-2: 01. Band Introductions - 02. What'd I Say - 03. Drums Solo (Ronnie Tutt) - 04. Bass Solo (Jerry Scheff) - 05. Piano Solo (Tony Brown) - 06. Electric Piano Solo (David Briggs) - 07. School Day - 08. And I Love You So - 09. Hurt - 10. Help Me - 11. Burning Love - 12. America (The Beautiful) - 13. How Great Thou Art - 14. Little Darlin' (with false start) - 15. Funny How Time Slips Away (with reprise) - 16. Hound Dog - 17. Can't Help Falling In Love - 18. Closing Vamp & Announcements - 19. Elvis In Kansas City announcement.

Pablo Aluísio. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Elvis Presley - Elvis On Stage, February, 1970

C.C. Rider (Presley)
"On Stage - February 1970" foi o primeiro álbum gravado ao vivo por Elvis Presley a ser lançado na década de 70. De certa forma foi o pioneiro numa série de discos de grande sucesso de público e crítica. Saiam de cena as trilhas sonoras de filmes e entravam os discos gravados nas temporadas de Elvis em Vegas e nas suas turnês pelos Estados Unidos. A ideia desse primeiro disco foi bem interessante. Ao invés de lançar um LP aos moldes do anterior (Elvis in Person), trazendo um show na íntegra, com vários sucessos de Elvis gravados ao vivo, os produtores resolveram fazer uma seleção apenas com músicas inéditas dentro da discografia de Elvis. Assim iria satisfazer tanto o fã que estivesse em busca de um disco gravado no palco por Elvis como aquele que estivesse em busca de novidades, de material inédito do cantor. A faixa que abriu o disco foi justamente essa C.C. Rider que ao longo do tempo iria tradicionalmente abrir os concertos de Elvis nos anos 70. A origem da canção é desconhecida. Já na década de 1910 ela já era bem tocada por cantores de blues em bares no sul. Quem a criou? Provavelmente um desses artistas cujo nome se perdeu no tempo... Apenas em 1924 seria gravada pela primeira vez por Gertrude "Ma" Rainey ainda nos tempos dos acetatos de cera dos gramofones. Como era uma canção tradicional nunca desapareceu, sempre tocada em eventos pelos estados sulistas. Aqui Elvis a revitalizou, dando um arranjo mais moderno, mais rock ´n´ roll. Curiosamente se você tiver a oportunidade de encontrar uma cópia original do LP americano verá que a canção foi creditada no selo do disco ao próprio Elvis Presley. Na verdade Elvis não a compôs, mas sim ajudou nos arranjos. Esse fato acabou justificando a retificação nas reedições posteriores do disco quando então foi creditado da forma correta com a expressão "Arr: Elvis Presley". Essa primeira versão que ouvimos aqui é excelente, mais acústica do que as demais. Além disso soava como novidade, algo que não iria se repetir com a exaustão de execuções repetidas dos anos seguintes quando ela finalmente ficaria saturada.

Release Me (Miller / Pebworth / Yount)
Sempre gostei muito dessa regravação de Elvis de um velho sucesso da década de 1940, gravada originalmente por Ray Price. Ele foi um artista muito popular durante a adolescência de Presley em Memphis, sempre tocando nas emissoras de rádio da cidade. "For the Good Times", outro de seus sucessos radiofônicos, seria gravada também por Elvis em pouco tempo (sendo lançada no álbum "Good Times" de 1974). Assim Elvis resolveu dar uma nova roupagem a esse velho hit country, usando de certa maneira como base a versão posterior de Engelbert Humperdinck, que chegou, imagine você, a disputar com um single dos Beatles (Penny Lane / Strawberry Fields Forever), a primeira posição nas paradas de sucesso da Inglaterra! Assim você já pode perceber que "Release Me" já era muito conhecida quando Elvis a interpretou em Las Vegas em sua segunda temporada. Como o cantor queria trazer mais material renovador para seu repertório a canção acabou se enquadrando muito bem no que ele tencionava fazer nos palcos da cidade.<br /><br />Em termos de melodia e letra "Release Me" é bem simples, fruto da época em que foi composta, no período da II Guerra Mundial. Aqueles soldados americanos que estavam lutando na Europa só queriam ouvir uma boa música country para relembrarem suas namoradas que ficaram nos Estados Unidos. Por essa razão a mensagem era simples e fácil de entender. Nada muito intelectualmente sofisticado. Como se sabe muitos desses militares na Europa ou no Pacífico encontraram novos amores nas cidades por onde passavam, assim a letra trazia essa mensagem ao mesmo tempo nostálgica de um amor do passado e libertária em relação a novos relacionamentos. Em termos de carreira de Elvis eu costumo qualificar canções como essa como "músicas de palco". Elvis nunca a gravou oficialmente em estúdio e ela só foi lançada na discografia oficial justamente nessa versão ao vivo. A interpretação do cantor foi excelente nessa noite e de todas as performances de Elvis cantando "Release Me" ao longo de sua carreira essa é a certamente a melhor. Curiosamente Elvis também a descartaria rapidamente do repertório dos concertos, sem muita explicação. Assim ao longo dos anos ela seria sutilmente esquecida por Elvis e sua banda. Uma pena.

Sweet Caroline (Neil Diamond)
Um dos pontos altos da temporada de fevereiro de 1970 foi essa versão de Elvis para o sucesso de Neil Diamond, "Sweet Caroline". Essa era uma música bem recente nas rádios pois ela havia sido lançada como single (com "Dig In" no lado B) poucos meses antes. Elvis, como todos sabemos, era fã incondicional da música de Diamond, a tal ponto que ao longo de sua carreira gravou várias canções desse artista. Para sua apresentação no palco em Las Vegas acabou criando uma coreografia própria que ficou excelente. O grande diferencial da versão de Elvis para a original de Diamond vem dos arranjos. A música na voz de Neil Diamond soava mais pueril, com uma sonoridade bem hippie. Com Elvis ela ficou mais marcante, fruto dos metais da orquestra. A singeleza do resto, principalmente em relação à letra, manteve-se. Outro detalhe técnico chama a atenção. Alguns autores afirmam que "Sweet Caroline" foi sugerida a Elvis ainda quando ele estava produzindo nas sessões do American Studios em Memphis, no ano anterior. Isso provém do fato de que a versão de Diamond foi produzida por Chips Moman (que também produziu aquelas sessões com Elvis) e Tommy Cogbill (que também tocou com Elvis naquela ocasião). Apesar de ter sido oferecida a Elvis e tudo mais o cantor não a gravou em estúdio. As razões de sua recusa seguem desconhecidas. Talvez a grande qualidade das outras canções tenha ofuscado "Sweet Caroline", quem sabe... Foi um erro de Elvis porque ele teria gravado a versão antes de seu autor e teria feito bastante sucesso nas paradas se a tivesse lançado como single, ainda em 1969. Depois disso o próprio Elvis foi surpreendido pela versão original de Neil Diamond que lançada como compacto pelo selo MCA fez bonito nas paradas, ganhando um disco de platina por suas vendas. Todo esse sucesso poderia ter sido de Elvis caso ela não a tivesse descartado no American. Tentando contornar a bobagem que havia feito Elvis resolveu levá-la para os palcos em Vegas, confirmando o velho ditado que diz "Antes tarde do que nunca".

Runaway (Del Shannon / Max Crook)
Diante do propósito de só trazer canções inéditas para esse álbum, Elvis subiu ao palco em Las Vegas para cantar o hit "Runaway" de Del Shannon. Essa música foi número 1 na lista Billboard Hot 100 em fevereiro de 1961. Dois aspectos são dignos de menção. O primeiro é que a canção nunca havia sido gravada por Elvis em estúdio antes (por essa razão era inédita em sua discografia). O segundo é que ela na verdade não havia sido gravada em fevereiro de 1970 como constava na capa do LP original, mas sim em agosto de 1969, na sua primeira temporada de retorno aos palcos em Nevada. A RCA Victor quase a lançou no disco anterior, Elvis in Person, mas por precaução resolveu arquivá-la por mais algum tempo. Quando pintou o projeto desse novo LP ela se mostrou ideal para fazer parte de seu repertório. Ótima decisão. Segundo o próprio Del Shannon em uma entrevista essa canção acabou lhe trazendo uma das maiores alegrias de sua vida. Ele, como tantos outros milhares de admiradores de Elvis, fez questão de assistir o Rei do Rock ao vivo em Las Vegas. Para um artista que parecia só realizar concertos de dez em dez anos era uma oportunidade única, imperdível. Na noite em que estava na plateia Elvis parou repentinamente a apresentação e resolveu comunicar para os presentes que Del Shannon estava ali, naquela noite, lhe prestigiando. Shannon ficou completamente surpreendido, pois sequer havia comunicado ao staff de Elvis que iria assistir ao seu concerto. Depois de agradecer sua presença Elvis então mandou ver em sua própria versão do sucesso "Runaway", deixando Shannon emocionado. Depois o encontrou em seu camarim. Sobre esse encontro o autor declarou: "Assistir Elvis cantando minha canção foi muito emocionante. Depois ao encontrá-lo no camarim pude constatar como Elvis era educado, humilde e solícito. Ele me deixou emocionado. Nem quando os Beatles fizeram sua própria versão de Runaway pude ficar tão emocionado. Aquela foi uma das grandes noites de toda a minha vida. Uma lembrança que jamais esquecerei".

The Wonder of You (Baker Knight)
Esse era o tipo de música que Elvis vinha procurando para apresentar ao vivo, principalmente em palcos como o de Las Vegas, onde esse tipo de exuberância orquestral era praticamente um pré-requisito para qualquer artista se dar bem e ser aclamado por público e crítica. O curioso é que a música em si era antiga, gravada e lançada no final da década de 1950 pelo cantor pop Ray Peterson, justamente na época em que Elvis estava servindo o exército americano numa base na Alemanha. Não há maiores informações sobre se Elvis a teria conhecido na Europa ou na sua volta aos Estados Unidos em 1960, até porque naqueles tempos não havia ainda a facilidade de comunicação e divulgação que temos hoje em dia, mas o fato é que a música conquistou o cantor, tanto que ele pensou em gravá-la durante as sessões no American Studios em Memphis, no ano anterior. A canção chegou inclusive a ser selecionada, o novo arranjo elaborado e até ensaiado pela banda, mas no final passou mesmo em branco. Elvis jamais a gravaria em estúdio. O arranjo composto porém não seria desperdiçado. Já nos primeiros ensaios de sua segunda temporada Elvis resolveu inclui-la no repertório, ainda mais agora que a RCA Victor estava em busca de músicas inéditas dentro da discografia de Elvis. O próprio Felton Jarvis diria a Elvis que o "On Stage" seria na verdade um álbum de gravações inéditas, só que nas versões live, ao vivo. Assim com tudo certo a bela faixa foi incluída. Considero essa performance impecável, tanto por parte de Elvis como por parte da TCB Band. É fato que eles sabiam que estavam gravando músicas para o novo LP de Presley e por essa razão foram perfeccionistas na execução da música. Acertaram em cheio. A gravação que foi incluída nesse disco foi a registrada pela RCA em 19 de fevereiro de 1970. Assim que desceu do palco Elvis mandou um recado para seu produtor, para que essa versão fosse a escolhida para o álbum pois ele bem sabia que ela havia ficado simplesmente maravilhosa. Uma das melhores interpretações ao vivo de Elvis em toda a sua carreira.

Polk Salad Annie (Tony Joe White)
Essa canção é uma das mais sui generis da carreira de Elvis. O autor, Tony Joe White, foi criado nas regiões pantanosas da Louisiana e assim escreveu essa letra, meio maliciosa, sobre uma garota pobre do sul, que tinha hábitos alimentares bem regionais. Usando de gírias de sua região natal ele criou esse enredo meio nonsense, algo que no final das contas nunca fez muito sentido ou foi de fácil entendimento para os ouvintes de outras regiões dos Estados Unidos. Por essa mesma razão sua letra soava incompreensível para quem não era do sul. Assim, sempre que Elvis a cantava, usava uma pequena introdução tentando explicar do que se tratava. Na maioria das vezes não adiantava nada, mas o que valia era a boa intenção. Em uma época em que o psicodelismo imperava, com letras que não faziam nenhum sentido, até que Elvis poderia dispensar esse tipo de preciosismo, já que para falar a verdade ninguém estava muito se importando mesmo com a letra da música. O que salvava "Polk Salad Annie" era o seu embalo, o ritmo e as coreografias que Elvis apresentava no palco. E por falar em misturas e misturebas, Elvis também resolveu jogar em um mesmo caldeirão movimentos que tinha aprendido com mestres em artes marciais e o estilo dançante da canção, resultando tudo em algo novo. Nesses primeiros concertos Elvis ainda se esmerava em dar o melhor de si, as melhores performances, mas com o passar dos anos a execução de "Polk Salad Annie" foi se tornando mais displicente, quase uma gozação por parte de Elvis nos shows. De uma forma ou outra o que não se pode negar é que a música era ótima para concertos ao vivo! Por outro lado Elvis nunca gravou uma versão oficial com sua banda em estúdio. Era desnecessário. "Polk Salad Annie" afinal era pura festa e diversão.

Yesterday (Lennon / McCartney)
A canção "Yesterday" dos Beatles foi um dos maiores sucessos dos anos 60. Lançada originalmente no álbum "Help!" em 1965 ela acabou virando um verdadeiro fenômeno de vendas e popularidade naquela década inesquecível. Durante anos se especulou se Elvis algum dia iria lançar sua própria versão, já que praticamente todos os outros grandes cantores americanos, como Frank Sinatra e Dean Martin,&nbsp; acabaram fazendo as suas. Em estúdio isso jamais aconteceria. Embora Elvis gostasse de vários discos e canções dos Beatles, ele nunca se interessou em gravar suas próprias versões do repertório do quarteto inglês, pelo menos até 1969. Isso mudou com sua volta aos palcos. Como artista de concertos ao vivo Elvis sentiu a necessidade de incluir algumas canções dos Beatles em seu repertório. "Yesterday", a imortal criação de Paul McCartney, foi a primeira delas a sair em um disco oficial de Elvis Presley. Ela veio não numa versão de estúdio, como era esperado, mas ao vivo, no palco. Um fato curioso envolve a inclusão dessa faixa nesse álbum. Como sabemos o disco foi intitulado "On Stage - February, 1970" (Em bom português: "No Palco - Fevereiro de 1970"). Isso levava o ouvinte a pensar que todas as gravações tinham sido realizadas nesse período, justamente a da segunda temporada de Elvis em Las Vegas. Isso era apenas parcialmente verdadeiro. "Yesterday" na verdade havia sido gravada em agosto do ano anterior, na primeira temporada de Elvis em Las Vegas. Para ser mais exato no dia 25 de agosto de 1969, algo que nunca foi informado ao fã que comprou o disco uma vez que não havia ficha técnica e nem maiores detalhes na edição original desse disco. Apesar disso a boa seleção acabou deixando tudo com um aspecto bem imperceptível ao fã menos atento. Na realidade o consumidor menos detalhista poderia até mesmo jurar estar ouvindo a uma única apresentação de Elvis, realizada na mesma ocasião. Deixando isso um pouco de lado temos que admitir que essa versão live de "Yesterday" é muito boa, embora não seja tecnicamente perfeita. Se Elvis a tivesse gravada em estúdio, com todo o aparato e cuidado técnico que esse tipo de gravação traz, o resultado teria sido inegavelmente muito superior.

Proud Mary (John Fogerty)
Dentro do conceito de trazer músicas inéditas dentro da discografia de Elvis na época (estamos falando de 1970) a RCA Victor selecionou essa versão ao vivo do grande clássico do rock americano, "Proud Mary". A canção havia sido lançada originalmente em janeiro de 1969 pelo grupo Creedence Clearwater Revival, um dos melhores de sua geração. O single (com "Born on the Bayou" no lado B) acabou se tornando um dos maiores sucessos da banda. Realmente é uma grande composição, um exemplo perfeito do tipo de country / rock que Elvis estava procurando para renovar seu repertório. Certamente cantar novas versões de sucessos dos anos 50 como "Hound Dog" ou "Don´t Be Cruel" em Las Vegas até poderia soar interessante, principalmente para os fãs mais veteranos, porém era igualmente necessário não esquecer o tipo de sucesso que andava tocando nas rádios naquele período. Segundo Felton Jarvis, o produtor e arranjador de Elvis, tudo o que o cantor queria na época era equilibrar seu legado, suas antigas canções, com o mundo musical contemporâneo. Não soar apenas como um artista meramente nostálgico, que vivia de glórias passadas. A escolha foi perfeita. A interpretação de Elvis foi uma das mais empolgantes e se tornou o ponto alto da temporada. Curiosamente, apesar da boa repercussão, Elvis iria deixar a música de lado nos anos seguintes. É bom lembrar porém que "Proud Mary" surgiu duas vezes na discografia oficial de Elvis. A primeira foi aqui, no "On Stage". Uma versão bem executada, bem elaborada, com um ritmo mais cadenciado e um sabor quase acústico. A segunda gravação veio no álbum "Elvis as Recorded at Madison Square Garden" de 1972. Para muitos essa segunda versão seria bem melhor, contando com um pique e ritmo que ficaram bem conhecidos dessa eletrizante apresentação de Elvis em Nova Iorque. Por fim, um detalhe interessante: Embora muitos reconheçam que o single do Creedence Clearwater Revival tenha sido vital para que Elvis a gravasse, sua maior influência teria vindo mesmo da versão de Ike &amp; Tina Turner, que lançada nesse mesmo ano (1970), teria impressionado pela garra e vitalidade da interpretação da cantora. Ouvindo todas as versões (a do Creedence, a de Tina Turner e a de Elvis) chegamos na conclusão que realmente Elvis retirou muito mais inspiração da segunda gravação, que combinava muito mais com o estilo de Las Vegas. Afinal de contas ele certamente sabia que poderia contar com essa música para levantar o público durante os shows.

Walk a Mile In My Shoes (Joe South)
Certa vez Elvis declarou: "Antes de criticar os outros, meu caro, se coloque no lugar deles!". A essência da letra dessa música é justamente essa. Coloque-se no lugar do outro, lute suas batalhas, vejas as dificuldades que cada um enfrenta na sua própria pele. Criticar é fácil, viver os problemas alheios, não! Elvis foi tão criticado ao longo dos anos 60 que ele sabia muito bem o que essa mensagem significava. "Caminhe uma milha em meus sapatos", ou seja, fique no meu lugar, veja como é difícil andar nessa jornada, como a vida definitivamente não é nada fácil para ninguém. Em um trecho a letra é clara sobre isso ao dizer: "Viva um pouco no meu lugar, antes de abusar, criticar e acusar, viva um pouco no meu lugar". Aliás se formos analisar bem a letra foi a chave, o fator determinante, que fez Elvis gravar essa canção. Elvis estava farto, cansado, exausto de ser tão criticado depois de tantos anos. Em termos puramente musicais "Walk A Mile In My Shoes" não havia se destacado antes de Elvis gravar a sua própria versão. A canção foi lançada de forma bem obscura como Lado B de um single do cantor e compositor Joe South. O compacto, um tanto precário, quase uma produção independente, foi lançado como sendo do grupo "Joe South and the Believers". Na realidade não era bem uma banda, um novo conjunto vocal country, mas sim um arranjo envolvendo Joe South, seu irmão Tommy e sua cunhada. Eles se reuniram em Atlanta, juntaram uns trocados, fizeram uma gravação praticamente amadora em um estúdio da cidade e mandaram prensar 500 cópias. Tinham a esperança de vender pelo menos umas 300 cópias para lucrar algum dinheiro, e isso era tudo. Acontece que a música acabou chegando até Elvis (não me perguntem como!) e assim o astro a cantou ao vivo em Las Vegas. Quando o álbum "On Stage" chegou nas lojas Joe South pulou de alegria obviamente. Depois de Elvis colocar sua voz em sua criação finalmente Joe conseguiu lançar um single profissional que, pasmem, acabou fazendo um bom sucesso na parada country do cinturão bíblico do sul dos Estados Unidos. Sua sorte havia finalmente mudado!

Let It Be Me (Curtis / Delanoë / Bécaud)
Bom, dando sequência na análise das canções que fizeram parte do álbum "On Stage" chegamos nesse verdadeiro clássico, "Let It Be Me". A primeira vez que ouvi essa música não foi na voz de Elvis Presley. Na verdade ela já havia feito muito sucesso antes na interpretação do grupo "The Everly Brothers". Essa versão - a primeira em língua inglesa - havia sido lançada pelos irmãos em 1960, alcançando um grande sucesso nas paradas, em especial da Billboard Hot 100. É curioso que esse sucesso chegou talvez tarde demais para eles. Já havia uma grande tensão entre os dois e a canção acabou sendo um de seus últimos sucessos juntos. Curiosamente alguns meses atrás assisti a uma entrevista com Paul McCartney afirmando que o estilo vocal do Everly Brothers havia se tornado a grande influência para os Beatles em seus primeiros discos. De fato, basta ouvir álbuns como "Please Please Me" ou "With The Beatles" para comprovar bem isso. Além da influência vocal havia também os arranjos, baseados principalmente na dobradinha voz e violão, que os Beatles também procuraram seguir, principalmente nas canções mais lentas, ternas, com letras que falavam de amor, romance e paixão. Não há como negar, os Beatles deveram muito em termos de influência musical a essa dupla americana. De qualquer maneira apesar da inegável importância da versão dos irmãos Everly, o fato é que a versão original não era deles. A primeira gravação dessa canção foi lançada na França com o título de "Je t'appartiens" na voz do cantor Gilbert Bécaud. Isso abre um fato histórico interessante. Elvis teria conhecido a música através do single dos Everly Brothers ou tinha gostado dela por causa da versão original, quando ainda estava servindo o exército americano na Europa? Como se sabe Elvis adorava música francesa e chegou a visitar Paris em uma viagem de férias enquanto estava em solo europeu. Anos depois, consultando a discografia particular de Elvis em Graceland, descobriu-se que ele tinha tanto o compacto americano dos Everly Brothers como o álbum de Gilbert Bécaud. Na dúvida sobre qual gravação era a sua preferida uma coisa é certa: quando apareceu a oportunidade Elvis não deixou passar em branco e resolveu também gravar sua versão em forma de homenagem para essa grande canção, que em suas mãos ganhou um arranjo rico, com muita orquestra, bem diferente das versões originais que primavam pela suavidade e simplicidade harmônica.

Elvis Presley - Elvis On Stage, February, 1970 (1970) - Data de Gravação: Agosto de 1969 - fevereiro de 1970 / Local de Gravação: Las Vegas, Nevada / Produtor: Felton Jarvis, Glen D. Hardin, Glenn Spreen, Bergen White, Elvis Presley / Músicos: Elvis Presley (vocais, violão), James Burton (guitarra), Jerry Scheff (baixo), John Wilkinson (guitarra), Bob Lanning (bateria), Ronnie Tutt (bateria), Charlie Hodge (violão), Glen Hardin (piano), Larry Muhoberac (Piano, órgão), The Imperials (vocais), The Sweet Inspirations (vocais), Millie Kirkham (vocais), Bobby Morris e Orquestra. / Data de Lançamento: Junho de 1970 / Melhor Posição nas paradas: #13 (Estados Unidos) #2 (Inglaterra).

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Complete '68 Comeback Special - 40th Anniversary Box

Elvis Presley - Complete '68 Comeback Special - 40th Anniversary Box - Para celebrar os 40 anos do NBC TV Special a BMG lançou em 2008 no mercado esse box (caixa com 4 CDs) que prometia ser finalmente o lançamento definitivo desse marco na carreira de Elvis Presley. O CD 01 trazia a trilha sonora original que saiu na época, com algumas poucas novidades e inovações, todas elas de aspecto apenas técnico. O segundo CD trazia na íntegra o primeiro show de Elvis em que ele cantou sentado no pequeno palco quadrado, ao lado de seus músicos e a gravação da primeira apresentação em que Elvis fez já em pé, cantando poucas músicas, na mesma ocasião. O CD 03 trazia respectivamente as segundas apresentações no mesmo esquema anterior do CD 02.

O Box se completava com ensaios, que inclusive já tinham sido lançados antes, nos cds do selo FTD, "Let Yourself Go" e "Burbank 68". Em termos gerais é um belo item para se ter em sua coleção. Com ótimo material gráfico, inclusive com muitas fotos e o bom gosto habitual da RCA / BMG, esse pacote de CDs pode ser inclusive o único que o fã de Elvis precisa ter em sua coleção, isso termos do programa da NBC. O álbum original de 1968 está obviamente ultrapassado, por ser de pouca duração, com pouca qualidade sonora. Aqui já houve um preparo melhor em tratar as gravações com as melhores tecnologias do mundo moderno. Nesse aspecto acabou melhorando um material que sempre foi criticado justamente pela falta de qualidade sonora original do disco que trazia a trilha sonora do programa de TV. Assim deixo a indicação para os fãs que queiram conhecer melhor esse momento realmente definitivo e histórico da carreira de Mr. Presley em seu momento de renascimento musical. Data de lançamento: 16 de agosto de 2008.

Elvis Presley - Complete '68 Comeback Special - 40th Anniversary Box
CD 01: 1. The Original Album, plus bonus cuts Trouble / Guitar Man 2. Lawdy, Miss Clawdy / Baby, What You Want Me To Do Medley: Heartbreak Hotel / Hound Dog / All Shook Up / Can't Help Falling In Love / Jailhouse Rock / Love Me Tender 3. Where Could I Go But To The Lord / Up Above My Head / Saved 4. Blue Christmas / One Night 5. Memories 6. Medley: Nothingville / Big Boss Man / Guitar Man / Little Egypt / Trouble / Guitar Man 7. If I Can Dream 8. It Hurts Me 9. Let Yourself Go 10. A Little Less Conversation 11. Memories (stereo Mix)

CD 02: 1. First 'Sit Down' Show (68/6/27 6PM) Introductions 2. That's All Right 3. Heartbreak Hotel 4. Love Me 5. Baby What You Want Me To Do 6. Blue Suede Shoes 7. Baby What You Want Me To Do 8. Lawdy Miss Clawdy 9. Are You Lonesome Tonight? 10. When My Blue Moon Turns To Gold Again 11. Blue Christmas 12. Trying To Get To You 13. One Night 14. Baby What You Want Me To Do 15. One Night 16. Memories First 'Stand Up' Show (68/6/29 6PM) 17. Heartbreak Hotel 18. One Night 19. Heartbreak Hotel 20. Hound Dog 21. All Shook Up 22. Can't Help Falling In Love 23. Jailhouse Rock 24. Don't Be Cruel 25. Blue Suede Shoes 26. Love Me Tender 27. Trouble / Guitar Man 28. Baby What You Want Me To Do 29. If I Can Dream

CD 03: 1. Second 'Sit Down' Show (68/6/27 8PM) Heartbreak Hotel 2. Baby What You Want Me To Do 3. Introductions 4. That's All Right 5. Are You Lonesome Tonight? 6. Baby What You Want Me To Do 7. Blue Suede Shoes 8. One Night 9. Love Me 10. Trying To Get To You 11. Lawdy Miss Clawdy 12. Santa Claus Is Back In Town 13. Blue Christmas 14. Tiger Man 15. When My Blue Moon Turns To Gold Again 16. Memories Second 'Stand Up' Show (68/6/29 8PM) 17. Heartbreak Hotel 18. Hound Dog 19. All Shook Up 20. Can't Help Falling In Love 21. Jailhouse Rock 22. Don't Be Cruel 23. Blue Suede Shoes 24. Love Me Tender 25. Trouble 26. Trouble 27. Trouble / Guitar Man 28. Trouble / Guitar Man 29. If I Can Dream

CD 04: 1. First Rehearsal (68/6/24, FTD-CD "Let Yourself Go) I Got A Woman 2. Blue Moon / Young Love / Oh, Happy Day 3. When It Rains It Really Pours 4. Blue Christmas 5. Are You Lonesome Tonight? / That's My Desire 6. That's When Your Heartaches Begin 7. Peter Gun theme 8. Love Me 9. When My Blue Moon Turns To Gold Again 10. Blue Christmas / Santa Claus Is Back In Town Second Rehearsal (68/6/25, FTD-CD "Burbank 68") 11. Danny Boy 12. Baby What You Want Me To Do 13. Love Me 14. Tiger Man 15. Santa Claus Is Back In Town 16. Lawdy, Miss Clawdy 17. One Night 18. Blue Christmas 19. Baby What You Want Me To Do 20. When My Blue Moon Turns To Gold Again 21. Blue Moon Of Kentucky.

Pablo Aluísio.