sexta-feira, 23 de junho de 2017

Elvis Presley - You'll Never Walk Alone - Parte 4

A última música a se falar desse disco "You'll Never Walk Alone" de 1971 é o gospel "Who Am I?". Na falta de uma definição melhor poderíamos dizer que essa gravação era mais um daqueles momentos de Elvis em estúdio que ficavam completamente perdidos dentro de sua discografia. Muitas vezes Elvis gravava um grande lote de novas músicas em Nashville ou em Memphis e depois todo o pacote era levado para a central da RCA Victor em Nova Iorque onde eles escolhiam quais seriam lançadas e de que forma (em álbuns, singles, etc).

Nem sempre todas as faixas eram aproveitadas e muitas delas ficavam literalmente pegando poeira nos arquivos da RCA NYC. Um absurdo? Bem isso. Assim quando bolavam um novo título para Elvis a ser lançado no mercado eles simplesmente vasculhavam esses arquivos em busca de algo inédito. A maioria das coletâneas eram selecionadas dessa forma, sem muito critério, com tudo cheirando a uma grande bagunça e desorganização por parte da companhia que tinha os direitos sobre o lançamento de discos de Elvis Presley nos Estados Unidos e em grande parte do mundo.

Essa canção religiosa havia sido escrita por Rusty Goodman, membro de um grupo vocal gospel sulista chamado The Goodman Family Revival ou como era mais conhecido, The Happy Goodman Family. Esse tipo de artista só uma pessoa nascida e criada no sul dos Estados Unidos e mais ainda, que fizesse parte da comunidade evangélica, poderia conhecer. Era um tipo de grupo de nicho mesmo, bem específico. Como Elvis adorava a sonoridade de quartetos gospel, não é de se admirar  que ele conhecesse muito bem a obra desse grupo religioso. Afinal ele era um colecionador desse tipo de disco. A sua versão porém só veio muitos anos depois, sendo gravada em fevereiro de 1969.

Curiosamente, bem no meio da maratona das sessões do American Studios em Memphis, Elvis naquela noite só registrou essa faixa. Para muitos ele estava exausto, já para outros autores o que aconteceu foi que Elvis interrompeu os trabalhos após ser acometido por uma forte gripe que o pegou de jeito. De uma maneira ou outra o fato é que embora tenha dedicado toda uma noite para gravar apenas essa faixa, ela depois foi absurdamente negligenciada pela RCA que praticamente nada fez por ela, nem divulgação, nem nada. Enfim, ossos do ofício.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Lisa Marie Presley reencontra as filhas!

Lisa Marie Presley reencontra as filhas!
Finalmente Lisa Marie Presley reencontrou as filhas em Los Angeles. Como se sabe Lisa perdeu a guarda das filhas após enfrentar inúmeros problemas pessoais.

Tendo em vista um processo de divórcio problemático e doloroso com o pai das crianças, um tratamento de reabilitação em dependência química e vários problemas financeiros, um juiz da Califórnia achou mais adequado que as duas filhas de Lisa passassem a morar com a avó Priscilla Presley.

Somente Priscilla poderia dar uma situação mais estável para as netas que ainda são crianças, em fase de crescimento. Segunda a sentença a estabilidade emocional, financeira e familiar vem em primeiro plano. As relações entre Lisa e Priscilla porém não andam nada bem. Segundo algumas fontes Lisa e Priscilla não estão se falando no momento, o que talvez justifique o fato de Priscilla não ter ido encontrar Lisa quando ela foi visitar suas netas.

Também esteve presente no encontro a atriz e modelo Danielle Riley Keough, a outra filha de Lisa de seu primeiro casamento. Riley vem em um ótimo momento na carreira, se destacando em filmes e séries em que tem atuado. Confira as fotos que foram publicadas pelo Daily Mail. (Pablo Aluísio).

terça-feira, 20 de junho de 2017

Elvis Presley - FTD Girls, Girls, Girls

Elvis Presley - FTD Girls, Girls, Girls
Outro CD interessante, já lançado há algum tempo, é a edição especial do selo FTD trazendo a trilha sonora do filme "Girls, Girls, Girls" (Garotas, Garotas e mais Garotas, no Brasil). Como é de praxe nos CDs desse selo temos aqui o resgate do álbum original com vários takes alternativos das sessões originais de gravação. O destaque para o colecionador vinha na adição de duas músicas que tinham sido originalmente gravadas para o disco original, mas que ficaram de fora. Em minha opinião ambas, "Mama" e "Plantation Rock", deveriam ter sido lançadas sem problemas, até porque a primeira, "Mama" tinha seu espaço dentro do filme, inclusive foi usada em cena, mas sem grandes explicações por parte da RCA Victor foi simplesmente cortada do álbum de 1962.

Esse "Girls, Girls, Girls" foi um filme sessão da tarde que Mr. Presley rodou nos anos 60. Tudo que já conhecemos bem, não precisando repetir palavras ao vento. A trilha sonora também é na média do que ele fazia naquela época. Sonoridade agradável, qualidade artística mediana. Uma boa novidade é assim ouvir o CD FTD Girls, Girls, Girls que traz muitos outtakes e takes alternativos dessa sessão. É ouvir o que ficou pelo chão de edição da RCA Victor - isso resumindo tudo em poucas palavras. Uma das novidade vem da presença, pela primeira vez em disco, do medley "Dainty Little Moonbeams / Girls! Girls! Girls!". Pois é, você ouviu isso no filme, mas quando chegou a hora de ouvir a trilha oficial ficou a ver navios ou veleiros, sendo mais exato. É o momento em que Elvis dança um pouco na praia, com as garotinhas chinesas e um grupo de bailarinas de verão. Lembra bastante de "Clambake"!

Uma das coisas que me irritaram nesse CD, mesmo ele trazendo algumas preciosidades sonoras, foi o sumiço de versões alternativas da música que deu título ao filme! A impressão é que nada sobreviveu, o que é bem trágico, já que a faixa é a melhor coisa da trilha. Ao invés disso encaixaram os takes 8 e 10 de "I Don't Wanna Be Tied". Praticamente perfeita, idêntica ao disco oficial, com apenas uma diferença crucial: sumiram com a ótima introdução percussiva desse take! Qual é a razão? Nunca saberemos! Pena. É um embalo daqueles, ótimo se tivesse se mantido no LP. Infelizmente não pensaram dessa maneira e editaram a gravação original. Pelo menos o final blues foi mantido.

Outra curiosidade é a capela de Elvis e seu grupo na vocalização de "Thanks To The Rolling Sea". Nesse take você não ouve o acompanhamento instrumental, nem a banda, apenas as vozes de Elvis e cia. E não é que a coisa funciona muito bem! Para falar a verdade a música ganhou uma grandiosidade que não tinha na versão original. O único instrumento que usaram foi um solitário violão ao fundo, sendo devidamente superado pela excelente performance vocal de Elvis e seus músicos. Ficou muito bom! Quem diria... O grupo vocal The Amigos (ao estilo mexicano) também ganhou seu próprio espaço, com uma versão solo de "Mama". Então é isso. Não é um título completo, que sirva como edição definitiva dessa trilha sonora, mas serve como ótima opção para quem deseja ter algo a mais dessas sessões.

FTD Girls, Girls, Girls
Girls! Girls! Girls! / I Don't Wanna Be Tied / Where Do You Come From / I Don't Want To / We'll Be Together / A Boy Like Me, A Girl Like You / Earth Boy / Return To Sender / Because Of Love / Thanks To The Rolling Sea / Song Of The Shrimp / The Walls Have Ears / We're Coming In Loaded / Mama / Plantation Rock / Dainty Little Moonbeams - Girls! Girls! Girls! / A Boy Like Me, A Girl Like You (Takes 1, 2)  / Mama (Takes 1, 2, 3, 4) / Thanks To The Rolling Sea (Take 3)  / Where Do You Come From (Take13)  / Earth Boy (movie splice 2/4) / We'll Be Together (Takes 8, 10)  / Mama (Takes 5, 6, 7, 8) / I Don't Wanna Be Tied (Takes 10, 8) / A Boy Like Me, A Girl Like You (Takes 3, 4)  / Thanks To The Rolling Sea (Take 10)  / Plantation Rock (Take 17 & insert) / Mama (Take 9) / Mama (The Amigos) / Mama (instrumental) / Mama (album version).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Elvis Presley - Elvis Las Vegas ´74

Outro lançamento do selo FTD (Follow That Dream) que está chegando nas lojas. Esse aqui se chama "Elvis Las Vegas ´74". O título é auto explicativo, trazendo dois concertos realizados por Elvis em sua segunda temporada em Las Vegas durante o ano de 1974, ambos gravados no mesmo dia (24 de agosto), um no Dinner Show (show com jantar, ao estilo tradicional, geralmente realizado às oito da noite) e o Midnight Show (apresentação que era geralmente feita próxima da meia-noite, o segundo show do dia, onde os jantares eram trocados por drinks e petiscos).

A boa notícia é que o ano de 1974 vinha sendo negligenciado pelo selo FTD, talvez por não existir mesmo muitas gravações de Elvis nessa temporada em Las Vegas. A nota ruim, dissonante, é que embora seja o material até considerado raro, a qualidade sonora não é tão boa. Os engenheiros de som de Las Vegas que gravavam essas fitas dos shows do cantor não tinham consciência que seria algo tão valioso no futuro, por essa razão nem sempre a qualidade de som era caprichada. Mesmo assim é um registro importante até porque sem essas fitas não teríamos a chance de ouvir Elvis nessas apresentações.

No repertório eu destacaria algumas músicas interessantes. No Dinner Show temos Elvis cantando "It’s Midnight" do disco "Promised Land". O detalhe curioso é que o álbum ainda não havia sido lançado, o que tornava a música completamente inédita para os ouvidos dos fãs que foram ao show. O mesmo valia para "If You Talk In Your Sleep", que era uma tentativa por parte de Elvis em renovar um pouco a seleção musical das apresentações. No Midnight Show mais surpresas: Elvis trazia o rock de Chuck Berry "Promised Land" que iria dar nome ao seu próximo álbum a chegar nas lojas. O CD também traz bonus songs do dia 28, com as novas interpretações no palco de " Help Me" e "My Boy", todas músicas novas, raramente cantadas por Elvis nos shows até aquele momento. Para os fãs que foram até Las Vegas foi um presente e tanto.

Outro aspecto que chama a atenção é que o ano de 1974 foi particularmente polêmico na carreira de Elvis. Muitos autores salientam o fato de que o Rei do Rock vinha passando por uma fase tumultuada em sua vida pessoal. Ele aumentou o consumo de drogas, o que trouxe problemas no palco. Por essa época Elvis fez shows onde nem tudo saiu conforme o script. Ele chegou a fazer concertos bem ruins, desastrosos, que ficaram notórios por esses acontecimentos. Pela primeira vez o público começou a perceber que havia algo de errado com ele, principalmente por causa desses deslizes. De qualquer forma esse novo item é uma bela dica de aquisição para colecionadores em geral. Ouvir Elvis no ano de 1974 sempre chama a atenção dos fãs e admiradores do Elvis de palco, dos concertos ao vivo. Não deixe de adquirir esse novo CD.

Elvis Presley - Las Vegas ´74 (2017)
Disc 1 - August 20th 1974 – Dinner Show
01) CC Rider / 02) I Got A Woman/Amen / 03) Love Me / 04) If You Love Me (Let Me Know) / 05) It’s Midnight / 06) Big Boss Man / 07) Fever / 08) Trying To Get To You / 09) Love Me Tender / 10) All Shook Up / 11) I’m Leavin’ / 12) Softly As I Leave You / 13) Hound Dog / 14) You Gave Me A Mountain / 15) Polk Salad Annie / 16) Introductions (part missing) / 17) If You Talk In Your Sleep / 18) Why Me Lord / 19) (Let Me Be Your) Teddy Bear/Don’t Be Cruel / 20) Heartbreak Hotel / 21) Bridge Over Troubled Water / 22) Hawaiian Wedding Song / 23) Let Me Be There / 24) Can’t Help Falling In Love / Bonus Song: (Recorded September 2, Midnight Show) 25) It’s Now Or Never (second version)

Disc 2 - August 20th 1974 – Midnight Show
01) CC Rider / 02) I Got A Woman/Amen / 03) Love Me / 04) If You Love Me (Let Me Know) / 05) It’s Midnight / 06) Proud Mary / 07) Trying To Get To You / 08) Big Boss Man / 09) Fever / 10) Promised Land / 11) Love Me Tender / 12) All Shook Up / 13) I’m Leavin’ / 14) Softly As I Leave You / 15) Hound Dog / 16) You Gave Me A Mountain / 17) Polk Salad Annie / 18) Introductions / 19) If You Talk In Your Sleep / 20) Why Me Lord / 21) (Let Me Be Your) Teddy Bear/Don’t Be Cruel (incomplete)  / 22) Hawaiian Wedding Song (incomplete) / 23) Let Me Be There / 24) Can’t Help Falling In Love / Bonus Songs (Recorded August 28, Dinner Show): 25) Help Me 26) My Boy 27) How Great Thou Art.

Pablo Aluísio.

sábado, 17 de junho de 2017

Elvis Presley - FTD Elvis At Madison Square Garden

E os lançamentos de junho não param. Previsto para chegar nas lojas no próximo dia 28, o selo FTD (Follow That Dream) anunciou esse novo CD chamado "FTD Elvis At Madison Square Garden". Como se sabe em 1972 Elvis finalmente chegou em Nova Iorque para uma série de apresentações ao vivo no majestoso Madison Square Garden, um dos ginásios mais representativos da cidade. Elvis jamais havia se apresentado ao vivo em Nova Iorque até aquele momento, o que era um absurdo em vista de sua carreira de sucesso. Era o último grande nome da música mundial que chegava nos palcos da cidade.

Por essa razão houve uma grande expectativa e repercussão por parte da imprensa e do público. Grandes nomes foram prestigiar Elvis em seus concertos, entre eles John Lennon e George Harrison. Todos queriam conferir o grande astro se apresentando pela primeira vez na big apple (como NYC era carinhosamente chamada por seus moradores). Sucesso de público e crítica, os concertos se tornaram um marco na volta de Elvis aos palcos, já que ele havia passado praticamente toda a década anterior se concentrando apenas em sua carreira em Hollywood, fazendo um filme atrás do outro, ano após ano.

Para muitos a grande expectativa e repercussão da presença de Elvis em Nova Iorque fez com que ele se empenhasse ao máximo em seus shows, resultando tudo em concertos bem acima da média, com Elvis dando o melhor de si em termos de performance e energia nos palcos. O estranho de tudo é que na época estava se realizando as filmagens de um documentário sobre as turnês de Elvis pelos Estados Unidos, mas absurdamente os produtores não filmaram esses históricos concertos, o que até hoje causa transtorno em todos os fãs. Para preencher essa lacuna imperdoável muitos lançamentos estão explorando os shows de Elvis no Madison em 1972.

Agora temos aqui esse novo CD do selo FTD. É um box, com o show de Elvis realizado no dia 9 de junho de 1972 e um livro de 300 páginas trazendo fotos, informações, detalhes técnicos, reportagens da época, etc. Infelizmente o concerto está em qualidade audience, o que deixa muito a desejar em termos de qualidade sonora. Mesmo assim é sempre interessante conferir mais um material que tem como tema essa semana realmente histórica na carreira de Elvis Presley, quando ele finalmente chegou para conquistar a maior metrópole dos Estados Unidos, Nova Iorque.

Elvis Presley - Elvis At Madison Square Garden (2017)
1) Also Sprach Zarathustra / 2) That's All Right / 3) Proud Mary / 4) Never Been To Spain / 5) Until It's Time For You To Go / 6) You Don't Have To Say You Love Me / 7) You've Lost That Loving Feeling / 8) Polk Salad Annie / 9) Love Me / 10) All Shook Up / 11) Heartbreak Hotel / 12) Teddy Bear/Don't Be Cruel / 13) Love Me Tender / 14) Blue Suede Shoes / 15) Hound Dog / 16) Bridge Over Troubled Water  / 17) Suspicious Minds / 18) Introductions by Elvis / 19) For The Good Times / 20) American Trilogy / 21) Funny How Times Slips Away / 22) Can't Help Falling In Love / 23) Closing Vamp.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Elvis Presley - FTD Roustabout

Agora em junho chega nas lojas o novo CD da coleção FTD (Follow That Dream) trazendo uma edição especial da trilha sonora do filme "Roustabout" (no Brasil, "Carrossel de Emoções"). Segundo foi anunciado serão no total 33 faixas, trazendo o álbum original (contando inclusive com a canção "I´m Roustabout" que só foi encontrada muitos anos depois de sua gravação), vários takes alternativos, outtakes e masters remixadas. Um aspecto curioso é que algumas versões que só apareciam no filme (e não na trilha original de 1964) também estão no CD.

Infelizmente para os colecionadores as sessões não foram encontradas preservadas na íntegra, mas apenas parte delas. Por isso há excessos de takes alternativos de certas canções, enquanto que de outras o CD não trará absolutamente nada! A faixa título do álbum é a que terá mais takes. Serão sete registros, trazendo praticamente toda a sessão em que Elvis tentou chegar na master dessa gravação. As músicas "Little Egypt", "Poison Ivy League" e "Hard Knocks" também estão bem representadas nessa nova edição, principalmente por causa da qualidade sonora dos takes recuperados dentro dos arquivos da RCA Victor em Nashville.

Particularmente gosto dessa trilha sonora. Ela tem uma sonoridade agradável, para se dizer o mínimo. O filme também é bem simpático, com enredo versando sobre um jovem motoqueiro (Elvis Presley) que chega em um parque de diversões meio decadente, em crise financeira. Aos poucos o talento do rapaz vai se sobressaindo, trazendo novamente um bom movimento para aquele estabelecimento à beira da falência. É até um resgate de um tipo de parque tradicional que já naquela época ia se tornando cada vez mais raro de encontrar. Elvis está com ótimo visual, seu personagem é até bem rebelde (mas dentro dos padrões de seus filmes) e algumas cenas são até hoje lembradas, como àquela em que seu personagem anda dentro de uma esfera da morte com sua motocicleta.

O filme foi dirigido por John Rich e tinha a grande estrela de Hollywood do passado Barbara Stanwyck no elenco. Não era muito comum Elvis contracenar com atrizes e atores muito famosos porque o Coronel Parker exigia que apenas Elvis fosse a estrela máxima de seus filmes. No mais outro fato digno de nota em relação à essa trilha sonora é que em pleno auge da Beatlemania Elvis conseguiu um grande sucesso de vendas com esse álbum, chegando inclusive ao primeiro lugar da Billboard Hot 100 - algo que foi bastante celebrado por ele e seu empresário. Infelizmente essa trilha sonora também foi a última de grande sucesso comercial de sua discografia.

Elvis Presley - FTD Roustabour (2017)
The Original Album 01 Roustabout  / 02 Little Egypt / 03 Poison Ivy League  / 04 Hard Knocks  / 05 It's A Wonderful World  / 06 Big Love Big Heartache  / 07 One Track Heart  / 08 It's Carnival Time  / 09 Carny Town  / 10 There's A Brand New Day On The Horizon  / 11 Wheels On My Heels  / Bonus Track: 12 I'm A Roustabout (take 10/M) 2:13Outtakes And Remixed Masters: 13 Little Egypt (AO take 15/M, record version)  / 14 Little Egypt (revised, AO take 21, part used for movie version)  / 15 Poison Ivy League (BO take 7/M)  / 16 Hard Knocks (CO take 11/M, record version)  / 17 Hard Knocks (COV take 4, movie version)*  / 18 Its A Wonderful World (DO take 13/M)  / 19 Its A Wonderful World (DO take 17, instrumental)*  / 20 Big Love Big Heartache (EO take 17/M)  / 21 One Track Heart (FO take 5/M)  / 22 It's Carnival Time (HO take 2/HOV take 9/M, record version)  / 23 It's Carnival Time (HO take 2/HOV take 12, movie version)*  / 24 Carny Town (JO take 9/M)  / 25 There's A Brand New Day On The Horizon (KO take 5/M)  / 26 Wheels On My Heels (LO take 7/M)  / 27 Roustabout (NOV takes 1-5*, 6)  / 28 Roustabout (NOV takes 7*, 8)  / 29 Roustabout (NOV take 9, movie version)*  / 30 Roustabout (NOV takes 10-12)*  / 31 Roustabout (NOV take 13)*  / 32 Roustabout (NOV takes 14-16)* 2:58  / 33 Roustabout (NOV take 17/M, record version) 2:15 / * Material Inédito.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Elvis Presley - You'll Never Walk Alone - Parte 3

Para completar o disco a RCA usou de material que já naquela época estava saturado, pelos inúmeros relançamentos, como as constantes reedições do disco natalino "Elvis Christmas Album". Embora a música "I Believe" tenha sido lançada inicialmente no EP gospel "Peace in The Valley", o fato é que ela também fez parte do repertório original do disco de natal. Assim não era uma novidade para os colecionadores, muito pelo contrário. Soava como mais um caça-níquel. A composição feita para ajudar espiritualmente os soldados americanos na Guerra da Coreia já não tinha mais o mesmo impacto de antes.

O mesmo poderia ser dito da velha música religiosa de  Thomas A. Dorsey, a aclamada "(There'll Be) Peace in the Valley". Tudo bem que era um clássico dentro do repertório religioso de Elvis, tendo sido a primeira música gospel cantada pelo cantor na TV americana, ainda na década de 1950. O problema era mesmo de saturação. Se já havia sido lançada tantas vezes antes no "Elvis Christmas Album", porque lançá-la mais uma vez aqui, em um disco que poderia abrir espaço para outras canções desse estilo que não tinham tido o mesmo espaço? Uma pena que o próprio Elvis não tinha controle (ou até mesmo interesse) na seleção musical de seus discos. Caso ele olhasse com mais cuidado sobre isso coisas assim não aconteceriam.

"It Is No Secret (What God Can Do)" de Stuart Hamblen foi gravada por Elvis em janeiro de 1957. É no mínimo curioso perceber que mesmo na fase mais roqueira de sua carreira, como nesse ano em que ele estrelaria o sucesso cinematográfico "Jailhouse Rock", Elvis jamais havia deixado de lado o gospel, as músicas religiosas de sua infância e juventude. Essa canção data de 1951, quando foi lançada pela primeira vez pelo grupo vocal tradicional The Ink Spots. Na época o single chamou a atenção pois conseguiu ocupar espaço até mesmo entre os mais vendidos do ano! Não era mais apenas um lançamento de nicho (no caso religioso), mas sim da principal lista de sucessos do país, a conhecida Hot 100 da Billboard. Um feito e tanto. Some-se a isso o fato de Elvis adorar quartetos gospel e você entenderá porque ele a gravou, assim que foi possível.

Outra música de Thomas A. Dorsey e que também fez parte do compacto duplo "Peace In The Valley" foi "Take My Hand, Precious Lord". Ela também foi incluída aqui nesse álbum. Aliás creditar a autoria dessa canção ao reverendo Dorsey é algo historicamente meio impreciso. Esse tipo de hino religioso tem na verdade autoria incerta, pois vinha sendo cantado nas igrejas evangélicas históricas desde os primórdios da colonização americana. Quem a realmente compôs? Não se sabe ao certo, apenas se sabe que Dorsey a registrou, após criar uma ou duas linhas de melodia e harmonia. Como sua fonte de criação é bem imprecisa (pode ter sido até mesmo uma composição coletiva nas capelinhas do sul), fica tudo pelo meio do caminho. De uma forma ou outra Elvis adorava esse hino e resolveu também deixar sua versão.

Pablo Aluísio.

sábado, 10 de junho de 2017

Elvis Presley - Elvis In Atlanta

Outro CD novo que está chegando nas lojas dos Estados Unidos, Europa e Japão é esse "Elvis in Atlanta". É uma edição dupla trazendo os concertos realizados por Elvis em Atlanta (capital do estado da Georgia) nos dias 30 de abril e 1 de maio de 1975. Nessa ocasião Elvis procurou divulgar um pouco seu último disco "Elvis Today" que estava nas lojas naquele momento. Por isso ele canta duas das faixas mais conhecidas do álbum, "My Boy" e "T-R-O-U-B-L-E", que inclusive eram muito bem-vindas renovações em seu repertório musical, que por essa época andava sendo criticado por quase sempre trazer a mesma seleção de músicas, ano após ano. Infelizmente essas duas apresentações estão incompletas, pois não foram gravadas  “See See Rider” e “I Got A Woman / Amen”, sempre presentes nos shows e a introdução "Also sprach Zarathustra", o conhecido tema de abertura de seus concertos na década de 1970.

A capa ficou até bem bonita, com Elvis usando um figurino diferente. Por essa época ele procurou inovar um pouco, deixando as jumpsuits brancas de lado, preferindo esse novo corte, que até lembrava um terno, com cores mais escuras. Interessante que depois de algumas apresentações ele chegou na conclusão de que elas não tinham causado o mesmo impacto de suas antigas roupas de palco. Por isso as descartou. Outro fato digno de nota é que esse novo lançamento do selo FTD vem com qualidade Soundboard, bem superior aos CDs do tipo Audience, porém inferiores às gravações oficiais feitas pela RCA Victor. No geral os dois shows em Atlanta são bons, sem incidentes desagradáveis. Para os colecionadores o CD é uma boa opção, já que traz dois shows ainda inéditos no mercado. Nem em bootlegs eles tinham sido lançados antes. O preço de lançamento no exterior está na média de 32 dólares. Agora é comprar para conferir.

Elvis Presley - Elvis In Atlanta (2017)
Disc 1 - April 30, 1975
01) Love Me / 02) If You Love Me (Let Me Know) / 03) Love Me Tender / 04) All Shook Up / 05) Teddy Bear / Don’t Be Cruel / 06) I’ll Remember You / 07) Help Me / 08) How Great Thou Art / 09) Introductions / 10) My Boy / 11) T-R-O-U-B-L-E / 12) It’s Now Or Never / 13) Let Me Be There / 14) An American Trilogy / 15) Burning Love / 16) Funny How Time Slips Away / 17) That’s All Right / 18) Can’t Help Falling In Love / 19) Closing Theme.

Disc 2 – May 1, 1975
01) Love Me / 02) If You Love Me (Let Me Know) / 03) Love Me Tender 04) All Shook Up / 05) Teddy Bear / Don’t Be Cruel / 06) Help Me / 07) Why Me Lord / 08) Burning Love / 09) Introductions / 10) My Boy / 11) T-R-O-U-B-L-E / 12) I’ll Remember You / 13) Let Me Be There / 14) An American Trilogy / 15) Help Me Make It Through The Night  / 16) That’s All Right / 17) Can’t Help Falling In Love / 18) Closing Theme.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Elvis Presley - Spirit of Jackson, MS

O selo RCA Victor foi vendido há alguns anos para a Sony. Nunca foi a marca registrada dessa linha de CDs o lançamento de shows ao vivo gravados de forma não oficial por Elvis durante os anos 1970. Esse era o tipo de material que era mais comercializado pelo selo FTD. Agora temos essa exceção, o novo CD intitulado "Spirit of Jackson" trazendo dois shows quase completos de Elvis na cidade de Jackson, um realizado em 5 de setembro de 1975 e outro feito em 9 de junho de 1976. Como Elvis se concentrou mesmo em fazer concertos nessas cidades americanas na fase final de sua carreira, não era nenhuma novidade ele voltar para as mesmas cidades após algum tempo. Seu eixo de turnês se concentrava bastante no sul dos Estados Unidos, principalmente nessa época registrada nesse novo CD.

E como Jackson ficava no Mississippi, estado natal de Elvis, não era raro ele ficar circulando por ali com seu show itinerante. Afinal ele estava praticamente em casa naqueles lugares. Essas gravações já tinham chegado no mercado antes, lançadas em bootlegs, por isso para o colecionador não há grandes e maravilhosas novidades. O diferencial vem do tratamento sonoro que foi feito nas fitas, para que ficassem com melhor qualidade sonora. O concerto de 1976 inclusive quase foi lançado pela RCA um ano após a morte de Elvis, em um grande lançamento, mas a gravadora na época estava pessimamente administrada e tudo foi cancelado. Por fim um aviso. A Sony primou pelo lançamento completo do show de 1976. Alguns trechos das gravações estavam imprestáveis, por causa da ação do tempo. Mesmo com perda de qualidade perceptível nesses trechos a Sony decidiu lançá-las, para que o concerto surgisse íntegro, optando-se assim pelo resgate histórico em detrimento da pura qualidade de som. Decisão acertada.

Elvis Presley - Spirit of Jackson, MS (2017)
CD-1: Jackson, Sept. 5 1976 - Also Sprach Zarathustra / See See Rider / I Got A Woman / Amen / Love Me / Fairytale / You Gave Me A Mountain / All Shook Up / Teddy Bear/Don't Be Cruel / And I Love You So / Jailhouse Rock / Fever / America / Introductions / Early Morning Rain / What'd I Say / Johnny B. Goode / Love Letters / Hurt / Hound Dog / Danny Boy / That's Allright, Mama / Blue Christmas / How Great Thou Art / Can't Help Falling In Love / Closing Vamp.

CD-2: Jackson, June 9 1975
Love Me / If You Love Me / All Shook Up / Teddy Bear / Don't Be Cruel / Hound Dog / The Wonder Of You / Polk Salad Annie /  Introductions / Johnny B. Goode / Introductions / School Days / T-R-O-U-B-L-E / Why Me, Lord  / Let Me Be There / American Trilogy / Funny How Time Slips Away / Mystery Train / Tiger Man  / Help Me Make It Through The Night / Can't Help Falling In Love / Little Darlin / How Great Thou Art.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Elvis Presley - Promised Land Outtakes

Elvis Presley - Promised Land Outtakes
O lançamento das sessões de gravação do álbum "Promised Land" trouxe curiosidades interessantes e divertidas para os fãs de Elvis. Algumas faixas como o ensaio de "Love Song Of The Year" mostram como Elvis estava se divertindo nos estúdios. Essa canção em particular tem uma das melodias mais melancólicas de toda a discografia do cantor, mas quem disse que ele em algum momento a leva à sério nesse registro? Elvis brinca o tempo todo, tirando onda com a letra, com seu grupo vocal de apoio, com a banda, com tudo. Esse foi um ensaio bem descompromissado, que Elvis aproveitou para brincar, rir e se divertir ao máximo.

O mesmo acontece com a faixa seguinte "Thinking About You" onde Elvis começa os vocais imitando a voz do coelho Pernalonga. Não demora muito e tudo desbanca para a pura zoeira, principalmente quando Elvis muda o estilo da música, virando um blues bem sem noção! Na verdade Elvis apenas passa a letra, e o grau de insanidade vai às alturas quando ele começa a cantar do nada um refrão de uma canção de natal! Estranho, mas divertido, no final das contas. Depois todos tentam entrar no espírito certo da música, tentando levar à sério dessa vez. Começa assim o take 3, praticamente perfeito. Essa versão inclusive tem uma suavidade e uma levada muito boa, poderia até vir a se tornar a versão oficial se Elvis não cometesse pequenos deslizes pelo meio do caminho.

Eu sempre gostei muito do country old school "Your Love's Been A Long Time Coming". Nesse CD temos a oportunidade de ouvir várias versões. Algumas começam muito bem, mas acabam dando errado por coisas que acontecem no estúdio. O take 2 começa de forma perfeita, mas alguém deixa cair algo bem no meio da gravação, fazendo com que Elvis interrompa sua interpretação! O take 3 é bem melhor. Nesse podemos ouvir como mais nitidez a segunda voz de apoio do vocalista de Elvis, algo que não acontece com a versão oficial do álbum original. Elvis estava pesadão na época, mas isso em nada atrapalhava sua performance que considero acima da média. Esse take só se estraga no finalzinho quando Elvis resolve brincar novamente, colocando tudo a perder!

O take 2 de "Promised Land" presente nesse CD é excelente, inclusive com uma ótima introdução de bateria que ficou fora da versão oficial. O pique é um pouco menos intenso em relação à master, Elvis parece ainda estar se familiarizando com a letra de Chuck Berry, algo normal de acontecer. Ele inclusive chega a se perder um pouco pelo meio do caminho, mas nada muito fora do normal. James Burton, como sempre arrasa nesse registro. Excelente guitarrista. "Mr Songman" é de uma beleza incrível. Alguém toca órgão no começo da gravação - Elvis fica em silêncio, só ouvindo. Depois pergunta de forma divertida "Ei cara, onde você está indo?". Depois troca algumas piadas com as vocalistas. Esse registro é ótimo porque mostra parte dos bastidores das sessões, com Elvis sempre muito bem humorado. A vocalização surge praticamente perfeita. Essa canção tem uma melodia maravilhosa. Pura beleza em forma de notas musicais.

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Reconsider Baby - Parte 1

Nunca passou pela cabeça dos executivos da RCA Victor o lançamento de um disco apenas com músicas de blues gravadas por Elvis ao longo de sua carreira. Durante toda a sua discografia oficial que se encerrou em 1977 com sua morte, nada chegou ao mercado nesse sentido. Só em 1985 é que chegou no mercado essa coletânea blues de suas melhores faixas no gênero. Foi um resgate histórico tardio, mas muito bem-vindo. Afinal Elvis sempre foi um admirador da cultura negra dos Estados Unidos. O blues para ele era tão familiar e natural como havia sido o gospel, o country e, é claro, o rock.

Esse álbum adquiri ainda na era do vinil, em 1985 mesmo. Foi um disco que chegou a ser lançado no Brasil. A capa e a contracapa seguiram o padrão americano, o que foi muito bem-vindo para os fãs. A filial brasileira da RCA inclusive manteve o texto original que vinha na contracapa em inglês. Isso deu uma certa sensação aos fãs na época de que o disco era importado, embora fosse realmente uma edição nacional, bem caprichada. A capa já chamava a atenção por trazer uma foto rebuscada de Elvis, tirada de forma amadora, com seu terno de listas que ele chegou a usar em algumas apresentações. O clima anos 50 era de fato bem adequado para esse tipo de lançamento.

A seleção também era bem elaborada. Em meados dos anos 80 as coisas tinham melhorado na major americana da RCA Victor. Os discos eram bem mais selecionados, contando com especialistas na discografia de Elvis Presley. Nada parecido com a bagunça que se tornou os lançamentos do cantor após sua morte em 1977. Nada de coletâneas de músicas infantis e outras bobagens. A intenção agora era de fato resgatar o melhor em termos de qualidade musical por parte de Elvis e seu legado. Assim os fãs acabaram sendo presenteados com um disco que tinha além de uma direção de arte muito bonita, também uma seleção digna de um nome como Elvis Presley.

A música principal do disco também lhe dava o título. "Reconsider Baby" é até hoje considerada a melhor música de blues gravada por Elvis. Ela fez parte inicialmente do sublime disco "Elvis is Back!" que foi gravado assim que Elvis retornou aos Estados Unidos da Alemanha, onde tinha ido cumprir seu serviço militar. Depois de ficar dois anos longe dos estúdios e dos microfones, Elvis parecia com muita disposição para gravar. O repertório desse disco foi simplesmente genial, uma maravilhosa sessão de canções que para muitos formaram o melhor trabalho do cantor nos anos 60. Certos exageros à parte, não há muito equívoco nesse tipo de opinião. "Reconsider Baby" estava aí para provar esse tipo de ponto de vista. Era mesmo uma obra prima do blues, divinamente cantada por Elvis Presley. Um daqueles momentos únicos que definiram toda a carreira de um artista como ele.

Pablo Aluísio.

sábado, 3 de junho de 2017

Elvis Presley - Let's Be Friends - Parte 2

Esse álbum tem algumas músicas bem obscuras dentro da discografia de Elvis. São gravações que ou ficaram arquivadas por bastante tempo ou então não chamaram atenção nenhuma dos fãs quando foram lançadas originalmente. "Almost" é um exemplo disso. Ela foi composta por Ben Weisman e Buddy Kaye. O compositor Weisman foi um campeão em emplacar canções para as trilhas sonoras de Elvis durante os anos 60. Pena que a imensa maioria de suas composições eram bem descartáveis, sem importância artística. Essa fez parte da trilha sonora do filme "The Trouble With Girls" (Lindas Encrencas: As Garotas), mas foi considerada tão fraca que foi arquivada, ressurgindo aqui nesse disco, sem maior repercussão.

Essa música "I'll Be There" foi composta pelo cantor e compositor Bobby Darin. Ela foi lançada originalmente em 1960 com relativo sucesso comercial. Anos depois, em 1965, foi relançada pelo grupo inglês Gerry and the Pacemakers. Essa banda era rival dos Beatles ainda nos tempos do Cavern Club. Eles também faziam parte do círculo de conjuntos de rock que surgiram no eixo Liverpool - Manchester, ainda no final dos anos 1950. Foi justamente dentro desse movimento musical que surgiram os próprios Beatles. Lançada em single pelos ingleses não teve muito sucesso. A versão de Elvis veio em 1969. É uma boa gravação de uma música apenas mediana, não muito vocacionada para o sucesso.

"Stay Away, Joe" era a música título do filme "Joe é Muito Vivo". Essa é uma comédia nonsense, com roteiro maluco, que nunca chega a fazer muito sentido. De certa maneira é um dos filmes mais singulares da filmografia de Elvis onde ele interpreta um mestiço, um nativo americano, que anda de moto e se envolve em confusões. O final do filme tem uma cena digna das comédias pastelões de "Os Três Patetas" com uma casa inteira vindo abaixo! A música é divertida, segue o mesmo estilo de humor, recriando tambores e sonoridades que tentam copiar as velhas melodias indígenas, mas sem querer ser fiel. É de certa maneira mais um pop ao estilo Hollywood que obviamente não acrescentou praticamente nada dentro da discografia de Elvis Presley.

"Let's Forget About The Stars" foi gravada em outubro de 1968 para fazer parte da trilha sonora do western "Charro". Como não houve intenção nenhuma da RCA Victor em lançar essa música ela foi deixada de lado. É curioso porque apesar de ter sido uma das gravações mais negligenciadas da carreira de Elvis ela foi ganhando, ao longo do tempo, um status cult entre os fãs, com muitos elogiando sua bonita melodia. É uma música bem fora de rota do que Elvis produziu nos anos 60, criada por um compositor chamado A.L. Owens. No saldo geral tem seus méritos, é sim uma bela balada que merecia ter tido melhor sorte dentro da discografia do cantor.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Elvis Presley - The Wonder Of You: Elvis With The Royal Philarmonic Orchestra

Elvis Presley - The Wonder Of You: Elvis With The Royal Philarmonic Orchestra
Esse é o CD do momento em termos de Elvis Presley. Primeiro lugar entre os mais vendidos na Inglaterra, trazendo mais um recorde para a carreira de Elvis. Diante disso vamos tecer alguns comentários sobre esse título nesse primeiro texto que será seguido por outros em breve. A priori eu sou aquele tipo de fã que aprecia os arranjos originais dos discos oficiais de Elvis. Esse sistema de trazer um novo arranjo modernizado não me agrada muito. Mesmo assim vou deixar esse tipo de opinião de lado para analisar o CD de forma mais isenta.

01. A Big Hunk o' Love (Aaron Schroeder / Sid Wyche) - A primeira faixa é o rock "A Big Hunk O' Love". Essa canção foi gravada pouco antes de Elvis seguir rumo à Alemanha para o serviço militar. Essa sessão é até hoje uma das mais celebradas em termos de Rock ´n´ Roll de toda a carreira de Elvis Presley. Foi o auge de sua fase rocker. Seu arranjo original é perfeito pois o rock americano dos anos 50 combinava perfeitamente com esse tipo de sonoridade mais crua e direta. O rock em suas origens era visceral e simples, por isso muitas vezes era considerado selvagem demais pelos padrões musicais dos anos 50. Caberia mesmo um arranjo orquestral por parte de uma filarmônica nesse tipo de música? Pessoalmente acredito que não, porém como essa é a proposta do CD, vamos lá... Particularmente gostei da introdução, com uma belo arranjo de cordas, sendo seguido por um piano ao estilo Fats Domino. Também houve acertos ao colocar a filarmônica em segundo plano, nunca atropelando o vocal de Elvis. O destaque ao piano "anos 50" por toda a canção foi algo que eles não poderiam ignorar. A única coisa que não gostei muito foi a introdução de um coro vocal feminino ao fundo. Não combinou muito bem, devo confessar. No mais a palavra que mais destacaria aqui é diversão. Ficou divertido. A original porém segue sendo insuperável.

02. I've Got a Thing About You Baby (Tony Joe White) - A base de baixo que abre essa nova "I've Got A Thing About You Baby" me lembrou imediatamente de "Baby I Don´t Care" da trilha sonora de "Jailhouse Rock". Claro que foi proposital. Esse novo arranjo porém não me agradou muito e em minha opinião foi o mais fraco de todo o CD. Há uma levada para cima, um clima de comercial de margarina que pouco tem a ver com a proposta da gravação original. Ok, quiseram deixar o clima em alto astral, alegre acima de tudo, porém não combinou. O som Stax foi removido para debaixo do tapete. O uso da percussão mais em destaque também me soou bem desconfortável. Prestem atenção no que vou escrever: esse tipo de arranjo estará completamente ultrapassado dentro de poucos anos enquanto o original gravado por Elvis nos anos 70 seguirá imbatível a atemporal. Efeitos sonoros plásticos demais não resistem ao teste do tempo.

03. Suspicious Minds (Mark James) - Dando continuidade na análise das faixas do novo CD "The Wonder Of You" vamos falar um pouco agora dessa nova versão de "Suspicious Minds". Bom, quando esse título foi anunciado os produtores do projeto disseram que a gravadora iria priorizar as canções menos conhecidas de Elvis, os chamados "Lados B". Ótima iniciativa já que Elvis tem músicas maravilhosas que são completamente desconhecidas do ouvinte ocasional de sua obra. Pois bem, apesar disso os velhos medalhões da discografia de Elvis não poderiam ficar de fora. São os impulsionadoras de vendas e não podem ser ignorados. É o caso do sucesso imortal "Suspicious Minds". Aqui criaram uma introdução intimista, mas preservaram o dedilhado original (pois seria impossível removê-lo). Assim nessa nova versão convivem o novo e o velho arranjo. Em determinados momentos fiquei com a impressão ruim que há duas vitrolas tocando ao mesmo tempo, uma com o single "Suspicious Minds" e outra executando algum disco de música clássica. Ficou estranho! Isso definitivamente não é bom, provando que o novo arranjo orquestral não combinou muito bem com a boa e velha gravação. Na verdade fizeram apenas uma intervenção sonora sem muito resultado prático. Não me convenceu em nenhum momento.

04. Don't (Leiber / Stoller) - Uma das melhores coisas desse CD é esse belíssimo arranjo que foi criado para "Don´t", outra balada gravada na sessão de despedida de Elvis antes de ir para a Alemanha servir o exército americano. Devo dizer que ficou muito bom, mas com alguns probleminhas. O novo coro feminino ficou muito incisivo em minha opinião. A original era mais sutil e delicada. Curiosamente o trabalho dos Jordanaires foi preservado. A razão é fácil de entender. Nos anos 50 uma das principais características das gravações de Elvis era a presença desse ótimo quarteto vocal. Retirá-los era, além de tecnicamente muito complicado, pois suas vozes foram gravadas no mesmo canal da voz principal (a de Elvis) como também tiraria seu sabor nostálgico, o que em canções como essa é praticamente tudo.

05. I Just Can't Help Believin' (Mann / Well) - Escrevi recentemente sobre "I Just Can't Help Believin'" em outro artigo. Acho uma música romântica maravilhosa, standart, que jamais teve o reconhecimento merecido. Entre tantas versões existentes os produtores acertaram em usar a master ao vivo que foi lançada no disco original da trilha "That´s The Way It Is". Isso trouxe alguns problemas, pois canções ao vivo nem sempre são tecnicamente perfeitas, principalmente no fator tempo, mas os ingleses fizeram um belo trabalho, consertando sutilmente seus pequenos erros. E assim como aconteceu com "Suspicious Minds" resolveram preservar parte do arranjo original - principalmente no arranjo de metais de Las Vegas. O vocal feminino foi modificado, o que não me deixou plenamente satisfeito, pois as cantores de palco de Elvis eram extremamente talentosas. Em termos gerais gostei desse novo arranjo, pois preservou o que era possível da bela gravação de 1970. De qualquer forma, apesar dessas nuances, esse momento é certamente um ponto positivo nesse novo CD.

06. Just Pretend (Guy Fletcher / Douglas Flett) - A nova versão de "Just Pretend" seguiu basicamente as linhas básicas da gravação original. A diferença principal é que um fundo incidental, muito discreto e elegante, foi adicionado. Um violão muito sensível, em dedilhado quase inaudível, também foi um belo acréscimo. De maneira em geral considerei essa uma das melhores versões desse novo CD, basicamente por ter sido bem respeitosa em relação ao que ouvimos no álbum "That´s The Way It Is". Isso prova que Felton Jarvis fez realmente um grande trabalho em 1970, sem necessidade de muitas mudanças agora.

07. Love Letters (Edward Heyman / Victor Young) - "Love Letters" que vem logo a seguir, por outro lado, já sofreu maiores modificações. Curiosamente já li muitos textos afirmando que os arranjos desse álbum de Elvis ficaram terrivelmente datados com os anos - será mesmo? Os produtores desse CD certamente trocaram a orquestra original pela Filarmônica britânica - saem os antigos instrumentos e entram os novos. Porém se formos pensar bem a linha base de melodia segue sendo a mesma, apenas com um arranjo mais bem elaborado, mais sutil e elegante. Curiosamente os produtores também resolveram adicionar um novo grupo feminino em destaque, eliminando a participação original das vocalistas de Elvis. Ficou bom, tenho que admitir.

08. Amazing Grace (John Newton) - O tradicional gospel "Amazing Grace" sempre foi um dos preferidos de Elvis. Ele tinha grande reverência por essa música. Aqui eu notei que foi escrito um belo arranjo de introdução, mas penso que a transição para a versão original de Elvis se fez de forma muito abrupta, quase um susto! Os produtores deveriam seguir por uma transição menos impactante, afinal essa é uma canção reflexiva, de teor religioso, quase uma oração! De qualquer maneira a decisão de manter o grupo vocal que gravou ao lado de Elvis foi acertada - ao que parece se tornou impossível separar os vocais de Elvis dos de seus grupos de apoio. Melhor para o ouvinte, que assim toma maior contato, mesmo que indiretamente, com a gravação do álbum "He Touched Me". Certas gravações são mesmo para sempre!

09. Starting Today (Don Robertson) - "Something for Everybody" de 1961 é um dos mais belos trabalhos da discografia de Elvis Presley. Sempre achei um disco que foi muito subestimado, nunca ganhando o devido reconhecimento. Por essa época Elvis havia adotado um estilo vocal muito suave e terno que deu uma beleza incomum a todas as canções desse disco. Aqui os produtores resolveram resgatar a bela balada "Starting Today". Eu sempre vou preferir a versão original, em todos os aspectos, porém não deixarei de elogiar essa nova versão. Conseguiram o ideal: manter a beleza original acrescentando um arranjo que serve basicamente para realçar a beleza da melodia. Um ponto positivo desse CD, sem dúvida.

10. Kentucky Rain (Eddie Rabbitt) - "Kentucky Rain" nunca foi das minhas canções preferidas de Elvis. Seu arranjo original nunca foi muito bem realizado. Aqui nessa nova orquestração a música certamente ganhou mais consistência. O curioso é que esse feeling instrumental me soou tão anos 80! Não sei se todos perceberam isso, mas esses novos instrumentos poderiam muito bem estar em qualquer álbum de uma daquelas bandas de um sucesso só, que se tornaram tão comuns naquela década. Melhorou, certamente melhorou, mas com esse estilo 80´s, tudo me pareceu também um pouco datado. Arranjaram espaço até para uma bateria eletrônica... quem diria.

11. Memories (Davis / Strange) - "Memories" vem logo a seguir. Essa canção foi gravada especialmente por Elvis para seu especial de TV no canal NBC, conhecido como "Comeback Special". Em minha visão essa música já ganhou sua orquestração definitiva, que foi justamente a da gravação original. Não precisava fazer mais nada. Os produtores desse novo CD provavelmente pensaram dessa mesma forma pois apesar de toda a instrumentação ter sido substituída, tudo no final das contas ficou igual. Assim a palavra chave aqui é desnecessária. Não há necessidade nenhuma de tirar os músicos originais para colocar novos músicos executando praticamente o mesmo arranjo de 1968. Completamente desnecessário.

12. Let It Be Me (Curtis / Pierre) - Como sabemos a versão original de "Let It Be Me" do álbum "On Stage" foi gravada ao vivo. Penso que tentar colocar novos arranjos em versões ao vivo é um erro e tanto, pois não se trata apenas da performance do vocalista, mas também da sua banda, todos absorvendo as energias do público. Até mesmo os pequenos erros contam a favor em se tratando de gravações ao vivo. É tudo um grande complexo de fatores. Assim os produtores aqui erraram feio. Isolaram a voz de Elvis da reação do público, de seu grupo de apoio e com isso tiraram a alma dessa faixa. Era preciso fazer algo assim? Não, não era. Além disso se equivocaram com alguns instrumentos, como por exemplo, essa maldita bateria eletrônica dos anos 80 (que aqui volta a assombrar). O que Elvis e sua música tem a ver com os plastificados anos 80? Nada, absolutamente nada. Prefira a versão original do disco ao vivo gravado em Las Vegas e nada mais.

13. Always on My Mind (Mark James / Wayne Carson / Johnny Christopher) - Já "Always on My Mind" até que ficou bonita. Gostei da introdução mais bem trabalhada, parecendo até uma pequena canção de ninar. Apesar dos bons arranjos dessa nova instrumentação o problema se repete. Os produtores ficaram com receio de modificar muito a versão original que é, queiram ou não, um standart da música popular americana. Optando novamente pelo "novo, mas igual", seguiram basicamente as diretrizes da gravação original de Elvis, até mesmo nas linhas de acompanhamento e nos instrumentos de destaque. As únicas modificações aliás foram mesmo na introdução (bonita, repito) e nas linhas finais, que a despeito dos violinos bem executados, continuam na mesma levada do single de 1972. Dois pequenos detalhes que não justificam a existência dessa nova versão.

14. The Wonder of You (Baker Knight) - Pois bem, finalizando a análise das canções desse novo CD de Elvis Presley vou tecer os últimos comentários sobre essas novas versões. O CD oficial, na versão comercial simples, termina com duas faixas. A penúltima é "The Wonder of You", A versão original, gravada ao vivo, foi lançada no disco "On Stage - February 1970". Como eu já escrevi antes essa situação de remodelar versões gravadas no palco sempre me soou bem equivocada. Quando se isola o vocal do cantor, retirando da faixa os demais membros da banda e a reação do público, muita coisa se perde. É um processo de perda, impossível negar. De todas essas novas versões remodeladas essa nova de "The Wonder of You" foi uma das que mais me desagradaram. O som saiu excessivamente metálico da nova sala de edição. A música que tinha um arranjo opulento, forte, grandioso, perdeu grande parte de sua força. Embora, como em todas as demais versões, essa seja também seja creditada com a participação da Royal Philharmonic Orchestra, o fato inegável é que poucos instrumentos foram acrescentados. Tudo me pareceu bem errado, da primeira à última nota. Definitivamente não gostei.

15. Just Pretend (Guy Fletcher / Douglas Flett) - O CD, em sua edição standart, se encerra com mais uma versão moderna de "Just Pretend". Dessa vez temos um dueto com a cantora Helene Fischer. Ela canta bem, em um estilo country Nashville que muito provavelmente Elvis apreciaria. Desde "Duets" com Frank Sinatra, essa fórmula tem dado muito certo. Geralmente são essas faixas de duetos que conseguem espaço nas rádios, trazendo de novo esses grandes cantores de volta às paradas. De maneira em geral, apesar de achar duas versões de Just Pretend em um mesmo CD, algo meio excessivo, até que me agradei. Não é algo para bater palmas ou ficar admirado, mas não aborrece. No mínimo é curioso e agradável.

Bonus Songs - Além da edição standart o CD também ganhou outra edição de luxo intitulada "Deluxe version". Essa saiu apenas nos Estados Unidos e Europa e traz mais duas outras faixas como bonus songs: "You Don't Have to Say You Love Me" e "You Gave Me a Mountain". A primeira foi lançada originalmente no excelente disco "That´s The Way It Is", fechando o lado A do antigo vinil. Já a segunda é a nossa velha e boa versão retirada do disco "Aloha From Hawaii". Para o fã veterano não há grandes novidades. Já para os que estão chegando agora, na condição de marinheiros de primeira viagem, nunca é demais a inclusão de grandes músicas como essas, pois certamente vão despertar a atenção deles, que assim irão em busca do material original, girando a roda de renovação de fãs na nova geração.

Pablo Aluísio.

sábado, 27 de maio de 2017

Os Problemas de Saúde de Lisa Marie Presley

A vida conturbada de Lisa Marie Presley voltou a ser bem explorada em diversos tabloides e revistas de fofocas na última semana. O foco dessas matérias foi principalmente em cima dos problemas de saúde que Lisa Marie vem enfrentando nos últimos meses. A publicação australiana New Idea divulgou que Lisa Marie estaria praticamente à beira da morte, com menos de um ano de vida pela frente.

Em artigo escrito a revista virtual afirmou que Lisa Marie estaria pesando atualmente apenas 45 kgs, após uma perda de peso brutal, estando com o seu organismo completamente comprometido. Segundo o texto Lisa Marie estaria enfrentando sérios problemas de saúde com uma diabetes recentemente diagnosticada pelos médicos. Outras fontes também afirmaram que a filha de Elvis Presley não teria conseguido se livrar do seu problema com drogas, em especial cocaína. Há poucos meses Lisa Marie havia se submetido a uma rehab (um programa de reabilitação) que deveria ter durado seis meses, mas ela decidiu abandonar a clínica onde estava internada antes desse prazo.

Uma fonte da New Idea afirmou: "A vida de Lisa Marie está uma bagunça. Ela ainda é uma viciada em drogas. Ela se tornou um fantasma e seu peso caiu muito, até chegar aos 45 Kgs atuais. Ela pode ter chegado a um ponto sem retorno. Seus órgãos estão em processo de falência e seu fígado já era. As pessoas ao seu redor tentaram ajudá-la, mas ela não quer se ajudar. Não adianta. Ela vai acabar como seu pai". Segundo essas mesmas fontes o marido de Lisa e sua mãe, Priscilla Presley, planejaram uma intervenção forçada em sua vida, mas quando ela descobriu entrou em pânico, tentando se suicidar ao tomar um cocktail de remédios. Ela foi levada ao hospital às pressas e conseguiu sobreviver, mas seu fígado praticamente acabou após mais esse abuso contra seu organismo.

Segundo ainda outra publicação, da Globe, Lisa estaria tendo problemas com dores fortes nas costas e na garganta, o que a fez se tornar dependente de drogas prescritas. Ela assim estaria fora de controle. Parou de falar com a mãe após uma séria briga entre elas e perdeu a guarda de suas duas filhas menores, que agora estão morando com Priscilla. Lisa teria ficado chocada ao saber que sua mãe estaria ao lado de seu ex-marido na batalha judicial que ela está travando contra ele nos tribunais. Outra notícia sensacionalista publicada (e que não parece ter nenhum fundo de verdade) afirma que Lisa teria descoberto que sua mãe Priscilla estaria tendo um caso com seu ex-marido. Enfim, más notícias parecem não faltar na vida da filha de Elvis Presley.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Elvis Presley - Elvis Country - Parte 7

A música "The Fool" (literalmente em português "O Tolo") nunca se destacou dentro da discografia de Elvis. Era aquele tipo de faixa que servia para completar cronologicamente um disco. Essa gravação tem uma linha melódica singular, cantada com uma certa quebra de ritmo, sempre presente ao longo de sua execução. Só acelera um pouco depois quando Elvis tenta trazer alguma energia. Particularmente aprecio o arranjo bem country and western. Aqui a banda TCB poderia muito bem ser substituída por qualquer grupo regional das montanhas do Kentucky. Aliás seria mais do que adequada. No geral é isso, um country um pouco preguiçoso que poucos pararam para prestar maior atenção. Importante dizer também que você não deve confundir essa "The Fool" com "Fool" que é outra música, essa do álbum "Elvis" de 1973.

De qualquer forma o álbum finalmente chegou ao mercado americano em janeiro de 1971, para aproveitar o período de férias. Na época muitos criticaram o Coronel Parker e a RCA Victor por eles terem escolhido a época errada para lançar o disco que deveria ter sido lançado no natal, em dezembro de 1970, uma vez que era justamente nas festas de fim de ano que os discos de Elvis vendiam bem, muito acima da média. Esse cochilo porém acabou não atrapalhando muito as vendas do disco. Ele conseguiu chegar entre os 12 álbuns mais vendidos da seletiva lista Billboard Hot 100. Uma ótima posição para Elvis naquela época, ainda mais se tratando de um disco de música country. E na lista especializada de country music o disco se saiu ainda melhor, atingindo a sexta posição. Nada mal.

Outra boa notícia em termos comerciais para a RCA Victor foi a boa receptividade do single "I Really Don't Want to Know / There Goes My Everything" nas paradas, chegando inclusive a ser premiado com um disco de ouro. Desde o lançamento do primeiro single de Elvis nos anos 70 (com as canções "Kentuck Rain / My Little Friend") o cantor vinha em uma bem sucedida sucessão de boas vendas de seus compactos, sempre premiados com discos de ouro ou platina. Uma onda muito boa que Elvis vinha surfando desde seus primeiros shows em Las Vegas. E esse novo single não seria exceção. A má notícia para os fãs brasileiros era saber que "Elvis Country" não seria lançado em nosso país. Só nos anos 90 a filial nacional completou essa lacuna imperdoável na discografia brasileira, finalmente lançando o vinil em nosso país. Antes tarde do que nunca.

Elvis Presley - Elvis Country I'm 10.000 Years Old (RCA Victor, Estados Unidos, 1971): Elvis Presley (voz, violão e piano) / James Burton (guitarra) / Chip Young (guitarra) / Charlie Hodge (violão) / Norbert Putnam (baixo) / Jerry Carrigan (percussão e bateria) / Kenneth Buttrey (bateria) / David Briggs (piano) / Joe Moscheo (piano) / Glen Spreen (orgão) / Charlie McCoy (orgão, harmônica e percussão) / Farrel Morris (percussão) / Weldon Myrick (steel guitar) / Bobby Thompson (Banjo) / Buddy Spicher (violino, rabeca) / The Jordanaires (vocais) / The Imperials (vocais) / June Page, Millie Kirkham, Temple Riser e Ginger Holladay (vocais) / Al Pachucki (engenheiro de som) / Arranjado e produzido por Felton Jarvis e Elvis Presley / Data de Gravação: 4 a 8 de junho e 22 de setembro de 1970 nos Estúdios B da RCA em Nashville / Data de Lançamento: janeiro de 1971 / Melhor posição nas charts: #12 (EUA) e #6 (UK).

Pablo Aluísio.