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Elvis Presley - My Life With Elvis - Becky Yanceu

Amante e secretaria do rei do rock, Becky Yanceu conta tudo no livro “Minha vida com Elvis”. Longe dos palcos, fora do campo de luz dos spots, revelava-se, talvez, a verdadeira face de Elvis Presley, normalmente oculta pelos compromissos da fama. Poucas pessoas privaram do convívio do rei do rock. Entre estas, uma muito especial; Becky Yancey, que passou a sua experiência para um livro que se alterna entre dramático e excitante, alegre e triste, mas, sobretudo, realista. Aqui começa a historia de Becky Yancey e do seu patrão: Elvis Presley. A seguir ela se recorda de seu encontro com o cantor.

"Quase todas as pessoas vivem seus momentos de embaraço. Infelizmente, o meu tinha que acontecer exatamente com Elvis Presley, meu super-herói, desde os 14 anos. Estávamos no verão de 1956, em Memphis.Elvis costumava alugar o parque de diversões da cidade pelo menos uma vez por semana. Nessas ocasiões, apareciam sempre muitas garotas, todas bem arrumadas, na esperança de que Elvis as notasse. Uma delas chegou até a desmaiar, e todos ficaram preocupados, menos o cantor e seu grupo. Um ou dois rapazes da turma ficavam no portão, e eram eles quem decidiam as pessoas que deveriam entrar e as que seriam barradas.

O primeiro encontro no parque de diversões - Nos primeiros anos não era muito difícil penetrar no círculo de jovens que gravitava em torno do Elvis. Eu consegui ser aceita, durante algum tempo, no grupo e fui ao parque com uma amiga. Elvis ainda não tinha aparecido quando nós chegamos; em geral, ele vinha mais tarde. Quando Elvis arrendava o parque só funcionavam os brinquedos mais violentos, mais emocionantes. Ele só gostava daquele tipo de corrida de deixar o coração na boca. Qualquer pessoa que participasse de uma volta na montanha-russa junto com ele, já sabia que o passeio seria longo. O dia já estava amanhecendo, minha amiga e eu comíamos as últimas pipocas, enquanto apreciávamos Elvis se divertindo. Tínhamos acabado de decidir que já era hora de ir para casa quando Joe Esposito se aproximou de nós. Joe funcionava, de acordo com, as circunstâncias, como contador, empresário, guarda-costas e moço de recados para Elvis.

“Becky, você está se preparando para ir embora, mas por favor não vá”, disse Joe. “Elvis mandou perguntar se você não quer dar uma volta com ele” Fiquei parada, olhando para Joe. Depois me virei e vi Elvis sentado no primeiro carrinho da montanha-russa, esperando. Eu já estava exausta e louca para ir embora, mas um convite de Elvis era uma ordem para mim. Na primeira volta me senti no céu. Já lá pela terceira comecei a sentir um gosto estranho na boca e uma sensação esquisita no estômago. Comecei a passar realmente mal. O carro deu uma rápida parada antes de mergulhar. Elvis me abraçou. Eu abri a boca para gritar — e vomitei em cima dele. Passaram-se cinco anos entre esse encontro desastroso e a primeira vez em que fui convidada para ir à mansão. Isso só aconteceu quando conheci AIan Fortas, um dos rapazes do grupo de Elvis durante muito tempo, e George Klein, colega de escola de Elvis. Ambos frequentavam Graceland, regularmente. Elvis acabava de chegar do Exército quando meu irmão, um amigo dele, eu e uma amiga minha, estávamos passando de carro pela porta da mansão e vimos a multidão. Paramos e fomos até lá. Os rapazes nos colocaram nos ombros para que pudéssemos ver melhor. AIan Fortas me reconheceu e veio falar comigo. Elvis, que estava em pé no portão dando autógrafos, veio para perto de nós e brincou comigo porque eu estava de short, perguntando se eu não estava sentindo frio. Eu não estava.

Nas festas em Graceland, todos falavam e riam até que Elvis descia as escadas. Quando ele aparecia, todos se calavam - Alguns dias mais tarde um dos rapazes me telefonou para dizer que Elvis estava me convidando para sair com ele. Adorei a ideia, mas mamãe não, e não fui. Uma semana depois, quando estava indo para o cinema com uma amiga, decidi mudar o programa e tentar entrar em Graceland (a mansão de Elvis). Pedimos a Travis Smith, guarda do portão e tio de Elvis, para telefonar e avisar a Alan que estávamos lá. Poucos minutos mais tarde estávamos entrando.

Ainda não sabia, naquela época, mas depois disso eu seria frequentemente convidada para a mansão e o meu relacionamento com Elvis seria na base do primeiro nome. O sistema era open-house. As pessoas, a maioria desconhecida do dono da casa, passeavam a vontade pelos 16 quartos, do andar de baixo e do subsolo. Todos abriam a geladeira para beber e comer. Só o acesso ao segundo andar era proibido. Nas festas em Graceland, todos falavam e riam até que Elvis descia as escadas. Quando ele aparecia, todos se calavam. Não se ouvia um som até Elvis dizer a primeira palavra. Então as pessoas começavam a falar baixinho, a menos que estivessem perto dele. Porque quem ficava perto de Elvis só ouvia. Enquanto Elvis estava na sala ninguém ria, só se ele risse. Aí, então, todos riam.

Sessões de cinema exclusivas para Elvis - A tensão na sala com a sua chegada era visível, o que deixava Elvis pouco à vontade. Algumas vezes ele ficava só alguns minutos e depois saía. Assim que deixava a sala, todos voltavam a conversar normalmente. Se voltasse, era o silêncio de novo. Elvis raramente dançava nessas festas. Mas quando resolvia dançar, todos paravam para olhar. E as garotas ficavam com ciúmes daquela que ele escolhia. Uma noite, fui ao cinema com duas amigas, na esperança de me encontrar com Elvis na rua. Assim que chegamos à porta, ele e um grupo de rapazes conhecidos nossos saltaram de um dos seus Cadillacs, e vieram falar conosco. Elvis disse alguma coisa e um dos rapazes falou, “Becky, vocês querem ir ao cinema?” Nós queríamos. Passei na frente das minhas amigas e consegui sentar ao lado de Elvis. Eles estavam indo para o cinema Avon.


Todas as vezes em que Elvis queria assistir a um filme, alugava um cinema. As sessões podiam ser até de 6 fitas, todas em geral, pré-estreias. O show começava à meia-noite e durava até o amanhecer. No início dos anos 60 chegavam a 200, os convidados para as sessões especiais. Pessoas estranhas, inclusive, também podiam entrar. Só com o passar do tempo é que ele decidiu selecionar a plateia. Qualquer um que participasse dessas festas cinematográficas oferecidas por Elvis tinha que ficar satisfeito em assistir ao que ele estava com vontade de ver. Não gostava de filmes preto e branco e quando achava a história ruim, mandava interromper a projeção. Um de seus favoritos era Um Tiro no Escuro, com Peter Sellers e Elke Sommer. Na noite em que fomos ao Avon, Elvis estava com disposição para ver filmes e já saímos com o dia claro. Elvis sempre entrava no cinema com suas namoradas e amigos por uma pequena porta lateral, próxima da tela. Assim que sentava, amigos, parentes e empregados corriam para ficar logo atrás dele. Mas ninguém sentava na sua frente.

Se Elvis se levantasse para ir ao banheiro, oito ou dez pessoas se levantavam e iam atrás dele. Elvis nunca fazia nada sozinho... No início de 1962 levei meu primo e meu irmão a uma festa em Graceland. Diversas garotas estavam conversando sobre pedir a Elvis um emprego de secretária. Duas delas já tinham tentado e tinham sido recusadas. Meu irmão e meu primo tinham ido para outra sala, quando Elvis chegou e sentou-se ao meu lado para conversar. Disse a ele que estava me sentindo mal porque estava de salto alto e vestido comprido, enquanto as outras garotas usavam calças compridas. “Acho que vou até minha casa mudar de roupa,” disse. “Não se preocupe com isso Becky. Você está ótima,” disse ele. “Mas eu compreendo o que você está sentindo, também já estive em festas em que eu estava vestido inteiramente diferente das outras pessoas.” Olhei para o meu vestido, depois para Elvis. Estava mais tranquila. - A tentativa de entrar no mundo do ídolo - “Elvis”, consegui falar, “você não está precisando de uma empregada?” Elvis estranhou a súbita mudança de assunto.

No Sul dos EUA praticamente não existiam empregadas brancas. A minha pergunta era metade brincadeira, metade séria. Mas eu sabia que outras garotas tinham se oferecido como secretária, e ele recusara. Pelo menos essa era uma forma diferente de entrar no assunto. “Bem”, respondeu Elvis finalmente, “não estou precisando de empregada, mas talvez precise de uma secretária”. Ele então me convidou para visitar a casa enquanto falávamos sobre o emprego. Enquanto eu o seguia, Elvis falava. Eu ouvia. E olhava. Havia retratos de seus pais no quarto lá em cima. Nenhum de garotas. Eu estava fascinada e ao mesmo tempo nervosa com aquela visita, mas queria saber mais a respeito do trabalho como secretária. Conduzi a conversa para esse assunto. Elvis me disse que pagava a suas secretárias 65 dólares por semana (mais do que eu ganhava em meu trabalho naquela época) e dava bônus de Natal no valor de 250 dólares. Elvis me disse, então, que queria as pessoas que trabalhavam para ele sempre felizes. Em troca, ele esperava que cumprissem bem suas tarefas e não falassem demais, sobre ele ou sua vida em Graceland a ninguém de fora. E assim fui contratada. Trabalhei ao seu lado por um longo tempo e agora conto minha história no livro. Espero que os fãs venham a gostar do que tenho a relembrar".

7 comentários:

  1. Pablo:

    Eu gosto do Elvis a mais de 40 anos, e eu sei que astros são astros e estão alem do bem e do mal, mas essa descrição feita pela Becky destas frescuras do Elvis,(ninguém pode falar depois que eu chegar, somente quando eu falar, ninguém pode falar comigo até eu falar, se eu falar todos riem, etc.) é incompatível com uma pessoa aparentemente humilde como ele e, principalmente, um jovem, pois a coisa se passa nos idos de 1956. Se fosse 1976 já seria chato, mas compreensível, afinal gordura, doença, crise cansaço. Esse jovem Elvis descrito pela Becky é um babaca.



    29 de agosto de 2012 12:54

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  2. Na realidade eu entendi de outra forma Serge. Na verdade não era Elvis que impunha esse comportamento aos demais - eram as próprias pessoas que agiam assim em sua presença. Veja que em parte de seu depoimento ela fala que Elvis ficava pouco à vontade quando as pessoas agiam dessa forma e ele próprio se retirava do recinto após algum tempo. Muitos ficavam intimidados quando estavam ao seu lado o que é natural já que ele era um mito já naquela idade.

    Pablo Aluísio.

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  3. Pablo:

    Se você entendeu desta forma, você é um fã do Elvis, no sentido etimológico da palavra fâ.

    Parabens!

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  4. Ah, Pablo:

    Se tiver sempre que colocar essas letrinhas chatas para acada comentário eu vou continuar lendo o que você escreve porque eu te acho o cara, mas não comento mais.

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  5. Aquelas que sãp exigidas para liberar e-mails. Acho que no caso do e-mail são amti-spans. No seu é para evitar que robos fiquem enviando comntários automáticos. Até há a pergunta citando isso antes de liberar o envio. Você não está sabendo? Isso é opcional para o dono do blog. Em blog geralmente é usado para evitar que trolls enviem ofensas de forma automática.

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  6. Entendi Serge. Irei verificar isso posteriormente.

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