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Entre a Loura e a Ruiva

Título no Brasil: Entre a Loura e a Ruiva
Título Original: Frankie and Johnny
Ano de Produção: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Frederick De Cordova
Roteiro: Alex Gottlieb, Nat Perrin
Elenco: Elvis Presley, Donna Douglas, Harry Morgan

Sinopse:
Elvis Presley interpreta Johnny, um jogador que vai levando a vida entre partidas emocionantes de cartas e amores clandestinos. Quando conhece Frankie (Donna Douglas), uma loira bonita e charmosa, ele pensa que finalmente poderá entrar em um relacionamento sério com uma mulher, algo que acaba não acontecendo pois também surge em sua vida a dançarina Nellie (Nancy Kovack), que também mexe com seu coração. E agora, como solucionar esse complicado triângulo amoroso? Roteiro baseado na famosa canção “Frankie and Johnny” do século XIX.

Comentários:
A primeira coisa que me chamou bem a atenção quando assisti a esse filme de Elvis pela primeira vez foi a pobreza da produção. Veja que em filmes que ele realizou em estúdios como a Paramount isso jamais aconteceria, pois os executivos dessas empresas cinematográficas tinham um nome a zelar e não deixariam que o nome da Paramount fosse envolvida em produções classe Z. Infelizmente a MGM, sempre com ameaças de fechar suas portas, não mais se importava com isso. Então a coisa toda foi realizada mesmo assim, a toque de caixa, sem capricho e sem recurso. Supostamente teria que ser um filme de época, com cenários e figurinos de encher os olhos, mas como a grana estava curta tudo foi realizado com material de segunda mão. Os figurinos vieram de produções de faroeste classe B e os cenários foram reaproveitados de outras produções. Quando Elvis surge na janela de um barco nós logo percebemos que aquilo pode ser tudo, menos uma embarcação de verdade. O que realmente vemos em cena é uma divisória de madeira bem mal feita se fazendo passar por um barco-cassino do século XIX. É demais, vamos convir. O roteiro é básico, sem novidades, um mero pretexto para que Elvis vá cantando preguiçosamente as (boas) músicas da trilha sonora a cada 10 ou 15 minutos. O filme aliás foi muito criticado justamente pelo fato de se estar lidando com um enredo até conhecido, que já entrou inclusive no folclore americano. Pena que os produtores não estavam nem aí para isso. Assim chegamos na conclusão de que se a trilha sonora pode até ser considerada boa, do filme pouco se salva, pois é muito ruim de fato. Mais um passo em falso na melancólica trajetória de Elvis por Hollywood na década de 1960.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

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