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The Nashville Marathon - Parte 3

6. How The Web Was Woven (take 1): Muita gente pega no pé de How The Web Was Woven afirmando que ela é a música mais fraca do disco TTWII. Bom, justiça seja feita, o disco não possui momentos genuinamente fracos. O que ocorre é que como o nível das músicas é muito bom, a primeira que sai do nível de excelente acaba se tornado a mais fraca. É o caso dessa. Sua melodia é muito bonita, porém sua letra não é lá essas coisas, se comparada com outras baladas do período. Notamos um pouco de conversa de estúdio nesse primeiro take e Elvis dizendo para a banda que prefere que a introdução da música seja feita só com o violão. Elvis ainda não pegou o jeito com a música e a ótima vocalização do fim teria que esperar até o terceiro take, o master. How the Web nunca despertou maiores interesses em Elvis a não ser por uma versão improvisada no piano em ensaio dois meses depois, que acabou entrando para o filme TTWII.

7. The Next step Is Love (take 10): Lançada como lado B de I´ve Lost you, essa balada pop de boa letra (falando de um início de relacionamento, e não do fim, como a maioria das canções da década de 70) e melodia ganhou apenas uma versão ao vivo, na noite de estréia em Vegas no dia 10 agosto. Comparada com a versão de estúdio a ao vivo, sem alguns metais e bem mais rápida é a melhor. Esse take, um antes do master, é muito bom, possuindo de diferente apenas algumas frases pronunciadas de forma diferente. Claro, sem os exagerados metais de Felton, a música adquire uma nova e singela beleza. Nunca foi feita para ser um hit, porém é um ótimo programa para uma relaxada ouvida de fim de noite.

8. I´ll Never Know (take 1): A dupla Wayne / Weisman foi responsável por grandes músicas na década de 60, porém alguns deslizes como A dog´s Life também foram cometidos. Aqui eles apresentam uma balada simples, porém bonita, bem ao seu estilo. Destoa bastante do resto do material da época, talvez pelo estilo dos escritores que de uma certa forma ficou um pouco estagnado e fora das pretensões vocais e artísticas de Elvis nos anos 70. Última música da dupla gravada por Elvis e a última que apresenta ainda uma certa inocência abandonada desde as sessões na American de 69, que deu lugar a um material mais denso e adulto. Porém, mesmo sendo simples, Elvis dá um show fazendo dessa balada, um prazer sem culpas. Esse primeiro take de tão bom poderia ser o master. Mas Elvis ainda insistiu mais 6 vezes. Coisa de perfeccionista.

9. Life (take 10): S. Milete escreveu três músicas para Elvis em 1970, e como suas qualidades eram duvidosas, indo do ruim ao OK, sua colaboração com The Pelvis parou por aí. Life é a melhor das três e é uma música única na discografia elvística pelos seguintes motivos: Life tem um ritmo particularmente estranho. Não é balada, não é rock, nem muito menos pop. Posso classificá-la como uma pop-balada psicodélica. Sua melodia é pouco assimilável, mas sem nunca se tornar desagradável ou ruim. O ritmo é irregular, mas ao mesmo tempo não perde o seu crescendo culminando em um ótimo final. E a letra de Life é particularmente intrigante, pois começa falando da origem da vida e do homem(!) só para no final se revelar uma canção cujo tema é algo no estilo “só o amor pode nos salvar(!!!)”. Aqui sim os arranjos de Felton são mais do que bem-vindos. Na verdade senti bastante falta deles, principalmente no fim da música. Nesse take Elvis está quase lá, apesar de não ser 100%. Mas pensem, depois do que eu enunciei e escutando Life, você a lançaria como um single para promover um álbum?? No máximo e ainda com várias dúvidas tormentosas pairando sobre minha cabeça, a minha resposta é, talvez só no lado B se o lado A fosse muito forte. Pois, a galera esperta da RCA não pensou assim, lançando esse experimento musical, bem interessante, diga-se de passagem, porém longe de ser comercial, no lado A de um single, mesmo tendo músicas como Cindy Cindy, implorando por uma chance. Resultado, a terceira pior posição de Elvis na década, estagnada em 53º lugar.

10. Love Letters (take 1): A versão original de Love Letters foi gravada originalmente em 1945 e foi composta para um filme homônimo estrelado por Joseph Cotton e Jennifer Jones. A primeira versão de Elvis data de 1966 e alcançou o 19º lugar nos EUA, em uma época em que qualquer música não vinda de trilhas sonoras era bem vinda. A versão de 1966 é excelente, com Elvis quase murmurando as palavras de uma forma bem suave. Em 1970 meio que por brincadeira Elvis começou a cantar essa música e resolveu regrava-la. Esse primeiro take começa com Elvis esquecendo a primeira parte da música, o que meio que estraga essa versão. Porém, o começo é bem diferente da versão de 66 e até do master gravado naquela mesma noite, parecendo até outra música. A regravação de 70 encontra Elvis com uma voz mais potente que 4 anos antes e uma pegada musical mais pesada. As duas são ótimas. Caso raro de regravação que compete com a original.

Victor Alves.

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