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Elvis, as últimas horas de um gênio - Parte 3

No interior de seu belo banheiro, Elvis apanha um livro sobre o santo sudário: "The scientific search for the face of Jesus" - ( A busca científica pelo rosto de Jesus), e espera até que os remédios façam efeito.

A vários de quilômetros de Memphis, precisamente na cidade de Portland, cidade do estado do Maine, o "Coronel" Tom Parker já se encontra enfurnado dentro de um quarto de hotel, ele supervisiona e organiza aquele que seria (segundo o próprio Elvis), o maior show da carreira do Rei do Rock. Um dos homens de confiança de Tom Parker, Lamar Fike, que tinha acabado de chegar de Los Angeles num vôo noturno, imediatamente, começa a trabalhar, organiza a segurança e providencia acomodações no hotel para a banda e para o resto da equipe.

Pouco antes do meio-dia de 16 de agosto de 1977, Billy Smith chega a Graceland e fala com um dos assistentes de Elvis, Al Strada, que naquele momento embalava o guarda-roupa do cantor. Smith pergunta se alguém já tinha visto o chefe. Al diz que não, e que Elvis não quer ser acordado antes das 16 horas. Smith se pergunta, meio resmungando, se um dos Stanleys, meio-irmãos de Elvis, teria procurado saber se ele estava bem. Começa a subir as escadas, e, para. "Não, ( pensa Smith ). É melhor deixá-lo descansar. Ele está precisando".

Às 14h20min, Ginger vira-se na imensa cama e a encontra vazia. "Será que Elvis não se deitou ainda ?? O abajur na cabeceira da cama ainda está aceso. Ginger bate freneticamente na porta do banheiro. "Elvis?" Não há resposta. Ela gira a maçaneta e entra. Elvis está caído no chão de joelhos, as mãos no rosto, quase numa postura de oração. Inexplicavelmente, ele havia caído naquela posição grotesca.

-"Mas por que ele não responde e nem se mexe? Ginger chama de novo: -"Elvis?". Ele está estranhamente imóvel. Ginger se curva para tocá-lo. O corpo de Elvis está gelado, o rosto inchado enterrado no grosso tapete vermelho, as narinas respingadas de sangue. A pele apresenta manchas de um roxo quase negro. Sem querer crer no pior, Ginger aperta o botão do interfone, que toca na cozinha. Logo fala com Al Strada: "Al, preciso de você!". Elvis desmaiou!". Al Strada corre escada acima, olha a cena e chama Joe Esposito, outro escudeiro do Rei. Esposito sobe correndo e vira o corpo de Elvis de lado. Ele já sabe a verdade, mas mesmo assim chama a ambulância. Depois de ligar para a ambulância, Joe então telefona para o Dr. George Nichopoulos (o principal médico do cantor), com a notícia de que Elvis havia sofrido um ataque cardíaco. Enquanto a ambulância cruza os portões da mansão com a sirene ligada, o andar superior se enche de gente: Charlie Hodge, chora e implora a Elvis para que ele não morra; o pai de Elvis, Vernon, que chega à cena, não resiste e desmaia; a filha de Elvis, Lisa Marie, então com 9 anos, que acabara de chegar da Califórnia para visitar o pai e espia tudo de olhos arregalados.

-"O que houve com ele?" - pergunta um dos paramédicos - Ulysses Jones. Al Strada responde a verdade: - "parece que foi overdose".

Telmo Vilela Jr.

5 comentários:

  1. Eu não conhecia a história dos últimos momentos do Elvis, deve ter sido muito forte para as pessoas que o acompanhavam, a cena deve ter sido chocante, muito bem descrito o seu relato, já fizeram filme sobre a morte do " Rei do Rock "?

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    1. Airton. Obrigado pela participação e pela força. Realmente como o Pablo bem disse, o cinema nunca explorou essas últimas horas ou últimos dias de Elvis. O que é uma pena, pois com um bom diretor e bom atores, daria um belo filme. Forte abraço meu camarada.

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  2. Olá Airton, em nome do Telmo (autor do texto) agradeço os elogios e a visita. Em relação à sua pergunta ainda não tivemos nenhum filme que recrie em detalhes o momento da morte de Elvis, infelizmente. Abraços, Pablo Aluísio.

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  3. Também não conhecia o relato de suas últimas horas.A forma como o Telmo conduz o texto, nos faz querer saber um pouco mais. Parabéns, Telmo, pelo estilo leve , dramático e fascinante ao mesmo tempo! Abs.

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    1. Obrigado pela participação e pela visita, Lidia. Fiquei muito feliz com seus elogios. Apareça sempre no Blog e fique à vontade para opinar. Um grande abraço.

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