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Double Trouble - Parte 2

Double Trouble (D. Pomus / M. Shuman) - Uma decepção! Claro que a partir de 1965 as trilhas sonoras de Elvis vinham descendo ladeira abaixo em termos de qualidade e por essa razão estavam sendo ignoradas pelo público e destruídas pela crítica, mas todos os fãs esperavam pelo menos por uma boa canção título do filme, ainda mais depois que foi divulgado que seria escrita pela excelente dupla de compositores Doc Pomus e Mort Shuman. Infelizmente o que se nota é que eles não se empenharam muito em dessa vez escrever algo melhor. Alguns especialistas creditam isso ao fato do Coronel Parker ter estipulado um teto máximo para o valor das canções que eram vendidas a Elvis. Como não era algo expressivo os compositores, inclusive os bons, já não se esforçavam muito para escrever algo melhor. Uma atitude do tipo "Para o preço que você está pagando essa música já está de bom tamanho". Uma pena porque realmente não é uma grande canção e para piorar sua gravação deixa bastante a desejar.

Baby If You Give All Or Your Love (Joy Byers) - Joy Byers foi responsável por salvar algumas das piores trilhas sonoras da carreira de Elvis. Até não podiam ser consideradas grandes músicas, mas eram divertidas e contavam com Elvis, quase sempre, empolgado em disponibilizar uma grande performance. Curiosamente todas as músicas que recebiam essa assinatura foram na verdade compostas por Bob Johnston, que era o marido de Byers na época. Ele usou o nome da esposa para escapar de um contrato com cláusula de exclusividade que tinha com outra editora musical. Nos anos 1980, após o fim do casamento, Joy e Bob acabaram tendo problemas judiciais sobre direitos autorais dessas canções gravadas por Elvis Presley por essa razão. Em entrevista ela declarou: "Foi uma honra ter meu nome nos discos de Elvis! Imagine, eu era uma típica dona de casa dos anos 60. Isso me enche de orgulho até hoje!".

Could I Fall In Love (Randy Starr) - Nas trilhas sonoras de Elvis dos anos 60 não podiam faltar baladas românticas. Era uma necessidade imposta pelos próprios roteiros de Hollywood, afinal sempre haveria cenas em que Elvis cortejaria a mocinha. O próprio Elvis brincava sobre isso ao dizer que em seus filmes sempre tinham dois tipos de cenas básicas que se repetiam todas as vezes, quando ele cantava para alguma garota ou quando socava algum desafeto. Nessa cena em particular Elvis coloca um single para tocar para a atriz Annete Day (uma estrelinha sem expressão). No final ele acaba dublando a si mesmo (no papel de Guy Lambert).

Long Legged Girl (J.L. Mc Farland / W. Scotty) - Essa foi a canção de trabalho do filme, ou seja, a música que a RCA Victor trabalhou para divulgar em rádios na época. Também foi lançado em um single que no final das contas não fez qualquer barulho nas paradas. As razões do fracasso comercial são facilmente perceptíveis. Curta demais, com letra adolescente e mal gravada, não era para fazer sucesso mesmo. Muitos criticaram a má equalização da canção, com uma guitarra fora de tom, estridente e irritante. Era mais um sinal de que as gravações de Elvis continuavam a não ter o tratamento sonoro adequado por parte de sua gravadora. Um sinal de que as trilhas sonoras já tinham dado tudo o que podiam dar e que mais cedo ou mais tarde deveriam ser deixadas de lado definitivamente.

Pablo Aluísio.

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