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Elvis e as fronteiras do desconhecido

Elvis e as fronteiras do desconhecido
Larry Geller era um judeu nova-iorquino, um dos primeiros espécimes de uma raça que logo seria comum na Costa Oeste e nos resto do mundo - o hippie espiritualista dedicado à alimentação natural. Às vezes Elvis brincava se referindo a ele como "o meu guru". Mas Larry Geller absolutamente não fez a cabeça de Elvis Presley, embora cortasse seu cabelo toda semana. Geller apenas acendeu o pavio. Quase todos os dias, Elvis e Larry engajavam-se em prolongadas discussões sobre os livros de ocultismo que Larry lhe indicava e Elvis estudava com afinco. E o ocultismo ocupou seu lugar na vida do Rei. Não demorou nada para que ele se colocasse na posição de "grande mestre" e líder espiritual, e sua idéia de origem divina começou a se firmar como um dos princípios de sua vida. Elvis passou a pregar a todos que lhe rodeavam, jogando sobre eles tudo o que havia lido nos livros. Elvis estudava teologia, filosofia oriental, numerologia, Madame Blavatsky, objetos voadores não identificados, espiritismo, reencarnação, vida após a morte, telepatia, etc. Chegou inclusive a fazer muitas tentativas para se comunicar telepaticamente, mas invariavelmente acabava usando o telefone. Elvis estava particularmente curioso sobre os mistérios da morte e assegurou aos caras que, se morresse, iria encontrar um jeito de se comunicar do além. Como se não bastasse, Elvis passou a freqüentar uma academia espiritualista em Pasadena (Califórnia), fundada em 1952 por Paramahansa Yogananda, o autor de "Autobigrafia de um Yogue".

Esse "Shangrilá" ficava no topo de uma montanha, onde havia um hotel, e pelos gramados mulheres caminhavam vestidas com sáris coloridos. Existia também um jardim para meditação, que Elvis imediatamente duplicou em Graceland. No sopé da montanha havia uma cidadezinha totalmente cercada, onde ficavam os alojamentos dos irmãos e irmãs que viviam em celibato, em perpétua meditação. Quando soube que essa área lhe era proibida, Elvis não resistiu ao impulso de se declarar um celibatário e conhecer o misterioso lugar. Nessa montanha ele conheceu uma moça que se dizia chamar Daya Mata e que era uma das discípulas de Paramahansa. No primeiro encontro que teve com ela Elvis pediu que lhe ensinasse os segredos da Kriya Yoga, o último degrau da escala de auto realização. Daya Mata lhe aconselhou humildade, paciência e perseverança. Em troca Elvis ofereceu dinheiro, que ela aceitou agradecida em nome da fundação espiritualista. Mas nem toda a espiritualidade foi capaz de fazer com que Elvis controlasse seu terrível temperamento. Até mesmo quando acabava de sair de uma sessão com Daya Mata, Elvis era capaz de atos de irracional violência. Uma vez ele estava voltando para casa e passou por um posto de gasolina na encosta da montanha, onde dois empregados estavam boxeando de brincadeira. Elvis ordenou que sua limusine entrasse no posto e, abrindo sua janela, fez um discurso para os brigões, dizendo a eles que deviam abraçar o amor e não a hostilidade. Assim que o carro arrancou, um dos sujeitos lhe fez o clássico sinal de "vá se f*", isto é, o dedo médio erguido com a mão fechada. Instantaneamente o carro brecou, Elvis desceu, aproximou-se do primeiro empregado e lhe aplicou um golpe de Karatê que o jogou longe. Em seguida sacou seu revólver 38 do coldre sob o braço e estava pronto para atirar no segundo sujeito, quando Hamburguer James chegou correndo e gritando: "Me dá essa arma!". Automaticamente, Elvis virou-se e entregou o revólver ao seu valete real. Num segundo, todos estavam de volta ao carro, que saiu em disparada. (L. Gomes)

(Elvis e a Estrada da busca interior) - O cinema, principalmente o cinema B, no qual os filmes de Elvis se encaixavam, não representava, absolutamente, mais nada na vida do Rei. Com certeza, o Rei já devia estar, deveras arrependido, em ter tentado um dia ser um astro de Hollywood. As ambições e o foco de vida de Elvis, ao meu ver, tinham escolhido uma espécie de desvio na estrada lógica do sucesso: A estrada da busca interior e do esoterismo (é com "s" mesmo , pois o exoterismo com "x" representa a busca exterior), tinham seduzido, definitivamente, o Rei do Rock. E sobre essa busca, eu entendo muito bem, pois aconteceu comigo também. O livro "A Autobiografia de um Iogue", que é também o meu livro de cabeceira há mais de 20 anos, foi escrito pelo mestre indiano Paramahansa Yogananda. Nascido na Índia em 5 de janeiro de 1893, o mestre Yogananda devotou sua vida a ajudar pessoas de todas as raças e credos a compreender e manifestar mais plenamente, em suas vidas, a beleza, a nobreza, e a verdadeira divindade do espírito humano. Em 1915 fez votos solenes como monge da "Venerável Ordem Indiana dos Swamis". Em 1920, foi convidado a participar de um Congresso Internacional de Religiosos Liberais, como representante da India, realizado em Boston, Massachussets. Seu histórico discurso versando sobre o tema "A Ciência da Religião", simplesmente encantou e magnetizou todos que estavam presentes. O restante do congresso girou todo em torno de Swami. Em 1925, funda a "Self-Realization Fellowship", para difundir para o mundo inteiro, seus ensinamenntos de Ioga, a antiga ciência e filosofia da Índia. Nesse mesmo ano, estabelece a sede central de sua organização em Los Angeles, como forma de difundir a sua escola, no principal país do ocidente. Em 1946, Yogananda publica a "Auto-Biografia de um Iogue", tendo sido ampliada por ele em 1951. Esse livro foi saudado como um marco da literatura espiritual, desde sua primeira edição, permanece um dos livros mais respeitados e mais lidos acerca da Ioga e do pensamento oriental. (Telmo Jr.)

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