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Elvis Presley - C.C. Rider

Música: C.C. Rider
Compositor: Desconhecido
Álbum: On Stage - February 1970
Data de Gravação: 18 de Fevereiro de 1970
Local de Gravação: Las Vegas, Nevada
Produtor: Felton Jarvis, Glen D. Hardin, Glenn Spreen, Bergen White, Elvis Presley
Músicos: Elvis Presley (vocais, violão), James Burton (guitarra), Jerry Scheff (baixo), John Wilkinson (guitarra), Bob Lanning (bateria), Ronnie Tutt (bateria), Charlie Hodge (violão), Glen Hardin (piano), Larry Muhoberac (Piano, órgão), The Imperials (vocais), The Sweet Inspirations (vocais), Millie Kirkham (vocais), Bobby Morris e Orquestra.

Comentários:
"On Stage - February 1970" foi o primeiro álbum gravado ao vivo por Elvis Presley a ser lançado na década de 70. De certa forma foi o pioneiro numa série de discos de grande sucesso de público e crítica. Saiam de cena as trilhas sonoras de filmes e entravam os discos gravados nas temporadas de Elvis em Vegas e nas suas turnês pelos Estados Unidos. A ideia desse primeiro disco foi bem interessante. Ao invés de lançar um LP aos moldes do anterior (Elvis in Person), trazendo um show na íntegra, com vários sucessos de Elvis gravados ao vivo, os produtores resolveram fazer uma seleção apenas com músicas inéditas dentro da discografia de Elvis. Assim iria satisfazer tanto o fã que estivesse em busca de um disco gravado no palco por Elvis como aquele que estivesse em busca de novidades, de material inédito do cantor.

A faixa que abriu o disco foi justamente essa C.C. Rider que ao longo do tempo iria tradicionalmente abrir os concertos de Elvis nos anos 70. A origem da canção é desconhecida. Já na década de 1910 ela já era bem tocada por cantores de blues em bares no sul. Quem a criou? Provavelmente um desses artistas cujo nome se perdeu no tempo... Apenas em 1924 seria gravada pela primeira vez por Gertrude "Ma" Rainey ainda nos tempos dos acetatos de cera dos gramofones. Como era uma canção tradicional nunca desapareceu, sempre tocada em eventos pelos estados sulistas. Aqui Elvis a revitalizou, dando um arranjo mais moderno, mais rock ´n´ roll. Curiosamente se você tiver a oportunidade de encontrar uma cópia original do LP americano verá que a canção foi creditada no selo do disco ao próprio Elvis Presley. Na verdade Elvis não a compôs, mas sim ajudou nos arranjos. Esse fato acabou justificando a retificação nas reedições posteriores do disco quando então foi creditado da forma correta com a expressão "Arr: Elvis Presley". Essa primeira versão que ouvimos aqui é excelente, mais acústica do que as demais. Além disso soava como novidade, algo que não iria se repetir com a exaustão de execuções repetidas dos anos seguintes quando ela finalmente ficaria saturada.

Pablo Aluísio.

11 comentários:

  1. Avaliação:
    Produção: ★★★
    Arranjos: ★★★
    Letras: ★★★
    Direção de Arte: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.8

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Pablo, se tem uma música que o Elvis regravou que pode lhe ser dada a autoria é essa C.C. Rider; alias, parabéns pela sua precisão de sempre grafando corretamente o nome da música e não como a maior parte faz grafando See See Rider.
    Sobre a autoria do Elvis, o que quero dizer que é essa música é tão diferente no original que eu tive que ouvir várias vezes para confirmar que era a mesma de tão diferente que são as duas versões: o Elvis realmente a recompôs. Claro que o jeito errôneo de grafar o nome também nos induz a pensar que se trata de outra música.

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  3. Isso foi bem comum na carreira de Elvis. Ele geralmente pegava uma música e a remodelava ao seu bel prazer. Como essa é uma canção muito, muito antiga, ele teve maior liberdade para reconstruir tudo de acordo com seus padrões musicais próprios

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    1. Realmente o Elvis imprimia sua marca na maior parte das músicas que regravava, mas em C.C. Rider essa marca foi elevada a um paroxismo inédito. Nem em That's All Right, que o Elvis remodelou de um blues e se tornou por isso praticamente a gênese do rock, essa personificação foi impressa com tanta definição que em C.C. Rider.

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  4. Em tempo: como você ressaltou essa é a melhor apresentação desta música; tanto pela energia dos músicos, o fraseado caprichado do Elvis, tudo isso resultando em uma absoluta perfeição do inicio ao fim da apresentação. Da pra perceber que tanto o Elvis quando seus músicos, com o tempo, se cansaram de tanto repeti-la e se tornaram relapsos ao executa-la.

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  5. Infelizmente com o passar dos anos a música, por ser executada em praticamente cada concerto, foi se tornando um fardo, uma rotina tediosa, criando performances burocráticas e saturadas por parte de Elvis e sua banda. A repetição levou à exaustão. Pena porque é uma canção muito boa.

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  6. Oi Pablo!
    Eu não fazia ideia que CC Rider era uma musica tão antiga assim e que era de um autor desconhecido!
    Eu acho a música excelente e divertida, mas teve um momento que ela deu o que tinha que dá em relação a abertura dos shows.
    Se o próprio Elvis estava tão entediado assim de cantar essa música, então porque ele não inovaria escolhendo uma nova canção para a abertura de seus concertos? Tinha medo da reação do público?

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  7. Olá Kamylla. Acredito que a resposta esteja em um conselho que certa vez Frank Sinatra deu a Elvis. Ele disse: "Elvis, cante sempre as mesmas músicas em seus shows pois assim a chance de você errar será menor e o público no fim das contas gostará do que ouvirá".

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  8. Tinha que ser o Sinatra pra dá palpite na carreira do Elvis! ¬¬
    O Elvis também parecia "Maria vai com as outras" até parece que não tinha vontade própria.

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  9. Tinha que ser o Sinatra pra dá palpite na carreira do Elvis! ¬¬
    O Elvis também parecia "Maria vai com as outras" até parece que não tinha vontade própria.

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  10. Como todos sabemos Frank Sinatra era Muy Amigo de Elvis rsrsrsrs

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