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Elvis Presley - Temporada em Las Vegas - Fevereiro de 1970

A segunda temporada de Elvis Presley em Las Vegas foi realizada logo no começo do ano de 1970. A primeira foi um furacão dentro da mídia, também pudera, Elvis estava há anos sem pisar em um palco para um show profissional. Durante anos ele se concentrou em seus filmes e suas respectivas trilhas sonoras. Nenhuma novidade, nada relevante. Em 1969 ele retornou e isso causou uma grande comoção na imprensa mundial.

Já nessa segunda temporada as coisas foram mais amenas. A novidade havia passado e por essa razão a cobertura da imprensa não foi tão presente. Algumas revistas especializadas em entretenimento como Variety publicaram notas discretas. Na Billboard foi publicada uma matéria muito boa, bem respeitosa sobre os shows de Elvis que estavam sendo realizados em Las Vegas. Seus macacões brancos, de peça única, chamaram bem a atenção. Era algo diferente. Fora isso nada mais foi muito explorado pela mídia da época.

Com um single novos nas lojas, "The Wonder Of You", Elvis procurou trazer várias canções de sucessos de outros artistas para seu repertório, embora mantivesse de certo modo a espinha dorsal dos concertos que tinha usado no ano anterior. Quem foi ao International hotel porém foi presenteado com as primeiras performances de Elvis em canções como "Proud Mary", "Walk a Mile In My Shoes", "Sweet Caroline", "Let It Be Me" e "Polk Salad Annie" que era tão sulista que precisava ser explicada pelo próprio Elvis em sua introdução, caso contrário ninguém entenderia nada de sua letra.

Embora morna a repercussão na imprensa, comercialmente a temporada foi um grande sucesso. Estima-se que toda a temporada teve um público estimado em 100 mil pessoas, com renda de um milhão e meio de dólares. Para os padrões atuais isso pode até parecer pouco, mas temos que entender que as instalações do hotel não eram tão amplas a ponto de receber multidões, como se Elvis estivesse se apresentando em um estádio de futebol ou algo parecido.

O L.A. Times chamou a atenção em artigo para a faixa etária do público que assistiu Elvis em Las Vegas naquela temporada. Embora existissem jovens na plateia o fato é que a maioria do público presente tinha mais de 40 anos de idade, já que Las Vegas não era um point jovem naquele tempo, pelo contrário, era mais um lugar para casais de meia idade celebrarem seus aniversários de casamento. Nessa mesma reportagem o jornalista do Times chamou a atenção para o fato de que a presença de Elvis no palco criava uma grande comoção, por causa do status inigualável de sua estrela como artista e ídolo. Em algumas apresentações, salientou o texto, Elvis tinha que esperar por minutos para que as palmas cessassem e ele pudesse finalmente cantar.

Pablo Aluísio.

5 comentários:

  1. Elvis Presley - Pablo Aluísio
    Temporada em Las Vegas - Fevereiro de 1970
    Todos os direitos reservados.

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  2. Pablo, hoje se fala pouco disso, mas os fãs mais purista do Elvis roqueiro e rebelde detestavam as apresentações deste período de Las Vegas. Estes o acusavam de ter se vendido para o jogo barato de Vegas (o Tom Parker, segundo dizem, realmente o vendeu ou trocou por dividas de jogo) e diziam que o Elvis com suas costeletas ensebadas e seu figurino cafona, havia se transformado de um símbolo do rock e rebeldia em um palhaço entretenedor de quarentonas. Pegavam pesado.

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  3. Atualmente eu já vejo vários problemas nessa visão, amplamente disseminada em um passado recente. A questão da faixa etária do público, por exemplo, foi algo natural. O tempo passa para todos. Passou para Elvis e passou para seu público também. O jovem que era fã nos anos 1950 já era um quarentão (ou quase isso) nos anos 1970. Em relação a essa coisa de rebelde... é o que eu sempre digo... isso foi criado pela mídia da época que associou Elvis a James Dean. O Elvis não era um rebelde, em tempo nenhum. Ele adorava a família e politicamente sempre foi um conservador. Tudo não passou mesmo de uma imagem criada pelos jornais e revistas.

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  4. O caso da suposta rebeldia impingiram e que colou no Elvis foi mais por conta do seu jeito feroz de cantar e dançar na década de "50. Neste quesito o Elvis era um rebelde muito mais íntegro e verdadeiro que o James Dean e o Marlon Brando juntos, uma vez que esses dois eram rebeldes da ficção mas na vida eram duas moçoilas, enquanto o Elvis não, ele cantava e dançava daquele jeito ao vivo, dando a cara a tapa, era real, um verdadeiro agitador cultural quando essa expressão sequer existia.

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  5. O seu ponto de vista é baseado no aspecto cultural, o que escrevi se refere ao ponto de vista pessoal. Elvis era um jovem muito ligado à mãe, ao pai, a um padrão de vida bem conservador. Ele queria casar com uma garota virgem, que fosse uma boa dona de casa, etc. O James Dean era um tipo diferente de pessoa. Ele era bem "largado", vivia realmente de forma bem rebelde, tinha experiências fora dos padrões, se envolvia em assuntos polêmicos, etc. O Brando também seguia essa linha. Não queria saber da imprensa, nem dos chefões dos estúdios, mandava diretores para o inferno, esse tipo de coisa. Perto deles, na vida pessoal, Elvis era completamente conservador, no jeito de ser e agir.

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