domingo, 15 de janeiro de 2017

Elvis Presley - Sweet Caroline / Release Me (Outras Versões)

Release Me:
FTD Elvis On Tour The Rehearsals - Aqui temos uma versão de estúdio bem pouco conhecida de "Release Me". Não que a faixa ao vivo, oficial, do disco "On Stage", não seja boa, nada disso. Ela é excelente. O que acontece é que como essa é gravada em estúdio tem muito mais qualidade sonora e de arranjo. Ouçam como ela é muito mais suave, tem muito mais ritmo, enfim como ela é agradável. Nas gravações ao vivo existe toda aquela produção inerente aos concertos para causar impacto no público. Todos aqueles arranjos de metais, muitas vezes super exagerados! Mas ouça essa versão. Nada disso está presente. Elvis, a banda TCB e os vocalistas de apoio estão totalmente entrosados, estão ótimos. Repare como até mesmo o grupo vocal de Elvis está bem mais discreto e oportuno. A melodia se perdeu um pouco no palco. Isso é decorrência do fato de que todo cantor que está se apresentando sente a necessidade de mexer com o público. Nesse processo muitas belas melodias perdem parte de seu charme. No estúdio tudo é mais calmo, mais ponderado, sem pressa e sem necessidade de levantar as pessoas que estão lhe assistindo. Essa "Release Me" de estúdio ficou bem bonita, impossível não notar.

FTD The Impossible Dream - "Release Me" faz parte do repertório desse CD, o que não deixa de ser uma surpresa já que a canção entrava e saia dos concertos, sendo bem inconstante. Na época em que o concerto desse CD foi realizado Elvis não costumava cantá-la com muitas frequência. Não havia razão aparente para que Elvis a descartasse de tempos em tempos. Essa falta de regularidade muitas vezes fazia com que o cantor esquecesse da letra, a mudando ao seu bel prazer. Nessa versão que ouvimos aqui Elvis muda a letra novamente, mas nada muito prejudicial. Para os especialistas as melhores versões da música são de 1972. Eu discordo em parte pois sou particularmente fã da versão oficial do "On Stage". De qualquer forma a música foi seguindo Presley até o fim. Ela fez parte do último show da carreira de Elvis em Indianapolis.

FTD Southern Nights - Aqui temos "Release Me" gravada na tarde do dia 1º de junho de 1975 em Huntsville. Embora não fosse nenhuma novidade, ainda era uma estranha no ninho no repertório de Elvis nesse ano de 1975. Aqui Elvis desacelera a velocidade normal da canção, o que a prejudica, pois seu ritmo correto, que foi utilizado na versão master do disco "On Stage", é muito mais satisfatório. A sensação que Elvis passa aqui é de estar com pouca vontade de levar em frente e terminar a música. Vale como registro, mas certamente não é a melhor versão presente na vasta discografia do artista.

Release Me (Stevenson - Miller) - Oh Yeah, You Like, Please play hard now / Oh please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / I have found a new love dear / And I will always want her near / Her lips are warm while yours are cold / Oh, oh, oh, Release me, my darling let me go / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Oh Please release me, let me go / For I just don't love you anymore / To waste our lives would be a sin / Oh, oh, oh, Release me and let me love again / Let me go, oh release me, my darling / Let me go / (BMI) 3:48 - Data de gravação: 18 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Sweet Caroline:
FTD One Night in Vegas - A versão de "Sweet Caroline" desse CD é bem mais interessante. Originalmente apresentada por Neil Diamond, a música se encaixou muito bem na lista de músicas que Elvis apresentava naquele momento. Ela tinha aparecido na vida musical de Elvis na temporada anterior, de fevereiro de 1970. Tanto que foi lançada oficialmente no disco "On Stage, February 1970" que trazia dez canções gravadas ao vivo (oito delas sendo registradas nessa segunda temporada da carreira de Elvis). Divertida e suave na medida correta acabou sendo uma das mais queridas do público brasileiro. Seu estilo único, aliado ao fato de que a versão original de Neil Diamond nunca chegou a ser muito conhecida em nosso país, fez com que ela se tornasse bem mais popular entre os fãs brasileiros de Elvis Presley. Uma melodia de bom gosto, acima de tudo.

FTD The Impossible Dream - Outra surpresa desse CD é a presença de uma versão ao vivo de "Sweet Caroline", sempre uma música de alegre adição ao repertório (para desespero de Jerry Sheef, que já declarou em entrevistas que odiava essa música!). Cantada desde janeiro de 70, a música começa, porém Elvis pede para parar logo no início e ainda diz: “É assim que nós fazemos as coisas aqui!”. Muito antiprofissional! (Victor Alves)

Sweet Caroline (Neil Diamond) - Where it began, I can't begin to know when / But then I know it's growing strong / Oh, wasn't the spring, whooo / And spring became the summer / Who'd believe you'd come along / Hands, touching hands, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / I made him climb to believe it never would / And now I, I look at the night, whooo / And it don't seem so lonely / We fill it up with only two, oh / And when I hurt / Hurting runs off my shoulder / How can I hurt when holding you / Oh, one, touching one, reaching out / Touching me, touching you / Oh, sweet Caroline / Good times never seem so good / Oh I made him climb to believe it never would / Ohhh, sweet Caroline, good times never seem so good / (ASCAP) 2:55 - Data de gravação: 16 de fevereiro de 1970 - Local: International Hotel Showroom, Las Vegas.

Pablo Aluísio.

7 comentários:

  1. Elvis Presley - Pablo Aluísio
    Release Me / Sweet Caroline (Outras versões)
    Todos os direitos reservados.

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  2. The Impossible Dream é uma música composta com alguns tons muito altos e esse tom não pode ser alterado porque também tem tons muito baixos nas mesma canção ou seja, é para cantores específicos e não pra todos. O Elvis, como todos sabem, era barítono, e esse registro é um dos mais bonitos do universo das vozes, porem a sua extensão é curta e o Elvis apesar da sua propalada capacidade de cantar acima do sue registro normal em The Impossible Dream sempre da umas desafinadas na parte alta, ou quando não desafina a voz se torna gutural e esganiçada. Foi sempre um grande desafio para ele cantar satisfatoriamente essa música e talvez venha daí sua inconstância em apresenta-la no palco.

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  3. Boa análise. Elvis cantou pouco essa música em relação a outras. Para os críticos mais ferozes ele não apenas a cantou pouco ao vivo, mas quando cantou, cantou mal também.

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  4. O Elvis tem umas coisas engraçadas: o tom de American Trilogy é dó maior e cantando esta música o Elvis parece um tenor de opera, tal a exuberância da sua interpretação, principalmente no show do Havaí. Em The Impossible Dream, que também é em dó maior, o Elvis vai muito mal, mas aí alguém mais perspicaz vai dizer "mas a segunda parte de The Impossible Dream o tom sobe uma oitava, que é tom para tenor e fica difícil para o barítono Elvis"; está correto e eu concordo; entretanto quem já viu o Elvis cantando What'd I Say em Viva Las Vegas, em que o tom é mi maior, ou seja tom confortável para barítono, ele sofre nos agudos e esse é o tom que o Ray Charles canta essa música brincando, sem fazer o menor esforço.
    Este tipo de coisa da combustível aos críticos do Elvis, que apesar de reconhecerem seu valor como revolucionário, o acham muito superestimado.

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  5. Correção de virgula mal posicionada:

    Esse tipo de coisa dá combustível aos críticos do Elvis que, apesar de reconhecerem seu valor como revolucionário, o acham muito superestimado.

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  6. Nessa canção da trilha sonora de "Viva Las Vegas" Elvis realmente passou por um aperto! rsrsrs. Mesmo assim adoro a versão. O uso intensivo de vocalistas de apoio (inclusive femininas, o que era raro na época), ajudou a amenizar esse aspecto que você citou.

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  7. Você tem toda razão: vocalistas femininas, vozes de apoio masculinas cantando a mesma nota, e, para arrematar, aquele extraordinário tenor, o Sherrill Nielsen, que, inclusive, faz, dentre outras coisas, o falseto final de Unchained Melody.

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